Energy Summit

Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da discussão sobre transporte marítimo global na Energy Summit

CEO da Binatural participa de painel sobre os caminhos para reduzir as emissões do transporte marítimo, setor responsável por movimentar mais de 80% do comércio mundial.

Redação TN Petróleo/Assessoria Binatural
22/06/2026 16:31
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da discussão sobre transporte marítimo global na Energy Summit Imagem: Divulgação Visualizações: 1232

Enquanto governos e empresas aceleram seus compromissos climáticos, um dos maiores desafios da transição energética continua navegando à margem dos holofotes. Responsável por transportar mais de 80% do comércio mundial em volume e cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, o transporte marítimo tornou-se uma peça-chave para o cumprimento das metas internacionais de descarbonização.

O tema estará no centro das discussões do Energy Summit, um dos principais eventos globais dedicados à inovação, empreendedorismo e futuro da energia, realizado por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), amplamente reconhecida por sua excelência em ciências, engenharia e tecnologia, entre os dias 23 e 25 de junho, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

Em um cenário de crescente pressão regulatória e de mercado por cadeias produtivas de baixo carbono, especialistas de diferentes setores se reunirão para discutir os caminhos possíveis para tornar a navegação mais sustentável sem comprometer a eficiência logística que sustenta a economia global.

No dia 23 de junho, André Lavor (foto), CEO e cofundador da Binatural, uma das principais produtoras de biodiesel do Brasil, participa do painel "O Desafio Invisível: Descarbonizar o Transporte Marítimo Global", ao lado de Jefferson de Oliveira Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI e professor do ITA; Mario Barbosa, General Sales Manager para a América Latina da Wärtsilä; Vinicius Patel, diretor de Administração Portuária e Serviços do Porto do Açu; e Hans-Jorg Fuchsloch, Global Head of Bunker Trading da Petrobras.

A discussão ocorre em um momento decisivo para o setor. A Organização Marítima Internacional (IMO) vem avançando em metas e mecanismos para reduzir as emissões da navegação internacional, enquanto armadores, operadores portuários e embarcadores buscam alternativas capazes de conciliar competitividade, segurança energética e redução da intensidade de carbono. A meta é zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) do transporte marítimo global até ou próximo a 2050

Entre as soluções em avaliação estão o biodiesel, outros combustíveis renováveis e novos modelos operacionais para ganho de eficiência energética.

Para o Brasil, o debate assume uma dimensão estratégica. Como um dos maiores exportadores globais de commodities agrícolas, minerais e energéticas, o país depende fortemente da logística marítima para acessar mercados internacionais. Ao mesmo tempo, possui vantagens competitivas na produção de energias renováveis e biocombustíveis que podem contribuir para a redução das emissões ao longo das cadeias de transporte.

"O desafio não é apenas encontrar combustíveis com baixas emissões, mas fazê-lo em uma escala compatível com as necessidades do comércio global. O Brasil já possui uma indústria de biodiesel madura, com escala, disponibilidade e infraestrutura capaz de apoiar a descarbonização de setores como o transporte marítimo", afirma André Lavor, CEO da Binatural.

Além dessas vantagens, o setor ainda apresenta outros números e reconhecimentos que reforçam o quão benéfico o biodiesel pode ser para o segmento marítimo. Somente no caso da Binatural, a capacidade produtiva atual é de 600 milhões de litros por ano, com planos de expansão para o próximo biênio. A companhia também possui a certificação ISCC, o que consolida seu compromisso com sustentabilidade, e experiência prática no uso de biocombustíveis em aplicações além do mercado regulado, com cases bem-sucedidos de aplicação B100 em rotas 100% sustentáveis. Por meio desses trajetos, a Binatural transporta matérias-primas e outros insumos utilizados na produção do seu próprio biodiesel, com uma redução significativa de emissões.

Outro aspecto marcante do segmento é o apoio aos agricultores familiares. Mais de 300 mil produtores são fomentados por todo o setor, sendo que a companhia apoia 25 mil dessas famílias.

O painel na Energy Summit também deve abordar os impactos das novas exigências ambientais sobre o comércio internacional. Analistas apontam que, nos próximos anos, a pegada de carbono associada ao transporte poderá influenciar decisões de compra, investimentos e acordos comerciais, tornando a descarbonização um tema não apenas ambiental, mas também econômico e geopolítico.

Serviço

Painel: O Desafio Invisível: Descarbonizar o Transporte Marítimo Global
Evento: Energy Summit 2026
Data: 23 de junho
Horário: 12h10 às 12h50
Local: Edison Stage – Marina da Glória, Rio de Janeiro

Saiba mais em: Link.

O credenciamento para imprensa é gratuito, mediante aprovação da organização.

Sobre a Binatural - A Binatural é especializada na produção de biodiesel desde 2006. Registra crescimento exponencial desde o início de suas atividades marcando presença como agente transformador da matriz energética brasileira, fortalecendo a agricultura familiar e com atuação decisiva na defesa do meio ambiente, contribuindo para a redução da emissão de poluentes prejudiciais à saúde e ao planeta.

Sob o slogan "ENERGIA BOA", o propósito da empresa é transformar o biodiesel em um negócio sustentável por respeito à vida e ao meio ambiente, gerando desenvolvimento social e econômico para o país.

Além do biodiesel, sua especialidade, que é distribuído a todas as regiões do País, a Binatural também produz glicerina, ácido graxo e borra, distribuídos nacionalmente e, no caso específico da glicerina, também exportada para diversos países.

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