Internacional

Banco Mundial e ONU lançam plano para financiar energia renovável

Energia atômica está fora dos investimentos.

Redação / Agência
03/12/2013 15:27
Visualizações: 1087

 

O Banco Mundial (BM) e as Nações Unidas (ONU) lançaram na última sexta-feira (29) um plano para arrecadar bilhões de dólares para fornecer eletricidade para nações pobres, mas ressaltaram que o foco será em fontes limpas, e nem mesmo a energia atômica receberá investimento.
O presidente do BM comentou que o banco está desenvolvendo planos de energia para 42 países que estariam prontos em junho, e que todo o dinheiro arrecadado com esses planos será investido apenas em novas fontes de energia alternativa. Juntas, as iniciativas atingiriam 361 milhões de pessoas sem acesso à eletricidade.
“Não financiamos energia nuclear”, colocou o coreano Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial. Kim e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, enfatizaram a necessidade de se criar esforços para garantir que todas as pessoas no mundo tenham acesso à eletricidade até 2030.
“A energia nuclear, de país a país, é uma questão extremamente política. O Grupo Banco Mundial não envolve na prestação de apoio à energia nuclear. Acreditamos que essa é uma conversa extremamente difícil”, disse ele.
“E como realmente não estamos nesse negócio, nosso foco é encontrar formas de trabalhar com a hidrelétrica, geotérmica, solar e eólica. Estamos realmente focando em aumentar o investimento nessas modalidades e não financiamos energia nuclear”, acrescentou.
O coreano observou que, para atingir as metas da campanha, seria necessário arrecadar entre US$ 600 bilhões e US$ 800 bilhões por ano, dobrando a eficiência energética e a participação das energias renováveis até 2030. Para se ter uma ideia, em alguns países do mundo apenas 10% da população tem acesso à eletricidade.
Até agora, a campanha já conseguiu promessas de doação de um bilhão de dólares do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e de US$ 500 milhões do Banco da América através do que está sendo chamado como a primeira ‘aliança verde’ do mundo. Além disso, a Noruega se comprometeu em gastar dois bilhões de Krones (o equivalente a US$ 325 milhões) até 2014 para estimular a energia renovável.
Para alguns cientistas climáticos, essa recusa em relação à energia nuclear não é exatamente uma boa notícia, já que alguns deles defendem que essa fonte, por não gerar gases do efeito estufa (GEEs), pode ajudar a combater o aquecimento global.
Para ambientalistas, contudo, a declaração do BM e da ONU é tranquilizante, pois a geração de energia nuclear envolve muitos riscos, que podem acabar em desastres como o acidente ocorrido na usina de Fukushima em 2011.
Kim enfatizou a importância do financiamento privado para a expansão da energia em países pobres como a Nigéria e a Costa do Marfim, e lembrou que esforços estavam sendo feitos para lançar um plano semelhante para Myanmar, onde o governo criou uma série de reformas nesse sentido.
O coreano informou que tem sido difícil encontrar capital para os países mais pobres, mas insistiu: “Mostraremos aos investidores que a energia sustentável é uma oportunidade que eles não podem perder”.
Junto com o lançamento do plano, o Banco Mundial e as Nações Unidas também revelaram alguns avanços no campo da energia sustentável, como a conquista do programa brasileiro ‘Luz para Todos’, que atingiu o marco de 15 milhões de beneficiários, fazendo com que agora 99% da população do país tenha acesso à eletricidade.
O lançamento do plano internacional faz parte da iniciativa Energia Sustentável para Todos (SE4ALL), que visa levar a toda a população mundial o acesso à eletricidade. “Oitenta e um países estão atualmente participando dessa iniciativa. Suas ações são complementadas pelas das companhias e associações privadas, assim como por grupos da sociedade civil. Continuaremos a trabalhar com interessados para levar energia sustentável a todos, para incentivar ações que transformam vidas”, concluiu Kandeh Yumkella, diretor executivo da SE4ALL.

O Banco Mundial (BM) e as Nações Unidas (ONU) lançaram na última sexta-feira (29) um plano para arrecadar bilhões de dólares para fornecer eletricidade para nações pobres, mas ressaltaram que o foco será em fontes limpas, e nem mesmo a energia atômica receberá investimento.

O presidente do BM comentou que o banco está desenvolvendo planos de energia para 42 países que estariam prontos em junho, e que todo o dinheiro arrecadado com esses planos será investido apenas em novas fontes de energia alternativa. Juntas, as iniciativas atingiriam 361 milhões de pessoas sem acesso à eletricidade.

“Não financiamos energia nuclear”, colocou o coreano Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial. Kim e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, enfatizaram a necessidade de se criar esforços para garantir que todas as pessoas no mundo tenham acesso à eletricidade até 2030.

“A energia nuclear, de país a país, é uma questão extremamente política. O Grupo Banco Mundial não envolve na prestação de apoio à energia nuclear. Acreditamos que essa é uma conversa extremamente difícil”, disse ele.

“E como realmente não estamos nesse negócio, nosso foco é encontrar formas de trabalhar com a hidrelétrica, geotérmica, solar e eólica. Estamos realmente focando em aumentar o investimento nessas modalidades e não financiamos energia nuclear”, acrescentou.

O coreano observou que, para atingir as metas da campanha, seria necessário arrecadar entre US$ 600 bilhões e US$ 800 bilhões por ano, dobrando a eficiência energética e a participação das energias renováveis até 2030. Para se ter uma ideia, em alguns países do mundo apenas 10% da população tem acesso à eletricidade.

Até agora, a campanha já conseguiu promessas de doação de um bilhão de dólares do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e de US$ 500 milhões do Banco da América através do que está sendo chamado como a primeira ‘aliança verde’ do mundo. Além disso, a Noruega se comprometeu em gastar dois bilhões de Krones (o equivalente a US$ 325 milhões) até 2014 para estimular a energia renovável.

Para alguns cientistas climáticos, essa recusa em relação à energia nuclear não é exatamente uma boa notícia, já que alguns deles defendem que essa fonte, por não gerar gases do efeito estufa (GEEs), pode ajudar a combater o aquecimento global.

Para ambientalistas, contudo, a declaração do BM e da ONU é tranquilizante, pois a geração de energia nuclear envolve muitos riscos, que podem acabar em desastres como o acidente ocorrido na usina de Fukushima em 2011.

Kim enfatizou a importância do financiamento privado para a expansão da energia em países pobres como a Nigéria e a Costa do Marfim, e lembrou que esforços estavam sendo feitos para lançar um plano semelhante para Myanmar, onde o governo criou uma série de reformas nesse sentido.

O coreano informou que tem sido difícil encontrar capital para os países mais pobres, mas insistiu: “Mostraremos aos investidores que a energia sustentável é uma oportunidade que eles não podem perder”.

Junto com o lançamento do plano, o Banco Mundial e as Nações Unidas também revelaram alguns avanços no campo da energia sustentável, como a conquista do programa brasileiro ‘Luz para Todos’, que atingiu o marco de 15 milhões de beneficiários, fazendo com que agora 99% da população do país tenha acesso à eletricidade.

O lançamento do plano internacional faz parte da iniciativa Energia Sustentável para Todos (SE4ALL), que visa levar a toda a população mundial o acesso à eletricidade. “Oitenta e um países estão atualmente participando dessa iniciativa. Suas ações são complementadas pelas das companhias e associações privadas, assim como por grupos da sociedade civil. Continuaremos a trabalhar com interessados para levar energia sustentável a todos, para incentivar ações que transformam vidas”, concluiu Kandeh Yumkella, diretor executivo da SE4ALL.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.