Petrobras

Auto-suficiência permitirá maior independência para preços de combustíveis

A partir da auto-suficiência brasileira em petróleo, os preços nacionais de combustíveis poderão ganhar maior independência em relação aos preços internacionais, segundo afirmou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.


12/12/2005 00:00
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A partir da auto-suficiência brasileira em petróleo, prevista para ser atingida em 2006, os preços nacionais de combustíveis poderão ganhar maior independência em relação aos preços internacionais, segundo afirmou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, após a assinatura do contrato de construção de módulos de processamento e integração de módulos da plataforma P-53.

"Vai ter produção suficiente para atender as necessidades do refino brasileiro, isso significa que a situação da economia brasileira ficará mais independente das flutuações do mercado internacional, tanto em termos físicos de fornecimento quanto em termos de preços. Portanto, podemos ter uma certa separação do preço brasileiro em relação ao preço internacional", antecipou Gabrielli.

A perspectiva da Petrobras é de que a produção da companhia atinja o volume de produção 2,3 bilhões de barris por dia em 2010, enquanto a demanda brasileira estará em torno dos 1,9 bilhão de barris dia. A auto-suficiência, no entanto, será atingida em 2006, com a entrada em operação das palataformas P-50 e P-34 o que elevará a produção a 1,9 bilhão bilhão de barris diários, enquanto a demanda nacional é de cerca de 1,7 bilhão de barris/dia. A P-53, que deverá entrar em operação no final de 2007, será uma unidade para a consolidação desta auto-suficiência e terá capacidade de produção de 180 mil barris por dia.

Atualmente, a política de preços divulgada pela companhia tem sido a de não repassar para o mercado interno a volatilidade do mercado internacional do petróleo e alterar os preços internos de combustíveis apenas quando há uma mudança de patamar de preços internacionais. Os patamares de preços, segundo Gabrielli, são definidos pela redução da volatilidade, o que não deverá ocorrer em 2006. "A estimativa para o médio prazo é de preço do petróleo alto e com alta volatilidade", prevê o executivo.

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