Internacional

Argentina volta a impor meta de consumo de gás

Valor Econômico
12/04/2005 00:00
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O governo argentino indicou nesta segunda-feira (11/04) que espera que os problemas com o abastecimento de energia durante o inverno sejam piores do que no ano passado e reeditou, com critérios mais rigorosos, um programa para estimular os consumidores a economizar gás.
De acordo com uma resolução publicada ontem no "Diário Oficial", os consumidores que mais gastam e os clientes comerciais serão punidos com multas se consumirem mais de 90% do gás que utilizaram em 2003. No ano passado, as regras determinavam que o teto de consumo sem sanções podia ser de 95%.
O esquema começa a vigorar a partir do dia 15 e será aplicado até 30 de setembro, mas a resolução também indica que as regras poderão ser mudadas, a critério da Secretaria de Energia.
Consumidores que estão na faixa intermediária de uso do fluido serão premiados com créditos se gastarem até 95% do gás que utilizaram em 2003, e só serão punidos se usarem 105% ou mais. Os clientes de consumo mais baixo receberão descontos se consumirem menos do que em 2003 e estão isentos de punição caso se excedam.
Ano passado, a Argentina teve problemas com o abastecimento de gás, que por sua vez acabou afetando o suprimento de energia elétrica. O país depende de usinas alimentadas com gás para gerar quase 40% da energia elétrica que consume. Para amenizar o problema, em 2004 o governo importou óleo combustível para ser usado como combustível alternativo nas usinas, comprou eletricidade do Brasil e chegou a reduzir a tensão elétrica.
Mesmo com as medidas, algumas empresas sofreram cortes, e contratos de exportação de gás firmados na década passada com o Chile tiveram de ser violados, prejudicando o abastecimento e a geração elétrica no país vizinho.
Neste ano, a expectativa é que a situação seja mais complicada. Com o forte ritmo de crescimento da economia, tanto o consumo de gás quanto o de eletricidade subiram, e ao mesmo tempo não houve incremento da oferta energética em relação ao ano passado. A esperança é que chova na região norte do país, melhorando o desempenho das usinas hidrelétricas.

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