Internacional

Argentina estuda meios de evitar o racionamento

Paralelamente, as autoridades continuam negociando com as petroleiras locais um aumento do suprimento de gás natural, combustível utilizado em termelétricas para gerar mais de 50% da energia da Argentina. Uma das alternativas é ampliar a produção de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Valor Econômico
29/03/2004 00:00
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Paralelamente, as autoridades continuam negociando com as petroleiras locais um aumento do suprimento de gás natural, combustível utilizado em termelétricas para gerar mais de 50% da energia da Argentina. Uma das alternativas é ampliar a produção de gás liquefeito de petróleo (GLP).
As petroleiras dizem que a capacidade de extração de gás já está sendo totalmente usada, mas o governo acusa as empresas de limitar a oferta para conseguir uma melhora nas tarifas. Hoje, o preço pago aos produtores de gás na Argentina é cerca de um terço do valor no mercado internacional.
Para garantir o abastecimento à população, não estão descartados cortes no fornecimento de eletricidade a empresas e diminuição das exportações de gás. Na quinta à noite, a secretaria de Energia emitiu uma resolução que outorga ao governo o poder de suspender exportações de gás caso a quantidade de fluido não seja suficiente para abastecer o mercado interno.
As vendas ao Uruguai já sofrem cortes, e o ministro da Economia chileno, Jorge Rodríguez Grossi, viajou às pressas a Buenos Aires na sexta para tentar obter garantias de que o abastecimento ao seu país não será cortado - o Chile depende do gás argentino para gerar cerca de 30% de sua eletricidade.
Rodríguez pediu que os contratos de fornecimento de gás sejam respeitados e disse que uma eventual interrupção pode ter impacto sobre as relações comerciais entre os dois países. Do lado argentino, o ministro do Interior, Aníbal Fernández, afirmou que os contratos de exportação podem ser rompidos caso não haja gás suficiente.
O chefe de Gabinete, Alberto Fernández, disse estar em estudo o aumento, de 20% para 30%, de um imposto sobre exportação de petróleo cobrado das petroleiras. Os recursos seriam usados para que as usinas cubram os custos mais elevados para operar com diesel ou óleo combustível caso falte gás.

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