Internacional

Proposta do Euro 7 para redução de emissões é sequência que montadoras da Europa não querem assistir

Reuters, 28/03/2023
28/03/2023 11:57
Visualizações: 1438

As montadoras europeias estão lutando contra as propostas de regulamentação de emissões, que argumentam serem muito caras, apressadas e desnecessárias, mas que a Comissão Europeia diz serem necessárias para reduzir as emissões prejudiciais e evitar a repetição do escândalo do Dieselgate.

Países e parlamentares da União Europeia negociarão neste ano as propostas do "Euro 7" sobre limites mais rígidos para as emissões de carros - para carros a diesel, mas não a gasolina - e de caminhões e ônibus de grande porte, incluindo óxido de nitrogênio e monóxido de carbono.

A UE tem endurecido progressivamente os limites desde o "Euro 1" em 1992.

A proposta da Comissão amplia os testes de emissões em condições reais de condução (RDE) e adiciona testes contínuos de emissões por meio de um sistema de monitoramento a bordo.

O Euro 7 entrará em vigor em meados de 2025 para carros e em meados de 2027 para caminhões e ônibus.

Executivos, incluindo o presidente-executivo da Stellantis, Carlos Tavares, dizem que as regras são "inúteis", enquanto as montadoras investem dezenas de bilhões de euros em veículos elétricos (EVs) e começam a eliminar gradualmente os carros movidos a combustíveis fósseis.

O grupo de lobby da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) disse que o Euro 7 aumentará os preços dos carros novos em 2 mil euros e um executivo da montadora tcheca Skoda afirmou que a unidade da Volkswagen terá que cortar 3 mil empregos. O presidente-executivo da Iveco, Gerrit Marx, chamou as propostas de "simplesmente estúpidas".

A Comissão Europeia estima que o Euro 7 pode aumentar em até 150 euros os preços dos carros e 2.600 euros os preços de caminhões e ônibus.

A ACEA diz que as reduções de poluentes do Euro 7 serão mínimas. A Comissão argumenta que serão significativas.

Mattias Johansson, chefe de assuntos governamentais da Volvo Cars, disse à Reuters que o prazo de 2025 deixou "praticamente nenhum tempo razoável" para fazer mudanças nos motores e carece de detalhes sobre os procedimentos de teste. A Volvo se comprometeu a ser totalmente elétrica até 2030.

O presidente-executivo da Daimler Truck, Martin Daum, disse que os novos sensores de emissão exigirão "grandes investimentos" e Alexander Vlaskamp, presidente-executivo da MAN, unidade da Traton, estima que o Euro 7 custará 1 bilhão de euros.

Os fabricantes de caminhões também reclamam que o programa de emissões vem em um momento em que enfrentarão limites mais rigorosos de CO2 a partir de 2030.

"É um comportamento aceito dos políticos em Bruxelas de criticar a indústria automotiva, porque nós merecemos" depois do Dieselgate, disse Marx, da Iveco.

Um porta-voz da Comissão se recusou a comentar as declarações dos executivos, mas disse que os testes de emissões de condução real do Euro 7 são importantes por causa dos "escândalos no passado sobre dispositivos de trapaça".

No escândalo do Dieselgate, a Volkswagen admitiu em 2015 ter equipado cerca de 11 milhões de carros em todo o mundo com um software para enganar os testes de emissões de diesel - custando à montadora alemã mais de 32 bilhões de euros em recondicionaremos de veículos, multas e custos legais.

Mas nem toda a indústria automobilística está insatisfeita com o Euro 7.

O presidente-executivo da Vitesco, Andreas Wolf, disse que a fornecedora de trem de força (também conhecido como powertrain) vê isso como uma oportunidade.

"O cronograma significa estresse para muitas empresas", disse ele. "Mas estamos preparados para tudo."

A Cummins acredita que o Euro 7 "estabelece um bom equilíbrio entre ser rigoroso, claro e aplicável", disse Pete Williams, chefe de conformidade técnica da fabricante de motores norte-americana na Europa.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Mauricio Fernandes Teixeira é o novo vice-presidente exe...
06/02/26
Internacional
Petrobras fica com 42,5% de bloco exploratório offshore ...
06/02/26
Sergipe Oil & Gas 2026
Ampliação de espaço no Sergipe Oil & Gas vai garantir ma...
05/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.