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Wilson Sons reporta receita de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre, com crescimento de 5%, e lucro líquido de R$ 160 milhões

Redação TN?Assessoria
11/08/2022 08:58
Wilson Sons reporta receita de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre, com crescimento de 5%, e lucro líquido de R$ 160 milhões Imagem: Divulgação Visualizações: 2529

A Wilson Sons registrou receita líquida de R$ 539,6 milhões (US$ 109,6 milhões) no segundo trimestre de 2022 (2T22), apresentando um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2021 (2T21). No acumulado dos seis primeiros meses do ano (6M22), a receita atingiu R$ 1,1 bilhão (US$ 211,0 milhões), uma alta de 5% ano contra ano. Listada no segmento do Novo Mercado sob o código PORT3, a companhia divulgou seus resultados financeiros nesta quarta-feira (10/08), após o encerramento do pregão da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3), a bolsa de valores brasileira. 

O desempenho robusto da companhia no trimestre foi impulsionado pelo bom resultado da divisão de rebocadores. A receita líquida da unidade de negócio avançou 4% sobre igual período de 2021, beneficiada por um melhor mix de receitas e um aumento da receita média por manobra.

Outro segmento que se destacou no trimestre foi a divisão de logística internacional, a Allink, que registrou aumento de 36% nas receitas líquidas, refletindo o incremento em preços e volumes.

O resultado da divisão de terminais de contêiner permaneceu resiliente, uma vez que as receitas maiores de armazenagem, com o aumento do tempo de permanência (dwell time) das cargas, compensaram a queda na atividade operacional impactada pelos gargalos logísticos globais relacionados em decorrência da pandemia de Covid-19, particularmente em Rio Grande. Para a Wilson Sons, esse cenário desafiador pode apresentar alguns sinais de melhora no segundo semestre de 2022, dependendo das medidas da China em relação ao fechamento de portos, embora a recuperação do Tecon Rio Grande esteja sujeita à redução dos cancelamentos e omissões de navios para se materializar.

No 2T22, a receita líquida não consolidada da joint venture de embarcações de apoio offshore cresceu 61% para R$ 111,1 milhões, refletindo o aumento de 29% na atividade operacional com o início de novos contratos, bem como incremento de 25% na taxa diária média da frota.

O lucro após impostos da companhia aumentou 8% para R$ 159,8 milhões (US$ 31,1 milhões) no 6M22, apesar do impacto negativo da variação cambial no segundo trimestre. Excluindo os efeitos cambiais, a Wilson Sons teria apresentado lucro líquido de R$ 145,9 milhões no semestre, uma alta de 45%.

No primeiro semestre de 2022, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 440,2 milhões (US$ 86,8 milhões) ficou 2% abaixo do comparativo (R$ 450,1 milhões), afetado principalmente pela queda de volume nos terminais de contêiner devido aos cancelamentos de escalas e à escassez de contêineres vazios. Em dólar, o EBITDA cresceu 4% sobre o ano anterior.

“Continuaremos nos esforçando para melhorar o desempenho de classe mundial da nossa infraestrutura, o nosso portfólio de atividades e a resiliência e versatilidade dos nossos serviços, que acreditamos ser a melhor maneira possível de enfrentar os desafios do nosso setor, transformando o transporte marítimo ao longo do tempo e criando um futuro melhor”, afirma Fernando Salek, CEO da Wilson Sons.

Destaques

No segundo trimestre, o Tecon Salvador contratou a aquisição de 12 tratores de pátio totalmente elétricos, o que contribuirá para a redução das emissões de carbono da companhia. Outro destaque do período foi a entrega, pelo estaleiro da Wilson Sons, do WS Centaurus, o rebocador mais potente do Brasil, e o primeiro de uma série de seis embarcações de 90 toneladas de tração estática que se juntarão à frota da companhia nos próximos dois anos.

As embarcações seguem o padrão Tier III da Organização Marítima Internacional, e o novo design hidrodinâmico melhora a eficiência do casco, permitindo redução de até 14% nas emissões de gases de efeito estufa.

Em julho, a Wilson Sons lançou o primeiro hub de inovação marítimo e portuário da América Latina, o Cubo Maritime & Port, para tornar as operações mais eficientes, seguras e sustentáveis. A iniciativa integra diversas pontas do ecossistema para acelerar a inovação e fomentar startups da indústria.

“A inovação continuará nos apoiando no equilíbrio entre resultados de curto prazo e a futura geração sustentável de valor”, diz Fabrícia Souza, CFO da Wilson Sons.

Na terça-feira (09/08), a companhia divulgou seus dados operacionais de julho de 2022. O destaque foi o crescimento de 16% nos volumes do Tecon Salvador, impulsionados principalmente pelo aumento da cabotagem e importações, registrando o melhor mês de julho na história do terminal.

Em rebocadores, as manobras portuárias aumentaram considerando, principalmente, os volumes maiores de carga geral e navios petroleiros. No caso das bases de apoio offshore, as atracações cresceram 11% com o início de duas novas campanhas de perfuração por empresas internacionais de petróleo.

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