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Wilson, Sons registra EBITDA de US$ 42,1 milhões no segundo trimestre de 2010

A Wilson, Sons, que por meio de suas subsidiárias é uma das maiores operadoras integradas de serviços marítimos, portuários e de logística do Brasil, registrou receita líquida de US$ 141,5 milhões no segundo trimestre de 2010, o que corresponde

Redação
16/08/2010 07:28
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A Wilson, Sons, que por meio de suas subsidiárias é uma das maiores operadoras integradas de serviços marítimos, portuários e de logística do Brasil, registrou receita líquida de US$ 141,5 milhões no segundo trimestre de 2010, o que corresponde a um aumento de 22,7% em relação a igual período de 2009.
 

“O sólido crescimento das receitas da Wilson, Sons reflete a consistente demanda por nossa plataforma integrada de serviços portuários, marítimos e logísticos terrestres, os quais servem, principalmente, à corrente de comércio e indústria de óleo e gás. O aquecimento dos níveis de cabotagem e o aumento do número de importações no país ditaram os resilientes números reportados pelos segmentos de Terminais Portuários e Rebocagem no primeiro semestre de 2010”, avalia o CEO das operações no Brasil, Cezar Baião.
 

O aquecimento do setor de óleo e gás no país se refletiu principalmente nos resultados da subsidiária Brasco. A receita do terminal, que atende a diversas companhias do setor, apresentou significativo crescimento de 112,3% no segundo trimestre de 2010 em comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a US$ 14,3 milhões.
 

“A forte expansão da indústria de óleo e gás no Brasil, capturada nos resultados excepcionais da Brasco, ratificam nosso otimismo tanto para o Terminal quanto para o segmento de Offshore para os próximos anos”, completa o CEO.
 

O CFO (Chief Financial Officer) da subsidiária brasileira e Relações com Investidores da Wilson, Sons, Felipe Gutterres, reforça as boas perspectivas mencionadas por Cezar Baião: “Com a conclusão da joint venture Wilson, Sons UltraTug Offshore, pretendemos aumentar nossa participação nos segmentos que atendem à indústria de óleo e gás no Brasil”, afirma. A associação com o grupo chileno Ultratug foi concluída em maio deste ano e terá como escopo a operação de embarcações de apoio marítimo à exploração e produção de petróleo e gás no Brasil.
 

O lucro líquido da Companhia alcançou US$ 31,0 milhões, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu US$ 42,1 milhões no segundo trimestre de 2010.
 

Os investimentos da Companhia no segundo trimestre de 2010 totalizaram US$ 25,5 milhões, voltados, principalmente, à renovação e à expansão da frota de rebocadores e PSVs.

 

Destaques por segmento
 

A receita líquida dos Terminais Portuários da Wilson, Sons subiu 28,8% no segundo trimestre de 2010, chegando a US$ 55,9 milhões contra US$ 43,4 milhões registrados no mesmo período de 2009. No primeiro semestre de 2010, o volume operado cresceu 6,2%, e atingiu 442,1 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner-padrão, de 20 pés), apesar do leve recuo de 1,5% registrado no segundo trimestre de 2010.
 

A apreciação do real frente ao dólar favoreceu os níveis de importações em detrimento das exportações. A cabotagem foi positivamente impactada por esta tendência, uma vez que grande parte das cargas importadas está concentrada nos principais portos do país para, posteriormente, serem distribuídas através deste modal. Desta maneira, os volumes de cabotagem aumentaram, respectivamente, 14,3% e 13,9% no trimestre e no acumulado do ano.
 

A Rebocagem registrou aumento de 4,5% na receita líquida, na comparação entre os trimestres, e chegou a US$ 37,8 milhões. O desempenho positivo é resultado da maior demanda por operações especiais, favorecidas pelas operações de salvatagem e suporte aos terminais de LNG.
 

Já os resultados do negócio Offshore refletem os efeitos da formação da joint venture Wilson, Sons UltraTug Offshore. Após a formalização da parceria, os resultados passaram a ser reportados proporcionalmente, com 50% de participação da Wilson, Sons. Sendo assim, o segmento de Offshore apresentou uma queda de 15,2% nas receitas do segundo trimestre de 2010, em comparação com o apurado no mesmo período de 2009.
 

No negócio Estaleiros, que engloba os serviços de construção naval da Companhia, a receita líquida atingiu US$ 13,2 milhões no segundo trimestre de 2010, 179,1% maior que em igual intervalo do ano passado. Excluindo-se ganhos não-recorrentes, ocorridos com a formação da joint venture, a receita líquida do negócio teria sido de US$ 2,8 milhões.
 

O Agenciamento Marítimo apresentou incremento de 14,3% na receita líquida, que atingiu US$ 4,2 milhões, com crescimento em todos os seus indicadores operacionais, reflexo direto do aumento do fluxo de comércio internacional.
 

Na área de Logística, renovações de contrato e novas operações in-house (gestão de operações nas instalações do cliente) foram iniciadas nas indústrias de siderurgia e mineração, como parte da estratégia de aumentar o atendimento para esses setores. A receita líquida do negócio alcançou US$ 21,7 milhões no trimestre em análise, superior em 16,9% à apurada no segundo trimestre de 2009.
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