Logística

Wilson Sons é a primeira companhia da América Latina a ingressar no TIC 4.0, o comitê global de inovação em terminais portuários

Empresa foi aprovada como novo membro do TIC, que reúne players mundiais para adotar novas tecnologias, aumentando eficiência e produtividade do setor

TN Redação/Assessoria
02/09/2022 12:24
Wilson Sons é a primeira companhia da América Latina a ingressar no TIC 4.0, o comitê global de inovação em terminais portuários Imagem: Divulgação Visualizações: 1977

A Wilson Sons, o maior operador integrado de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, foi selecionada e aprovada como novo membro do TIC 4.0 (Terminal Industry Committee ou Comitê da Indústria de Terminais) — que coordena a implementação da 4ª revolução industrial no setor de movimentação de cargas. Com mais de 180 anos de experiência e investindo em novas tecnologias e inovação, a Wilson Sons é a primeira companhia da América Latina a ingressar no TIC 4.0, que reúne players globais tanto da indústria de operadores de terminais quanto de fabricantes e fornecedores de equipamentos e tecnologia de ponta portuários.

O TIC 4.0 é um comitê internacional essencial para as empresas fomentarem novos saltos tecnológicos, em grande escala, criando padrões em bloco de automação, comunicação de dados e informações eletrônicas nos portos. Com a automação e a digitalização, a adoção de novas tecnologias reduz o trabalho manual e, assim, aumenta a eficiência operacional e a produtividade das companhias.

A Wilson Sons, por meio da sua unidade de negócio Tecon Rio Grande, foi convidada, em novembro do ano passado, devido à sua relevância no mercado brasileiro e da América Latina, à reputação da marca e aos investimentos em automação e digitalização de seus terminais de contêineres. "Após o convite, realizamos um processo de avaliação, e a companhia foi aprovada em reunião do Conselho do TIC 4.0, sendo o ingresso formalizado como novo membro em julho", explica Giovanni Phonlor, gerente de Desenvolvimento de Sistemas do Tecon Rio Grande (RS).

"A inovação e a adoção de novas tecnologias fazem parte do DNA da Wilson Sons. A escolha da companhia pelo TIC 4.0, como o seu primeiro membro na América Latina, reflete nossa visão de futuro, sempre buscando agregar valor à companhia, com operações ainda mais eficientes e sustentáveis. Com novas soluções voltadas para a transição digital, vamos superar os desafios do setor, desenvolvendo o transporte marítimo e criando um futuro melhor", diz Arnaldo Calbucci, COO da Wilson Sons.

Na próxima reunião do Conselho do TIC 4.0, em 15 setembro, na Finlândia, a Wilson Sons estará presente. O objetivo da reunião, que será realizada de forma presencial e virtual, é definir novos padrões e os próximos saltos de tecnologia para terminais de contêineres. O TIC 4.0 vem avançando na padronização tecnológica. No ano passado, por exemplo, houve a publicação dos padrões e conceitos de atividade de equipamentos de manuseio de contêineres e fontes de energia. Já este ano foram estabelecidos o modelo de dados e definições de padrões de troca de informações de operações (TOS) e equipamentos de movimentação de contêineres (CHE) para terminais.

"A padronização das novas tecnologias é essencial para a inovação se disseminar no setor e, assim, as companhias darem novos saltos de eficiência", afirma Giovanni, que participará, de forma virtual, da reunião do Comitê do TIC 4.0 no próximo dia 15.

Além da presença das companhias players globais como membros do Comitê, o TIC 4.0 é endossado pela Federação das Empresas e Terminais Portuários Privados Europeus (Feport) e pela Associação dos Fabricantes de Equipamentos Portuários (Pema).

 

Terminais de contêineres de Rio Grande e Salvador

Os terminais de contêineres da Wilson Sons — Tecon Rio Grande (RS) e Tecon Salvador (BA) -- estão fazendo novos investimentos em automação e digitalização. Entre as inovações implementadas nos terminais estão a automação e digitalização de sistemas e processos operacionais e automação de gates nos terminais (para atendimento de caminhões).

O terminal gaúcho, o mais automatizado do país, é operado pela Wilson Sons há 25 anos, conectando o Sul do país com o mundo e operando as principais linhas marítimas que escalam o Brasil. Desde 1997, são mais de US$ 275 milhões em investimentos em infraestrutura, equipamentos, treinamento e tecnologia.

Desde 2000, o Tecon Salvador, unidade de negócios localizada no porto da capital baiana, já recebeu mais de R$ 900 milhões em investimentos, sendo R$  milhões apenas nos últimos dois anos. Com a recente ampliação do berço de atracação, que passou de 377 metros para 800 metros, o terminal pode receber, simultaneamente, dois navios New Panamax, os maiores porta-contêineres do mundo. A unidade segue investindo na implementação de automação de cais, o que lhe confere mais eficiência e reforça a sua posição enquanto importante ferramenta para atração de investimentos e novos negócios para as regiões Norte e Nordeste do país.

 

Cubo Maritime & Port, primeiro hub da América Latina

Reafirmando o seu compromisso com novas soluções e o incentivo ao empreendedorismo tecnológico, em julho a Wilson Sons lançou o primeiro hub de inovação marítimo e portuário da América Latina, o Cubo Maritime & Port, para tornar as operações mais eficientes, seguras e sustentáveis. A iniciativa integra diversas pontas do ecossistema para acelerar a inovação e fomentar startups da indústria. O hub já conta com 12 startups, desenvolvendo soluções de grande impacto para ampliar a eficiência do transporte aquaviário e adaptar o setor à economia de baixo carbono.

A Wilson Sons, que está no Novo Mercado da B3 (segmento da Bolsa que requer alto padrão de governança), reiterou também o compromisso com a sustentabilidade ao iniciar este ano a operação do primeiro, de uma série de seis novos rebocadores, elaborado com novo design de casco. O WS Centaurus reduz em até 14% a emissão de gás de efeito estufa devido à sua hidrodinâmica eficiente. E o Tecon Salvador contratou a aquisição de 12 tratores de pátio totalmente elétricos, o que contribuirá para a redução das emissões de carbono.

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