Produtos e Serviços

Wärtsilä produzirá motores no Brasil

O "boom" da construção naval no Brasil, no rastro dos investimentos bilionários da Petrobras, acelerou um acordo firmado pela finlandesa Wärtsilä com a Nuclep para formação de uma "joint venture" no país. A Wärtsilä qu

Valor Econômico
24/02/2011 06:32
Visualizações: 1021
O "boom" da construção naval no Brasil, no rastro dos investimentos bilionários da Petrobras, acelerou um acordo firmado pela finlandesa Wärtsilä com a Nuclep para formação de uma "joint venture" no país. A Wärtsilä quer construir motores navais no Brasil usando as instalações da estatal brasileira a partir do segundo trimestre de 2012.
 

A empresa está participando da licitação para fornecer equipamentos para as sete sondas de perfuração que serão construídas pelo estaleiro Atlântico Sul para a Petrobras. Robson Campos, que acumula a presidência da empresa no Brasil com a diretoria de serviços, explica que está concorrendo nessa licitação - o lote de sete sondas vai custar US$ 4,637 bilhões - com proposta integrada para fornecimento dos motores, grupo gerador, hélice de propulsão e automação elétrica. Apenas o sistema de posicionamento dinâmico será fornecido por outra empresa que ainda não foi escolhida. A expectativa da multinacional é de que o resultado da licitação seja anunciado pelo Atlântico Sul dentro de três meses.
 

O Brasil responde por 8% das vendas mundiais da empresa no mundo. É um pouco menos do que a China, que tem a maior fatia, de 10%, mas significa que o país já é um dos mercado mais importantes, junto com a Coreia do Sul e a Índia. "A indústria brasileira offshore vai passar por período de desenvolvimento muito rápido e queremos ser parte disso", afirma Ole Johansson, presidente da Wärtsilä.
 

O executivo frisa que a atual situação das economias consideradas centrais obriga a Wärtsilä a buscar mercados onde exista boa perspectiva de crescimento. Johansson ressalta que, nos 21 anos em que a companhia está no Brasil, é a primeira vez que se vê projeção tão clara de desenvolvimento sustentável para o país.
 

"Nunca houve desenvolvimento sustentável como vemos agora. As pessoas estão muito otimistas em relação ao Brasil", diz Johansson, em referência à visão que se tem do país no exterior. Para ele essas expectativas são positivas também para os demais países do Bric (Rússia, China e Índia).
 

O investimento na Nuclep deve consumir uma parte dos € 20 milhões que a finlandesa vai aportar no Brasil no período 2011-2012. Para quem acha pouco considerando a intensidade de capital dessa indústria, Johansson diz que o valor está em linha com investimentos feitos na Coreia do Sul, por exemplo, onde a finlandesa opera em parceria com a Hyundai. Na Ásia ela se associou China Shipping Group (CSG) e hoje opera sozinha na Índia, onde entrou há 25 anos.
 

"Produtos dessa natureza não requerem grande capital. A questão é o conhecimento, a habilidade, a tecnologia. É realmente o capital intelectual que é o mais importante", ponderou o executivo.
 

Jaime Wallwitz Cardoso, presidente da Nuclep, explica que o acordo no Brasil, que começou com um memorando de entendimento e evoluiu para a joint-venture que será assinada hoje, prevê a constituição de uma sociedade de propósito específico (SPE) que terá controle finlandês para evitar que a empresa seja mais uma estatal.
 

Os investimentos já feitos pela Nuclep serão integralizados no capital da SPE. Com a injeção de capital e a tecnologia da Wärtsilä, a Nuclep vai competir para fornecer equipamentos que serão necessários para desenvolver a produção de petróleo e gás no pré-sal. Jaime Cardoso diz que o tema animou a presidente Dilma Rousseff quando era ministra de Minas e Energia, já que o Brasil precisa recuperar a competência na construção de motores navais que perdeu há 20 anos. "Agora vamos juntar a experiência da Wärtsilä com a nossa impetuosidade", diz Cardoso.
 
 
A unidade brasileira da Wärtsilä tem cerca de 600 funcionários e faturou R$ 700 milhões no ano passado. Além de motores navais a empresa também tem forte presença na geração de energia elétrica. No mundo, a companhia faturou, em 2009, € 4,6 bilhões
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Conteúdo Local
ANP abre consulta prévia sobre regras de preferência a f...
15/05/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
15/05/26
Descomissionamento
ANP aprova realização de consulta e audiência públicas p...
15/05/26
Resultado
Vallourec registra alta eficiência operacional no Brasil...
15/05/26
Energia Elétrica
Encontro das Indústrias do Setor Elétrico reúne mais de ...
15/05/26
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
Biometano
CNPE fixa meta inicial de 0,5% para biometano no gás nat...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Evento
"Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira", diz...
13/05/26
Evento
Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown realiz...
13/05/26
Combustíveis
ANP fará consulta e audiência públicas sobre serviço de ...
12/05/26
Evento
IBP promove evento em São Paulo para debater futuro da e...
12/05/26
Internacional
Nos Estados Unidos, Firjan participa do Brasil-U.S. Indu...
12/05/26
Pessoas
MODEC anuncia Yosuke Kosugi como novo CEO no Brasil
11/05/26
BOGE 2026
John Crane oferece manutenção preditiva por meio de solu...
11/05/26
Gás Natural
Compass realiza IPO na B3
11/05/26
Crise
Estreito de Ormuz, sustentabilidade e arbitragem serão d...
11/05/26
Indústria Naval
Ghenova lidera engenharia dos navios gaseiros da Ecovix ...
11/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25