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Vendas de combustíveis crescem 8,4% em 2008

A venda de combustíveis líquidos no país em 2008 atingiu 105,9 bilhões de litros, o maior da história do país e um volume 8,4% superior ao de 2007. Os dados foram divulgados ontem (15) pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis).

Agência Brasil
16/04/2009 08:37
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A venda de combustíveis líquidos no país em 2008 atingiu 105,9 bilhões de litros, o maior da história do país e um volume 8,4% superior ao de 2007.

 

Os dados foram divulgados ontem (15) pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis). Segundo o presidente da entidade, Paulo Miranda Soares, o resultado foi em decorrência do aumento do crédito na economia brasileira com conseqüente expansão da frota nacional de veículos.

 

“Nós tivermos um desempenho acima do PIB (Produto Interno Bruto) graças ao desempenho da indústria automobilística e aos milhares de carros novos que foram emplacados”, afirmou.

 

Em 2008, o faturamento do setor foi de R$ 173 bilhões, o que possibilitou uma arrecadação de tributos da ordem de R$ 52 bilhões, com a geração de mais de 330 mil empregos diretos e indiretos no setor.

 

Soares, disse, no entanto, que a setor espera crescimento próximo de zero, em 2009, por causa da crise mundial.

 

“A nossa expectativa inicial era de que nós fossemos crescer agora, em 2009, cerca de 3% sobre 2008. Já estamos refazendo esses números, a partir da previsão do Banco Central de que o país terá uma redução de 0,19% no PIB. Então, já achamos que se não houver queda será um ano razoável para o setor, que deverá andar de banda agora, em 2009, com crescimento próximo de zero”, disse.

 

Os dados da Fecombustíveis já mostram retração no mercado de derivados. Nos dois primeiros meses do ano houve queda de 4% no volume comercializado, em relação a janeiro e fevereiro do ano passado - menos 5% nas vendas de gasolina e redução de 11% da comercialização de óleo diesel. O resultado só não foi ainda pior em razão da alta de 22% na comercialização do álcool hidratado.

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