Negócios

Venda da LLX depende do BNDES

LLX precisa pagar empréstimo ao banco.

Valor Econômico
21/08/2013 13:26
Visualizações: 921

 

A venda do controle da LLX Logística, do grupo EBX, para o fundo EIG, depende da quitação de um empréstimo ponte no valor de R$ 518,5 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), feito para a LLX Açu Operações Portuárias, que vence em setembro.
A venda foi anunciada na semana passada, no valor de R$ 1,3 bilhão. Segundo o banco de fomento, essa é a única dívida direta da empresa de logística de Eike Batista com o BNDES, já que o empréstimo de longo prazo, para substituir o empréstimo ponte, ainda não tinha sido aprovado.
A LLX tem duas opções para viabilizar a operação: o grupo EIG pode fazer a aquisição da empresa com a dívida, ou a LLX quita as dívidas antes. É preciso, ainda, fazer uma anuência para alterar a titularidade do projeto, mas fontes do BNDES asseguram que isso não é problemas, uma vez que o fundo é conhecido no mercado. Quando o grupo alemão E.ON assumiu o controle da MPX, por exemplo, a troca no comando não gerou nenhum problema.
A LLX confirmou que mantém "negociações avançadas" com o BNDES e com o Bradesco para extensão do prazo de pagamento de suas dívidas junto a essas duas instituições. As dívidas de curto prazo com os dois bancos somam R$ 863 milhões. A LLX possui obrigação de R$ 518 milhões junto ao BNDES, originado de contrato de financiamento firmado em março de 2012.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, considerou normal que empresas interessadas no grupo EBX procurem o banco de fomento. "Na medida em que várias empresas têm migrado para novos controladores, nós podemos examinar dentro das regras normais", disse Coutinho, que participou do encerramento do Workshop Integra Brasil, promovido pelas federações de indústrias do Nordeste. "É natural que uma empresa que quer levar adiante um empreendimento de médio e longo prazo pergunte ao BNDES se ela está qualificada. Examinaremos como em qualquer outro caso", acrescentou.
Para Coutinho, dentro do processo de reestruturação das empresas, prorrogar o empréstimo-ponte de R$ 518,5 milhões para LLX não seria um ato extraordinário. O banco já prorrogou um empréstimo-ponte feito à OSX - grupo de construção naval e afretamento de plataformas do grupo EBX - que vencia na semana passada, em 70 dias. O valor do empréstimo é de R$ 418 milhões e vencia na semana passada. "A prorrogação do prazo do empréstimo-ponte é para dar tempo ao processo de reestruturação. É natural", frisou.
No caso do Bradesco, a empresa tem empréstimo de R$ 345 milhões, originado de contrato de financiamento de setembro de 2010. A dívida foi renegociada em agosto de 2012, e possui vencimento em fevereiro de 2014. A companhia também trabalha em nova rolagem para esse montante.
Em horizonte de médio prazo, a LLX possui ainda outro empréstimo com o Bradesco, de R$ 467 milhões, originado de contrato firmado em maio de 2011. Mas essa dívida já foi renegociada em abril de 2013, com prazo estendido por 18 meses. O vencimento atual desse empréstimo, após a rolagem, ficou para outubro de 2014.
Outra empresa do grupo EBX chamou a atenção do mercado ontem foi a MPX. A ações da companhia de energia caíram 4,9% e fecharam a R$ 5,09, surpreendendo alguns analistas, que não enxergavam um motivo aparente que justificasse a reação do mercado. Os papéis estão sendo negociados abaixo do preço de subscrição de R$ 6,45 para o aumento de capital da companhia (atualmente em curso), no valor de R$ 800 milhões.
A analista do banco UBS, Lilyanna Yang, afirmou, em seu relatório, que reduziu o seu preço-alvo para a empresa de energia em R$ 0,50, para R$ 8,5 por ação, devido ao mau desempenho no segundo trimestre. Segundo ela, existe o risco de que as despesas operacionais aumentem acima do previsto, como ocorreu no segundo trimestre. A redução de R$ 0,50 no preço-alvo da ação reflete, em parte, a frustração dos resultados no terceiro trimestre (R$ 0,30) e a formação de um "colchão" para contingências adicionais (R$ 0,20), afirmou.

A venda do controle da LLX Logística, do grupo EBX, para o fundo EIG, depende da quitação de um empréstimo ponte no valor de R$ 518,5 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), feito para a LLX Açu Operações Portuárias, que vence em setembro. A venda foi anunciada na semana passada, no valor de R$ 1,3 bilhão. Segundo o banco de fomento, essa é a única dívida direta da empresa de logística de Eike Batista com o BNDES, já que o empréstimo de longo prazo, para substituir o empréstimo ponte, ainda não tinha sido aprovado.


A LLX tem duas opções para viabilizar a operação: o grupo EIG pode fazer a aquisição da empresa com a dívida, ou a LLX quita as dívidas antes. É preciso, ainda, fazer uma anuência para alterar a titularidade do projeto, mas fontes do BNDES asseguram que isso não é problemas, uma vez que o fundo é conhecido no mercado. Quando o grupo alemão E.ON assumiu o controle da MPX, por exemplo, a troca no comando não gerou nenhum problema.


A LLX confirmou que mantém "negociações avançadas" com o BNDES e com o Bradesco para extensão do prazo de pagamento de suas dívidas junto a essas duas instituições. As dívidas de curto prazo com os dois bancos somam R$ 863 milhões. A LLX possui obrigação de R$ 518 milhões junto ao BNDES, originado de contrato de financiamento firmado em março de 2012.


O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, considerou normal que empresas interessadas no grupo EBX procurem o banco de fomento. "Na medida em que várias empresas têm migrado para novos controladores, nós podemos examinar dentro das regras normais", disse Coutinho, que participou do encerramento do Workshop Integra Brasil, promovido pelas federações de indústrias do Nordeste. "É natural que uma empresa que quer levar adiante um empreendimento de médio e longo prazo pergunte ao BNDES se ela está qualificada. Examinaremos como em qualquer outro caso", acrescentou.


Para Coutinho, dentro do processo de reestruturação das empresas, prorrogar o empréstimo-ponte de R$ 518,5 milhões para LLX não seria um ato extraordinário. O banco já prorrogou um empréstimo-ponte feito à OSX - grupo de construção naval e afretamento de plataformas do grupo EBX - que vencia na semana passada, em 70 dias. O valor do empréstimo é de R$ 418 milhões e vencia na semana passada. "A prorrogação do prazo do empréstimo-ponte é para dar tempo ao processo de reestruturação. É natural", frisou.


No caso do Bradesco, a empresa tem empréstimo de R$ 345 milhões, originado de contrato de financiamento de setembro de 2010. A dívida foi renegociada em agosto de 2012, e possui vencimento em fevereiro de 2014. A companhia também trabalha em nova rolagem para esse montante.


Em horizonte de médio prazo, a LLX possui ainda outro empréstimo com o Bradesco, de R$ 467 milhões, originado de contrato firmado em maio de 2011. Mas essa dívida já foi renegociada em abril de 2013, com prazo estendido por 18 meses. O vencimento atual desse empréstimo, após a rolagem, ficou para outubro de 2014.


Outra empresa do grupo EBX chamou a atenção do mercado ontem foi a MPX. A ações da companhia de energia caíram 4,9% e fecharam a R$ 5,09, surpreendendo alguns analistas, que não enxergavam um motivo aparente que justificasse a reação do mercado. Os papéis estão sendo negociados abaixo do preço de subscrição de R$ 6,45 para o aumento de capital da companhia (atualmente em curso), no valor de R$ 800 milhões.


A analista do banco UBS, Lilyanna Yang, afirmou, em seu relatório, que reduziu o seu preço-alvo para a empresa de energia em R$ 0,50, para R$ 8,5 por ação, devido ao mau desempenho no segundo trimestre. Segundo ela, existe o risco de que as despesas operacionais aumentem acima do previsto, como ocorreu no segundo trimestre. A redução de R$ 0,50 no preço-alvo da ação reflete, em parte, a frustração dos resultados no terceiro trimestre (R$ 0,30) e a formação de um "colchão" para contingências adicionais (R$ 0,20), afirmou.


 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
Negócio
Vallourec conquista importantes contratos de line pipe c...
25/05/26
Bahia
Desenvolvimento Econômico impulsiona industrialização e ...
25/05/26
BOGE 2026
John Crane lança Performance Plus™ para otimizar manuten...
25/05/26
BOGE 2026
Começa nesta quarta (27) o maior evento de petróleo e gá...
25/05/26
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
Combustível
Etanol fecha a semana em recuperação moderada, mas merca...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
BOGE 2026
ANP participa do Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador
22/05/26
Etanol
Com aumento na oferta, preço do etanol acelera queda e a...
22/05/26
Negócio
NUCLEP celebra 46 anos com a assinatura de novo contrato...
22/05/26
Energia Elétrica
ANEEL homologa leilões de reserva de capacidade na forma...
22/05/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP abre 6º ciclo para concessão e 4º...
22/05/26
Saúde, Segurança e Meio Ambiente
IBP debate impactos da revisão da NR-1 sobre saúde menta...
21/05/26
Energia elétrica
TAESA anuncia a aquisição de cinco concessões de transmi...
21/05/26
Meio Ambiente
WCA completa primeiro ano ampliando debates sobre mercad...
21/05/26
Mato Grosso
Setor elétrico de MT avança e prepara nova fase para ate...
21/05/26
Fenasucro
Combustível do Futuro consolida pioneirismo brasileiro e...
20/05/26
Parceria
Radix fecha parceria com Repsol Sinopec Brasil e PUCRS p...
20/05/26
GLP
Prime Energy amplia parceria com Supergasbras no Mercado...
19/05/26
Comunicação
Os bastidores da história da comunicação e da publicidad...
19/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25