Resultado
Valor Econômico
Embora as indicações para a Carteira Valor de agosto sejam de papéis predominantemente voltados para o mercado doméstico, as “blue chips” Petrobras e Vale voltaram ao topo das recomendações, com 4 e 3 recomendações, respectivamente.
A mineradora apresentou os resultados referentes ao segundo trimestre na semana passada, com muitas linhas da demonstração financeira aquém das projeções dos analistas. “O mercado já está olhando para o terceiro trimestre, pois a demanda atual no seu principal mercado, o de minerais ferrosos, já é muito melhor do que se observou no segundo, no primeiro trimestre”, diz o analista da Spinelli Max Bueno. Desde os volumes mínimos embarcados para Europa e Japão no quarto trimestre de 2008 e no primeiro de 2009, os volumes praticamente dobraram e estão próximos da normalização. A maior demanda vem se refletindo nos preços do minério no mercado “spot” (à vista) – passaram de US$ 57 a tonelada para a casa dos US$ 100. “A demanda adicional por parte da China e de outros países não vai ser atendida pelas mineradoras australianas, que estão operando no limite da capacidade.”
Com a recuperação do mercado siderúrgico puxando a demanda de minério de ferro, a Vale vai conseguir negociar a bom termo o desconto no preço do minério com a China. Para a chefe de análise da Ativa Corretora, Lucina Leocádio, o ajuste deve ser de 28%, em linha com o negociado com outros países. “As ações da Vale têm de acompanhar essa recuperação de demanda.”
Já as ações da Petrobras foram mantidas pela Planner Corretora e pela Geração Futuro em seus portfólios e foi uma inclusão da Link Investimentos. Sob a expectativa de que os resultados da estatal de petróleo venham melhores no segundo trimestre, o chefe de análise da Link, Andrés Kikuchi, considerou por bem aproveitar esse evento. “Houve melhora nas cotações do petróleo no mercado internacional com manutenção dos preços dos derivados”, diz. Ele ressalva que questões como o futuro do pré-sal ou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras se constituem fatores de risco que não podem ser ignorados.
Com a inclusão de Petrobras e manutenção de Vale e Suzano, a carteira da Link é uma das mais expostas ao segmento de commodities no mes. Em contraposição, a da Fator permanece 100% mercado doméstico, com AES Tietê, Weg, Itaúsa, ABnote e BM&F Bovespa.
No mês passado, a Carteira Valor rendeu 8,51%, acima dos 6,41% do Ibovespa. No ano, acumula ganhos de 45,19%, pouco abaixo dos 45,85% do índice. Em 12 meses, perde 2,36%, ante queda de 7,97%.
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