Investimento

US$ 55 bi em projetos para a indústria naval offshore

O gerente do Departamento de Transportes e Logística do BNDES, Antonio Carlos de Andrade Tovar, disse ontem que chegam a US$ 55 bilhões os investimentos na indústria naval offshore, que já estão sob avaliação no banco para terem parte financiada. A es

Jornal do Commercio
28/10/2009 07:47
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O gerente do Departamento de Transportes e Logística do BNDES, Antonio Carlos de Andrade Tovar, disse ontem que chegam a US$ 55 bilhões os investimentos na indústria naval offshore, que já estão sob avaliação no banco para terem parte financiada. A estes investimentos, destacou, somam-se ainda outros US$ 15 bilhões aproximadamente, que serão destinados às empresas privadas que atuam no País, a OGX principalmente com quase a totalidade deste volume.

Além disso, deve ser aprovado já em 2010, algo em torno de mais US$ 4 bilhões para a segunda fase do Plano de Renovação da Frota da Transpetro, e embarcações que devem ser ainda encomendadas por Shell, Statoil, Exxon. "Diante deste volume de investimentos, há uma demanda gigantesca por novos estaleiros, novas empresas fabricantes, enfim, novos investimentos na cadeia para atender a estas encomendas", disse, em apresentação realizada ontem durante conferência do setor no Rio de Janeiro.

Ele comparou que os 13 maiores estaleiros do País ocupam hoje uma área total de 3,5 milhões de metros quadrados, volume que fica abaixo de uma única unidade dos maiores estaleiros mundiais como o Daewoo ou o Hyundai, respectivamente com 4,2 milhões de metros quadrados e 6 milhões de metros quadrados.

Sobre o último especificamente, Tovar destacou: "É um estaleiro capaz de cortar 2 milhões de toneladas por ano, fabricar 70 navios por ano, o que perfaz uma média de um navio pronto a cada quatro dias. Perto disso, o volume brasileiro, com capacidade total de corte de 500 mil toneladas de chapas de aço por ano, fica risível", afirmou, lembrando que "por um bom tempo" os custos de construção brasileiros de um navio serão superiores ao do exterior. "Há subsídios, a mão-de-obra é infinitamente mais barata e não há feriados ou finais de semana, que faz com que a linha de produção funcione sete dias por semana, nos três turnos. Não há como comprar isso", comentou.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Julio Bueno, este volume de novos estaleiros espalhados pelo País pode movimentar mais a cadeia e dar maior competitividade ao setor de navipeças brasileiro, inclusive em âmbito internacional.

Para ele, a concentração de atividades de um setor em apenas um único estado, como é o caso da indústria naval, que está praticamente 80% no Rio de Janeiro, é prejudicial para o País. "Temos que ter um olho no mercado interno, mas também precisamos nos voltar para a descentralização", comentou o executivo durante a Conferência da Indústria Naval.

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