Etanol

Unica aguarda definições do governo sobre o setor sucroalcooleiro

Cenário de indefinições.

Valor Online
28/10/2014 10:14
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A presidente-executiva da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, afirmou hoje que espera ter uma interlocução direta com a presidente Dima Rousseff em seu segundo mandato e que o governo federal dê sinalizações claras o quanto antes para o setor. 
Em entrevista convocada pela entidade nesta manhã, Elizabeth disse que questões relacionadas ao etanol não precisam — nem devem — esperar pelo início da nova gestão, em 1º de janeiro de 2015. “Já conversamos bastante [com o governo]. Eu quero olhar pra frente e saber o que vai mudar em relação à política energética do governo. O  setor reage aos estímulos que dão”, disse a executiva, acrescentando que a presidente mencionou em seu discurso de vitória que não fará coisas somente em 2015.
“É fundamental que o setor conheça qual será a sistemática de formação de preços na matriz de combustíveis em geral. Quais serão as regras que vão vigorar? E essas regras serão consistentes com o objetivo de participação do etanol na matriz energética?”.
De acordo com ela, um dos elementos que tem sido discutido é o reconhecimento das externalidades positivas do etanol. “Os combustíveis fósseis são importantes, mas trazem algumas consequências como emissão de gases-estufa e poluição. Tudo isso não está no preço de bomba. A CIDE [sobre a gasolina] precisa ser restabelecida”.
Elizabeth citou ainda o aumento da mistura do etanol na gasolina e as conversas com a indústria automobilística — que necessita aperfeiçoar os motores flex dos carros — como outras medidas de base para o governo federal. 
A entidade que, oficialmente, mantém uma posição política de neutralidade, há tempos revela insatisfação com a falta de medidas que ajudem o setor produtor de etanol. Ex-ministro do governo Lula e atual presidente do conselho de administração da Unica, Roberto Rodrigues causou apreensão recentemente ao declarar seu voto e apoio a Aécio Neves (PSDB).

A presidente-executiva da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, afirmou hoje que espera ter uma interlocução direta com a presidente Dima Rousseff em seu segundo mandato e que o governo federal dê sinalizações claras o quanto antes para o setor.

Em entrevista convocada pela entidade nesta manhã, Elizabeth disse que questões relacionadas ao etanol não precisam — nem devem — esperar pelo início da nova gestão, em 1º de janeiro de 2015. “Já conversamos bastante [com o governo]. Eu quero olhar pra frente e saber o que vai mudar em relação à política energética do governo. O  setor reage aos estímulos que dão”, disse a executiva, acrescentando que a presidente mencionou em seu discurso de vitória que não fará coisas somente em 2015.

“É fundamental que o setor conheça qual será a sistemática de formação de preços na matriz de combustíveis em geral. Quais serão as regras que vão vigorar? E essas regras serão consistentes com o objetivo de participação do etanol na matriz energética?”.

De acordo com ela, um dos elementos que tem sido discutido é o reconhecimento das externalidades positivas do etanol. “Os combustíveis fósseis são importantes, mas trazem algumas consequências como emissão de gases-estufa e poluição. Tudo isso não está no preço de bomba. A CIDE [sobre a gasolina] precisa ser restabelecida”.

Elizabeth citou ainda o aumento da mistura do etanol na gasolina e as conversas com a indústria automobilística — que necessita aperfeiçoar os motores flex dos carros — como outras medidas de base para o governo federal. 

A entidade que, oficialmente, mantém uma posição política de neutralidade, há tempos revela insatisfação com a falta de medidas que ajudem o setor produtor de etanol.

Ex-ministro do governo Lula e atual presidente do conselho de administração da Unica, Roberto Rodrigues causou apreensão recentemente ao declarar seu voto e apoio a Aécio Neves (PSDB).

 

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