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Tubos Ipiranga investe para crescer no setor de petróleo

A expectativa é crescer em torno de 7% em 2013.

Valor Econômico
03/06/2013 12:12
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A Tubos Ipiranga, distribuidora e fabricante de tubos de aço, aposta no setor de óleo e gás para alavancar sua receita nos próximos anos. A companhia já é fornecedora da Petrobras e de outras petrolíferas e, recentemente, vêm fazendo investimentos para aumentar seu alcance no território brasileiro. "Queremos aproveitar o próximo boom da indústria do petróleo, que imaginamos que acontecerá nos próximos quatro a seis anos", disse o presidente da empresa, Alexandre Plassa.
A expectativa é crescer em torno de 7% neste ano, atingindo um faturamento de R$ 400 milhões, ante R$ 373 milhões do ano passado, e de melhorar o lucro líquido. A empresa, que chegou a lucrar mais de R$ 10 milhões há três anos, quando a demanda estava mais forte no país para projetos de infraestrutura, teve um ganho de R$ 3,8 milhões em 2012. Neste momento, diz o empresário, o setor de óleo e gás pode impulsionar seus ganhos.
Os projetos que serão implementados nos blocos leiloados na última rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP) devem gerar demanda por tubos de aço daqui a 5 ou 6 anos, afirma Plassa. Até lá, a expectativa é de aumento da demanda por tubos para refinarias, plataformas e dutos em outras obras previstas no país. No momento, segundo Plassa, a companhia participa de algumas licitações de projetos de pequeno e médio porte nas áreas de mineração, óleo e gás e açúcar e álcool.
Recentemente, a Tubos Ipiranga, empresa familiar com sede em Ribeirão Pires (SP), investiu R$ 25 milhões em equipamentos; na ampliação de seu catálogo, com uma nova linha de produtos da Saint-Gobain; e em três novas unidades - em Recife (PE), Salvador (BA) e Americana (SP) - para aumentar sua capacidade de distribuição. A empresa também avalia a formação de uma joint-venture com uma fabricante estrangeira. O objetivo é incluir em seu portfólio algumas ligas especiais que serão necessárias em obras do pré-sal e que ainda não são produzidas no Brasil.
Atualmente, a Tubos Ipiranga distribui tubos de aço das empresas Vallourec & Mannesman, Tenaris Confab e Saint-Gobain, além de aços laminados da Arcelor Mittal. Também produz internamente trefilados para autopeças e tubos de diâmetros grandes para os setores de petróleo e mineração. Sua capacidade atual é de 10 mil toneladas ao mês, mas a companhia vem registrando volumes de 6 mil toneladas mensais. Do total de seu faturamento, 20% vem dos produtos fabricados pela própria empresa na fábrica instalada em São Bernardo do Campo (SP).
Segundo Plassa, o setor de óleo e gás garante cerca de 15% das vendas da companhia, mesmo percentual do de mineração e pouco acima do sucroalcooleiro. As vendas para empresas de açúcar e álcool - primeiro setor de atuação da companhia, quando foi fundada, em 1996 - hoje representa 10% do total. O restante do faturamento vem do varejo, com vendas para setores diversos, como de saneamento e automobilístico.
Neste ano, o desempenho da companhia está sendo puxado, principalmente, pelos tubos para mineradoras, segundo Plassa. O projeto Minas-Rio, da Anglo American, foi um dos maiores clientes, com a aquisição de tubos para seu mineroduto de 525 quilômetros entre os dois estados.
Outro grande cliente da companhia é a Vale, que no início deste ano comprou tubos para manutenção e ampliação de seus projetos. Plassa diz que o ano tem sido positivo para a Tubos Ipiranga também por conta da redução da concorrência com fabricantes chineses, após a elevação de alíquotas de importação, que segundo o empresário está desestimulando a vinda de produtos da China.

A Tubos Ipiranga, distribuidora e fabricante de tubos de aço, aposta no setor de óleo e gás para alavancar sua receita nos próximos anos. A companhia já é fornecedora da Petrobras e de outras petrolíferas e, recentemente, vêm fazendo investimentos para aumentar seu alcance no território brasileiro. "Queremos aproveitar o próximo boom da indústria do petróleo, que imaginamos que acontecerá nos próximos quatro a seis anos", disse o presidente da empresa, Alexandre Plassa.


A expectativa é crescer em torno de 7% neste ano, atingindo um faturamento de R$ 400 milhões, ante R$ 373 milhões do ano passado, e de melhorar o lucro líquido. A empresa, que chegou a lucrar mais de R$ 10 milhões há três anos, quando a demanda estava mais forte no país para projetos de infraestrutura, teve um ganho de R$ 3,8 milhões em 2012. Neste momento, diz o empresário, o setor de óleo e gás pode impulsionar seus ganhos.


Os projetos que serão implementados nos blocos leiloados na última rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP) devem gerar demanda por tubos de aço daqui a 5 ou 6 anos, afirma Plassa. Até lá, a expectativa é de aumento da demanda por tubos para refinarias, plataformas e dutos em outras obras previstas no país. No momento, segundo Plassa, a companhia participa de algumas licitações de projetos de pequeno e médio porte nas áreas de mineração, óleo e gás e açúcar e álcool.


Recentemente, a Tubos Ipiranga, empresa familiar com sede em Ribeirão Pires (SP), investiu R$ 25 milhões em equipamentos; na ampliação de seu catálogo, com uma nova linha de produtos da Saint-Gobain; e em três novas unidades - em Recife (PE), Salvador (BA) e Americana (SP) - para aumentar sua capacidade de distribuição. A empresa também avalia a formação de uma joint-venture com uma fabricante estrangeira. O objetivo é incluir em seu portfólio algumas ligas especiais que serão necessárias em obras do pré-sal e que ainda não são produzidas no Brasil.


Atualmente, a Tubos Ipiranga distribui tubos de aço das empresas Vallourec & Mannesman, Tenaris Confab e Saint-Gobain, além de aços laminados da Arcelor Mittal. Também produz internamente trefilados para autopeças e tubos de diâmetros grandes para os setores de petróleo e mineração. Sua capacidade atual é de 10 mil toneladas ao mês, mas a companhia vem registrando volumes de 6 mil toneladas mensais. Do total de seu faturamento, 20% vem dos produtos fabricados pela própria empresa na fábrica instalada em São Bernardo do Campo (SP).


Segundo Plassa, o setor de óleo e gás garante cerca de 15% das vendas da companhia, mesmo percentual do de mineração e pouco acima do sucroalcooleiro. As vendas para empresas de açúcar e álcool - primeiro setor de atuação da companhia, quando foi fundada, em 1996 - hoje representa 10% do total. O restante do faturamento vem do varejo, com vendas para setores diversos, como de saneamento e automobilístico.


Neste ano, o desempenho da companhia está sendo puxado, principalmente, pelos tubos para mineradoras, segundo Plassa. O projeto Minas-Rio, da Anglo American, foi um dos maiores clientes, com a aquisição de tubos para seu mineroduto de 525 quilômetros entre os dois estados.


Outro grande cliente da companhia é a Vale, que no início deste ano comprou tubos para manutenção e ampliação de seus projetos. Plassa diz que o ano tem sido positivo para a Tubos Ipiranga também por conta da redução da concorrência com fabricantes chineses, após a elevação de alíquotas de importação, que segundo o empresário está desestimulando a vinda de produtos da China.

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