Internacional

Total vai explorar gás de xisto com a China

Agência Estado
19/03/2012 17:05
Visualizações: 871
A francesa Total fechou acordo com a China na área de gás de xisto e está em negociações sobre operações de refino, enquanto tenta mudar seu foco na direção do mercado chinês de rápido crescimento, disse o executivo-chefe da companhia, Christophe de Margerie. Segundo ele, as autoridades chinesas possuem agora uma participação de 2% na empresa.

A Total fechou um pacto com a China Petrochemical Corp. (Sinopec Group) para pesquisa e produção de gás de xisto, disse de Margerie em entrevista ao 'The Wall Street Journal'.

A China tem ambições de explorar seus potencialmente lucrativos, mas ainda tecnicamente desafiadores, depósitos de gás de xisto (gás natural preso em formações rochosas). O gás de xisto transformou o mercado de energia dos EUA, mas ainda não foi aproveitado pela China.

A Total também está em negociações para obter o direito para comercializar, dentro da China, combustível e petroquímicos produzido por um planejado complexo de refino no sul do país, disse de Margerie. Na última terça-feira (13), a Total disse que concordou em construir o complexo com capacidade para 300 mil barris por dia em Zhanjiang, na província de Guangdong, no sul da China, com Sinopec e duas empresas do Kuwait, a Kuwait Petroleum International e Petrochemicals Industries. A empresa chinesa detém 50% do projeto, a Total possui 20% e as empresas do Kuwait, a fatia restante. De Margerie estipulou o valor do projeto da refinaria em quase US$ 10 bilhões, embora tenha dito que as negociações ainda não estão completas.

De Margerie, que planeja se reunir com o governo chinês e representantes da Sinopec nesta semana, afirmou que a Administração Estatal de Câmbio da China, que detêm as vastas reservas internacionais do país, tem agora 2% da empresa. Ele disse que os novos investimentos serão bem-vindos, incluindo a possibilidade de recursos do fundo soberano China Investment Corp. (CIC).

"Se o CIC quiser ter mais, não vemos qualquer problema", declarou Margerie. Ele também confirmou que o Catar tem agora uma participação de 2% da Total.
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