Meio Ambiente

TIM amplia geração própria de energia renovável e usa inteligência artificial para reduzir desperdícios

Operadora já produz 70% da energia que utiliza em usinas arrendadas de parceiros e avança em gestão mais eficiente do consumo.

Redação TN Petróleo/Assessoria TIM
03/06/2026 17:28
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa inteligência artificial para reduzir desperdícios Imagem: Divulgação Visualizações: 151

Em linha com sua agenda ESG e no contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), a TIM investe na ampliação do uso de energia limpa. A companhia já produz 70% da eletricidade que consome por meio de 136 usinas solares, hídricas e de biogás distribuídas em 23 estados e no Distrito Federal, abastecendo mais de 20 mil antenas.

A estratégia de geração distribuída começou em 2017, com cinco usinas em Minas Gerais que abasteciam cerca de 1.200 antenas. Desde então, a iniciativa ganhou escala nacional. Hoje, a infraestrutura energética da companhia tem produção anual de aproximadamente 474 gigawatt-hora, volume equivalente ao consumo da população de uma cidade com cerca de 770 mil habitantes, como Uberlândia (MG) ou Ribeirão Preto (SP).

Desde 2021, a TIM opera com 100% de energia renovável, complementando a geração própria com aquisições no mercado livre e a compra de certificados internacionais de energia renovável (I-RECs). Com esse nível de estrutura consolidado, a companhia entra em uma nova fase de sua estratégia energética, mais focada em eficiência e inovação.

"Alcançamos um patamar relevante de maturidade, com uma base de geração já bem estabelecida. A partir de agora, nosso foco está em reduzir a exposição a fontes não renováveis e à compra de energia no mercado livre, ao mesmo tempo em que avançamos em soluções que aumentem a eficiência e o controle do consumo", afirma Alisson de Sousa (foto), Gerente Executivo de Energia da TIM.

Nesse contexto, a TIM passou a investir no uso de inteligência artificial aplicada à gestão de energia. A iniciativa teve início em 2025, com projetos voltados à análise de dados de faturamento, e deve se expandir ao longo dos próximos anos. O projeto atual permite estabelecer padrões de consumo esperados para as unidades e comparar essas referências com os valores faturados, identificando inconsistências de medição ou falha dos próprios equipamentos.

Outra abordagem da operadora é o desenvolvimento de iniciativas para ampliar o uso de energia limpa na sociedade em geral. Internamente, o Clube de Energia oferece aos funcionários condições diferenciadas para migração ao consumo de fontes renováveis. Já para os consumidores, a companhia vem expandindo parcerias nesse segmento, como o acordo com a AXIA, que amplia o acesso ao mercado livre de energia. O objetivo é atuar como facilitadora na adoção de soluções mais sustentáveis, combinando economia potencial, previsibilidade de custos e uso de fontes renováveis.

Estratégia de energia impulsiona reconhecimentos

O avanço da estratégia energética e de descarbonização também se reflete no reconhecimento de entidades internacionais. Pelo terceiro ano consecutivo, a TIM integra a "A List" do CDP (Carbon Disclosure Project), uma das avaliações mais rigorosas de transparência e gestão climática do mundo. Entre mais de 22 mil organizações avaliadas globalmente, apenas 4% alcançam a pontuação máxima, incluindo aproximadamente 30 empresas brasileiras.

No Brasil, a TIM mantém presença consolidada em carteiras da B3, como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) – onde figura há 18 anos consecutivos – e o Índice Carbono Eficiente (ICO2), que reúne companhias com melhores práticas na gestão de emissões. A operadora é a empresa de telecomunicações há mais tempo presente no ISE, refletindo a integração da agenda ESG à sua estratégia de negócio.

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