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Terminais operados pela Wilson Sons focam conteinerização de novas cargas

Com a expectativa de produções recordes de grãos e outras commodities, além do congestionamento na maioria dos portos graneleiros, a Wilson Sons Terminais - operadora dos terminais de contêineres de Rio Grande (RS) e Salvador (BA) - aposta em projetos de conteineriz

Redação
04/04/2013 15:50
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Com a expectativa de produções recordes de grãos e outras commodities, além do congestionamento na maioria dos portos graneleiros, a Wilson Sons Terminais - operadora dos terminais de contêineres de Rio Grande (RS) e Salvador (BA) - aposta em projetos de conteinerização de novas cargas visando ampliar sua participação no escoamento da produção brasileira. O grande destaque inegavelmente é a soja. Se há cinco anos o transporte de grãos e farelo nem era cogitado via contêiner, hoje os terminais estão preparados para oferecer soluções competitivas e eficientes para produtores, tradings e armadores.

O Tecon Rio Grande, com forte vocação exportadora, está com o projeto de atração de cargas agrícolas avançado e prevê embarques inéditos de soja nos próximos meses. “Esse ano a expectativa é muito grande, visto que o mercado está aquecido e os portos graneleiros esgotados, com dificuldades de acesso. Podemos colaborar no escoamento desta safra e trabalhamos para oferecer uma solução logística atraente para todos os players”, diz o diretor do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti.

O grande mercado da soja produzida no Rio Grande do Sul é o asiático. Atualmente, o terminal possui três serviços semanais para o extremo oriente. A oportunidade está em levar parte da produção gaúcha - estimada em mais de 12 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - até o porto de Rio Grande pelos modais ferroviário ou rodoviário e carregar os grandes navios de contêineres, que costumam voltar vazios. “Também vislumbramos a conteinerização de madeira em grande escala e cavaco de pinus, o que seria uma novidade para Rio Grande, e outras cargas provenientes do Mercosul”, afirma Thierry Rios, diretor Comercial do Tecon Rio Grande.

Já o Tecon Salvador, recém-expandido após investimentos de R$ 180 milhões, aposta em um mercado alternativo de exportação de soja envolvendo volumes menores e compras fracionadas. “Salvador é diferente, pois mostramos para o pequeno produtor e as cooperativas baianas que eles têm condições de participar do mercado externo. Os interessados são clientes que compram em menor quantidade para minimizar seus investimentos em estocagem. Porém, acabam fazendo embarques mais constantes”, explica o diretor do Tecon Salvador, Demir Lourenço.

O terminal é o pioneiro desta iniciativa no Nordeste. Por dois anos consecutivos, Salvador fez embarques experimentais de soja não transgênica via contêiner, o último envolveu uma carga de 22 toneladas que seguiu para o porto de Yokohama, no Japão. Para 2013, estão previsto embarques maiores de soja baiana. O estado figura entre os oito maiores produtores do Brasil, de acordo com a Conab, com produção esperada de 3,2 milhões de toneladas para a safra 2012/13.

Há ainda projetos em desenvolvimento para o embarque de minérios em contêineres. Ano passado, o terminal escoou 5.500 toneladas de manganês e pretende continuar a movimentação da carga nos próximos anos. Também está em fase de estudos o transporte de pedras como mármore e granito para a Europa.


Atração de carga reefer

Devido aos esforços comerciais de anos anteriores, Salvador voltou a ganhar destaque na exportação de frutas no Nordeste, principalmente uva e manga do Vale do Rio São Francisco. A movimentação cresceu 65% no último ano, passando de 85.903 toneladas em 2011 para 142mil toneladas movimentadas em 2012.

Com o terminal modernizado e 674 tomadas frigoríficas para atender cargas refrigeradas, nesse ano será possível iniciar embarques de melão in natura para os Estados Unidos. “Essa é uma carga totalmente nova, antes exportada apenas em pequenas quantidades. No momento estamos em fase de testes, mas a ideia é movimentar 30 contêineres por mês carregados com melão  em Ribeira do Amparo, na região do semiárido”, conta Demir.

Tanto o Tecon Rio Grande quanto o Tecon Salvador possuem o serviço de reefer intelligence, um canal exclusivo para o atendimento de clientes de cargas refrigeradas. Juntos, ambos os terminais realizaram investimentos que somam mais de U$ 127 milhões desde 2011.

Entre as vantagens da conteinerização estão: otimização do fluxo de caixa, embarques fracionados, facilidade na logística de distribuição e baixo risco de contaminação.
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