Meio Ambiente

Sustentabilidade agora faz parte das prioridades

Item importante para o setor de petróleo e gás.

Valor Online
26/08/2014 10:10
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Nos últimos anos, sustentabilidade se tornou um item importante para o setor de petróleo e gás. Pressionadas pela opinião pública, organizações não governamentais e pela comunidade científica, as empresas têm agora de carregar essa bandeira, ao mesmo tempo em que precisam gerar lucro com suas operações tradicionais de exploração dos combustíveis fósseis.
Na Shell, sustentabilidade é uma prioridade e faz parte da estratégia de negócios da empresa. “A Shell busca contribuir para solucionar a crescente demanda por energia de forma responsável, integrando questões econômicas, sociais e ambientais em todas as suas decisões de negócio, desde seus estágios iniciais”, informou ao Valor. “A empresa sabe que desenvolver atividades de forma segura e eficiente é essencial para uma boa performance operacional – e isto é, em última análise, bom para o negócio e bom para as comunidades em que opera”.
Segurança nessas operações é uma atitude obrigatória. “As operações de óleo e gás são sempre de altíssimo risco”, destaca Patricia Muricy, sócia da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. “Nos últimos anos, o setor de petróleo e gás aprendeu bastante em termos de sustentabilidade. Eu diria que nos últimos dez anos houve uma mudança radical – o interesse das empresas, que era muito mais focado na produção, mudou. As empresas operam também sob melhores condições regulatórias, mas nas operações sempre haverá risco”.
As mudanças que ela menciona aparecem geralmente sob a forma de projetos de sustentabilidade com impacto social ou ecológico, como o Quest, programa de captura e armazenamento de carbono desenvolvido pela Shell no Canadá. A empresa está captando um milhão de toneladas de gás carbônico por ano de suas operações com xisto, para injetá-lo em rochas porosas a 80 km da refinaria. Outros projetos semelhantes estão sendo implantados pela empresa na Austrália, Noruega e Escócia.
Cecilia Korber Gonçalves, gerente de Sustentabilidade da Comgás, conta que a companhia tem como meta reduzir 4.051 toneladas de emissão de carbono equivalente neste ano, mas tem também outras iniciativas relevantes em sustentabilidade: “Estamos trabalhando no estímulo à cogeração, que é a produção simultânea de energia térmica e elétrica a partir do gás natural”. Numa termelétrica a gás, a cogeração é o aproveitamento do calor para gerar água gelada ou água quente – uma mesma molécula de gás produzirá energia elétrica e energia térmica. “A cogeração é indicada para empreendimentos que busquem competitividade, autossuficiência energética, segurança e qualidade no fornecimento de energia elétrica – segurança de abastecimento”, afirma.
Economizar e reaproveitar energia estão também nas iniciativas de sustentabilidade da Shell. A empresa informa que em 2013 conseguiu reduzir o uso de energia nas suas operações em relação a 2012, embora tenha aumentado a produção de petróleo e derivados. Também em 2013, conseguiu reduzir em 3% a quantidade de água doce usada nas atividades.
Patrícia, da Deloitte, lembra que as operações do setor têm se tornado mais seguras: “Estamos desenvolvendo mecanismos para capturar e monitorar ocorrências, para que não se transformem em acidentes, e esse é um tipo de tecnologia que não existia no passado. Hoje é possível capturar muitos tipos de informação, até porque os sistemas de operação estão muito mais sofisticados, alguns sendo operados remotamente, e há uma série de indicadores que nos permitem avaliar melhor e acender a luz vermelha na hora certa”. Isso não se traduz em segurança total, ela admite, “mas se conseguirmos evitar acidentes será maravilhoso. É nisso que a indústria está trabalhando hoje. No passado, a maior preocupação no caso de acidentes era fazer a limpeza e seguir em frente. Mas hoje a preocupação é muito maior, e o impacto que isso causa numa empresa também muito maior do que no passado”, afirma.
Em termos de sustentabilidade, o maior desafio para as empresas do setor, segundo ela, é prever melhor quais serão os impactos ambientais que a operação tem. “E falando num aspecto mais amplo, o da energia, é preciso buscar novas fontes de energia mesmo. Não dá para depender simplesmente de petróleo – é preciso intensificar as pesquisas, buscar outras fontes, porque as fontes fósseis são finitas, a gente sabe. O desafio está também na tecnologia, em operar de uma forma em que se tenha menos danos ao meio ambiente e às comunidades”, acrescenta.

Nos últimos anos, sustentabilidade se tornou um item importante para o setor de petróleo e gás. Pressionadas pela opinião pública, organizações não governamentais e pela comunidade científica, as empresas têm agora de carregar essa bandeira, ao mesmo tempo em que precisam gerar lucro com suas operações tradicionais de exploração dos combustíveis fósseis.

Na Shell, sustentabilidade é uma prioridade e faz parte da estratégia de negócios da empresa. “A Shell busca contribuir para solucionar a crescente demanda por energia de forma responsável, integrando questões econômicas, sociais e ambientais em todas as suas decisões de negócio, desde seus estágios iniciais”, informou ao Valor. “A empresa sabe que desenvolver atividades de forma segura e eficiente é essencial para uma boa performance operacional – e isto é, em última análise, bom para o negócio e bom para as comunidades em que opera”.

Segurança nessas operações é uma atitude obrigatória. “As operações de óleo e gás são sempre de altíssimo risco”, destaca Patricia Muricy, sócia da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. “Nos últimos anos, o setor de petróleo e gás aprendeu bastante em termos de sustentabilidade. Eu diria que nos últimos dez anos houve uma mudança radical – o interesse das empresas, que era muito mais focado na produção, mudou. As empresas operam também sob melhores condições regulatórias, mas nas operações sempre haverá risco”.

As mudanças que ela menciona aparecem geralmente sob a forma de projetos de sustentabilidade com impacto social ou ecológico, como o Quest, programa de captura e armazenamento de carbono desenvolvido pela Shell no Canadá.

A empresa está captando um milhão de toneladas de gás carbônico por ano de suas operações com xisto, para injetá-lo em rochas porosas a 80 km da refinaria.

Outros projetos semelhantes estão sendo implantados pela empresa na Austrália, Noruega e Escócia.

Cecilia Korber Gonçalves, gerente de Sustentabilidade da Comgás, conta que a companhia tem como meta reduzir 4.051 toneladas de emissão de carbono equivalente neste ano, mas tem também outras iniciativas relevantes em sustentabilidade: “Estamos trabalhando no estímulo à cogeração, que é a produção simultânea de energia térmica e elétrica a partir do gás natural”. Numa termelétrica a gás, a cogeração é o aproveitamento do calor para gerar água gelada ou água quente – uma mesma molécula de gás produzirá energia elétrica e energia térmica. “A cogeração é indicada para empreendimentos que busquem competitividade, autossuficiência energética, segurança e qualidade no fornecimento de energia elétrica – segurança de abastecimento”, afirma.

Economizar e reaproveitar energia estão também nas iniciativas de sustentabilidade da Shell. A empresa informa que em 2013 conseguiu reduzir o uso de energia nas suas operações em relação a 2012, embora tenha aumentado a produção de petróleo e derivados. Também em 2013, conseguiu reduzir em 3% a quantidade de água doce usada nas atividades.

Patrícia, da Deloitte, lembra que as operações do setor têm se tornado mais seguras: “Estamos desenvolvendo mecanismos para capturar e monitorar ocorrências, para que não se transformem em acidentes, e esse é um tipo de tecnologia que não existia no passado. Hoje é possível capturar muitos tipos de informação, até porque os sistemas de operação estão muito mais sofisticados, alguns sendo operados remotamente, e há uma série de indicadores que nos permitem avaliar melhor e acender a luz vermelha na hora certa”. Isso não se traduz em segurança total, ela admite, “mas se conseguirmos evitar acidentes será maravilhoso. É nisso que a indústria está trabalhando hoje. No passado, a maior preocupação no caso de acidentes era fazer a limpeza e seguir em frente. Mas hoje a preocupação é muito maior, e o impacto que isso causa numa empresa também muito maior do que no passado”, afirma.

Em termos de sustentabilidade, o maior desafio para as empresas do setor, segundo ela, é prever melhor quais serão os impactos ambientais que a operação tem. “E falando num aspecto mais amplo, o da energia, é preciso buscar novas fontes de energia mesmo. Não dá para depender simplesmente de petróleo – é preciso intensificar as pesquisas, buscar outras fontes, porque as fontes fósseis são finitas, a gente sabe. O desafio está também na tecnologia, em operar de uma forma em que se tenha menos danos ao meio ambiente e às comunidades”, acrescenta.

 

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