Sustentabilidade

Sul de Minas terá usina de energia renovável

Geração será a partir do tratamento de resíduos sólidos.

Ascom Agência Minas
13/09/2013 11:30
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Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, irá sediar a primeira usina térmica de produção de gás no Brasil a partir do tratamento de resíduos sólidos para geração de energia elétrica. A unidade será implantada pela Innova Energias Renováveis e é resultado de um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com execução de Furnas Centrais Elétricas S.A. O contrato para instalação da usina foi assinado entre Furnas, Prefeitura de Boa Esperança, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).
Para viabilizar o projeto, a Innova assinou protocolo de intenção com o Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDE). Com investimento de R$ 21,5 milhões, o início das obras está previsto para este mês. O empreendimento deverá entrar em operação no início do próximo ano com o processamento de 50 toneladas de lixo urbano por dia atingindo a capacidade de um megawatt o que resultará em 8 mil megawatts hora por ano.
A usina de pequeno ou médio porte se enquadra na nova regulamentação de minigeração da Aneel, na qual a energia gerada pode ser compensada em escolas, postos de saúde, iluminação pública e outros prédios da administração municipal, o que acontecerá em Boa Esperança. Serão criados 75 empregos diretos e outros 140 indiretos. Para capacitar mão de obra, a UFF está desenvolvendo um MBA em Energias Renováveis.
Durante a assinatura do protocolo o diretor da Innova, Fernando Melo, explicou que o município dispõe de um lixão com mais de 10 anos de lixo acumulado. “A usina será construída ao lado do lixão pondo fim a um passivo ambiental e resolvendo uma situação complexa do município. Por outro lado já estamos estudando também como orientar e promover uma associação de catadores para coleta seletiva de lixo”, acrescentou.
Fernando Melo informou que o foco da Inovar são cidades de 100 mil a 200 mil habitantes já que a maioria das prefeituras não dispõe de recursos ou de gerenciamento técnico de lixões. “Queremos implantar a primeira usina, mas já estamos abertos para novos projetos, por isto mesmo estamos interessados em novas parcerias”, afirmou.
Já o vice-presidente do INDI, Maurício Cecílio, lembrou que diversificar as fontes de energia é a meta do Governo de Minas que acaba de lançar o “Programa Mineiro de Energias Renováveis - Energias de Minas”. Ele lembrou que o estado “quer se consolidar como centro de referência na produção de energia limpa no país. Para isso serão criados incentivos para estimular a implantação de novos empreendimentos no setor e para aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética mineira”.
Empresa
A Innova Energias Renováveis foi criada em 2011 com o objetivo de desenvolver oportunidades na área de energias renováveis, através da adoção de tecnologia moderna, eficiente, simples e comercialmente viável. No mesmo ano, a empresa adquiriu a licença de uso exclusivo da tecnologia de Pirólise Lenta a Tambor Rotativo da empresa italiana Maim Engineering Srl., que possui uma série de vantagens em relação às tecnologias tradicionais e se apresenta como solução ideal para o aproveitamento energético de resíduos orgânicos e, em especial lixo urbano. Após um período de estudo e conhecimento do mercado de resíduos sólidos urbanos no país, a Innova firmou o primeiro contrato de fornecimento de usina de pirólise no Brasil. O processo a ser utilizado em Boa Esperança resulta em gás, chamado gás de síntese ou syngas.
“Oitenta e cinco por cento do lixo são transformados em gás e 15% em carvão e cinza. O processo se inicia com o tratamento termo-químico em que o lixo é jogado dentro de um tambor aonde é aquecido por fora e então se transforma no gás de síntese que resfriado e lavado será usado em motores a gás para gerar energia elétrica. Essa tecnologia é o único exemplo de processo que é capaz de tratar o resíduo indiferenciado, sem qualquer pré-tratamento. Esta característica permite a redução da cadeia de gestão dos resíduos em um único processo e reduz ao mínimo a dependência de aterros para a disposição das cinzas”, explicou Fernando Melo.
Outro ponto positivo desta tecnologia, segundo ele, é o fato de o combustível produzido ser sensivelmente mais rico do que o obtido por meio de processos de gaseificação, visto que não utiliza nenhuma forma de oxidação. O sistema pode ter dimensões reduzidas, podendo ser instalado em galpões relativamente pequenos no interior de áreas industriais.

Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, irá sediar a primeira usina térmica de produção de gás no Brasil a partir do tratamento de resíduos sólidos para geração de energia elétrica. A unidade será implantada pela Innova Energias Renováveis e é resultado de um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com execução de Furnas Centrais Elétricas S.A. O contrato para instalação da usina foi assinado entre Furnas, Prefeitura de Boa Esperança, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).


Para viabilizar o projeto, a Innova assinou protocolo de intenção com o Governo de Minas Gerais, por meio do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDE). Com investimento de R$ 21,5 milhões, o início das obras está previsto para este mês. O empreendimento deverá entrar em operação no início do próximo ano com o processamento de 50 toneladas de lixo urbano por dia atingindo a capacidade de um megawatt o que resultará em 8 mil megawatts hora por ano.


A usina de pequeno ou médio porte se enquadra na nova regulamentação de minigeração da Aneel, na qual a energia gerada pode ser compensada em escolas, postos de saúde, iluminação pública e outros prédios da administração municipal, o que acontecerá em Boa Esperança. Serão criados 75 empregos diretos e outros 140 indiretos. Para capacitar mão de obra, a UFF está desenvolvendo um MBA em Energias Renováveis.


Durante a assinatura do protocolo o diretor da Innova, Fernando Melo, explicou que o município dispõe de um lixão com mais de 10 anos de lixo acumulado. “A usina será construída ao lado do lixão pondo fim a um passivo ambiental e resolvendo uma situação complexa do município. Por outro lado já estamos estudando também como orientar e promover uma associação de catadores para coleta seletiva de lixo”, acrescentou.


Fernando Melo informou que o foco da Inovar são cidades de 100 mil a 200 mil habitantes já que a maioria das prefeituras não dispõe de recursos ou de gerenciamento técnico de lixões. “Queremos implantar a primeira usina, mas já estamos abertos para novos projetos, por isto mesmo estamos interessados em novas parcerias”, afirmou.


Já o vice-presidente do INDI, Maurício Cecílio, lembrou que diversificar as fontes de energia é a meta do Governo de Minas que acaba de lançar o “Programa Mineiro de Energias Renováveis - Energias de Minas”. Ele lembrou que o estado “quer se consolidar como centro de referência na produção de energia limpa no país. Para isso serão criados incentivos para estimular a implantação de novos empreendimentos no setor e para aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética mineira”.



Empresa


A Innova Energias Renováveis foi criada em 2011 com o objetivo de desenvolver oportunidades na área de energias renováveis, através da adoção de tecnologia moderna, eficiente, simples e comercialmente viável. No mesmo ano, a empresa adquiriu a licença de uso exclusivo da tecnologia de Pirólise Lenta a Tambor Rotativo da empresa italiana Maim Engineering Srl., que possui uma série de vantagens em relação às tecnologias tradicionais e se apresenta como solução ideal para o aproveitamento energético de resíduos orgânicos e, em especial lixo urbano. Após um período de estudo e conhecimento do mercado de resíduos sólidos urbanos no país, a Innova firmou o primeiro contrato de fornecimento de usina de pirólise no Brasil. O processo a ser utilizado em Boa Esperança resulta em gás, chamado gás de síntese ou syngas.


“Oitenta e cinco por cento do lixo são transformados em gás e 15% em carvão e cinza. O processo se inicia com o tratamento termo-químico em que o lixo é jogado dentro de um tambor aonde é aquecido por fora e então se transforma no gás de síntese que resfriado e lavado será usado em motores a gás para gerar energia elétrica. Essa tecnologia é o único exemplo de processo que é capaz de tratar o resíduo indiferenciado, sem qualquer pré-tratamento. Esta característica permite a redução da cadeia de gestão dos resíduos em um único processo e reduz ao mínimo a dependência de aterros para a disposição das cinzas”, explicou Fernando Melo.


Outro ponto positivo desta tecnologia, segundo ele, é o fato de o combustível produzido ser sensivelmente mais rico do que o obtido por meio de processos de gaseificação, visto que não utiliza nenhuma forma de oxidação. O sistema pode ter dimensões reduzidas, podendo ser instalado em galpões relativamente pequenos no interior de áreas industriais.

 

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