Mercado

Stephanes diz que produção de álcool pode dobrar em dez anos

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, previu ontem que o Brasil dobrará a produção de álcool, hoje de 17,5 bilhões de litros, até 2017. "Temos 6 milhões de hectares plantados com cana-de-açúcar e cerca de 150 milhões disponíveis para agricultura. "Se formos inteli

Jornal do Commercio
18/04/2007 00:00
Visualizações: 685

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, previu ontem

que o Brasil dobrará a produção de álcool, hoje de 17,5

bilhões de litros, até 2017. "Temos 6 milhões de hectares

plantados com cana-de-açúcar e cerca de 150 milhões

disponíveis para agricultura. "Se formos inteligentes,

poderemos dobrar a produção de álcool sem causar qualquer

impacto."

Apesar do otimismo, o ministro garantiu que tomaria medidas

radicais para garantir o abastecimento interno de álcool

combustível. O comentário foi feito frente a hipótese de uma

possível disparada na exportação do etanol, caso seja

revogada a tarifa de US$ 0,54 por galão que os EUA impõem

ao produto brasileiro. Ele citou como exemplo de garantia de

abastecimento a imposição de cotas para exportação, se os

usineiros priorizarem o mercado externo.

"Nós temos de dar segurança ao abastecimento interno e,

quanto a isso, não há dúvida; aí os mecanismos serão

adotados e o mais radical deles seria a imposição de cotas",

afirmou o ministro. "O mercado brasileiro pode ficar tranqüilo

que essa questão (abastecimento) será fundamental em relação

a qualquer política do álcool", completou Stephanes.

O ministro encontrou-se em seu gabinete com o ex-governador

da Flórida Jeb Bush e com o ex-ministro da Agricultura

Roberto Rodrigues, líderes da Comissão Interamericana do

Etanol, entidade criada para o fomento ao uso do combustível

alternativo. Stephanes procurou, entretanto, minimizar qualquer

tipo de intervenção que possa ocorrer no futuro em relação ao

álcool e lembrou que, além das mais de 300 usinas

processadoras de cana-de-açúcar em operação no Brasil,

outras 50 estão em implementação e 57 passam por um estágio

de consulta. Com isso, em cinco anos seria possível ampliar a

capacidade instalada de produção de álcool em 20%.

Stephanes afirmou que a redução na tarifa sobre o álcool

brasileiro será lenta e a queda, se ocorrer, deverá ser gradual.

"Em dois anos não há chance se mudança, ou seja, só a partir

de 2009", disse ele, ao lembrar que a legislação americana

impede uma rediscussão sobre o tema no próximo biênio. Por

outro lado, o ministro salientou que esse período será positivo

para que o álcool possa começar a ser transformado em uma

commodity mundial, processo que, na opinião dele, ainda deve

demorar cinco anos, já que é necessária a expansão da

produção para outros países.

O ministro espera que, em até três anos, seja criado também

um selo de qualidade para certificar o etanol brasileiro

exportado nesse novo mercado. "Não há dúvida que o

produtor do Brasil terá capacidade de se adaptar às normas,

tanto ambientais como de qualidade, para receber este selo",

opinou.

No encontro entre Stephanes, Jeb Bush e Rodrigues foi

discutida ainda a expansão da produção de etanol, hoje

concentrada no Brasil e nos Estados Unidos, para outros

países, como os da América Central e da África. "Com isso,

seria criada uma segurança na produção do etanol e um

mercado onde vários países participariam. Não adianta só

Brasil e Estados Unidos produzirem".

Na reunião, Rodrigues defendeu a idéia de que os recursos

adotados com tarifa americana sejam utilizados, ao menos em

parte, para o fomento de um fundo de pesquisa para o setor

sucroalcooleiro no País. "Apesar de ser apenas uma idéia, é

muito boa, porque o Brasil seria contemplado por essa rede, já

que nós detemos uma excelente tecnologia", concluiu

Stephanes, que esteve acompanhado no encontro do ministro

da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
Petrobras
Caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Ro...
03/03/26
Resultado
Espírito Santo retoma patamar de produção e ABPIP aponta...
03/03/26
Parceria
Wiise e Petrobras firmam parceria para aplicar IA na seg...
03/03/26
Posicionamento IBP
Conflito no Oriente Médio
03/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.