Internacional

Sócios da Odebrecht no Peru são condenados a 18 meses de prisão

Redação/Agência Brasil
04/12/2017 14:01
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O Poder Judiciário do Peru condenou hoje (4), a 18 meses de prisão preventiva, quatro ex-executivos de empresas que atuaram como sócias da construtora brasileira Odebrecht na execução de obras na Rodovia Interoceânica Sul, que liga o Acre, no Brasil, ao Oceano Pacífico, no litoral do Peru.

Os ex-dirigentes da empresa Graña y Montero, José Graña Miró Quesada e Hernando Graña Acuña; o presidente da companhia JJ Camet Contratistas Generales, Fernando Camet Piccone, e o gerente -geral da construtora ICCGSA, José Castillo Dibós, são acusados de subornar agentes públicos, dentre eles o ex-presidente peruano, Alejandro Toledo, para fraudar processos licitatórios.

Na mesma sentença, o juiz Richard Concepción Carhuancho condenou o ex-presidente executivo da Graña y Montero, Gonzalo Ferraro Rey, a cumprir sua pena em uma clínica médica, onde terá que observar uma série de restrições enquanto se trata de um câncer.

Além de conluio para fraudar licitações, Graña Acuña, Camet Piccone, Castillo Dibós e Ferraro Rey são acusados de lavagem de dinheiro. Os réus negam as acusações e seus advogados já anunciaram que vão recorrer da sentença.

Metrô

Além de indícios de irregularidades nas obras da Rodovia Interoceânica Sul, a Justiça peruana investiga suspeita de fraudes em outras obras civis que contaram com a participação da Odebrecht. Como na construção da Linha 1 do metrô de Lima.

Em setembro, o mesmo juiz Richard Concepción decretou a prisão preventiva por 18 meses de Víctor Muñoz Cuba, acusado de participar do pagamento de propina ao ex-vice-ministro de Comunicações Jorge Cuba Hidalgo.

De acordo com a denúncia da Procuradoria, Muñoz Cuba, primo do ex-vice-ministro, intermediou a transferência para um banco suíço de US$ 6,2 milhões dos cerca de US$ 8 milhões que teriam sido entregues pela Odebrecht, através das empresas Hispamar International Corporation e Coneng Assets Incorporated.

Durante as investigações, a Odebrecht admitiu ter pago propina a funcionários do país entre 2005 e 2014. Primeiro-ministro e titular de Economia durante o governo de Alejandro Toledo (2001-2006), o atual presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, nega ter recebido qualquer quantia da construtora brasileira.

 

 

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