Projeto

Siderúrgica de Ubu recebe licença prévia

O projeto de construção da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), da Vale em Anchieta (RJ), recebeu ontem a licença prévia (LP) do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo (Consema). Segundo o diretor de Siderurgia da Vale, Aristides Corbellini,

Valor Econômico
03/03/2011 07:57
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O projeto de construção da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), da Vale em Anchieta (RJ), recebeu ontem a licença prévia (LP) do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo (Consema). Segundo o diretor de Siderurgia da Vale, Aristides Corbellini, "após a obtenção da LP a companhia vai iniciar negociações para a entrada de sócio majoritário". Por enquanto a CSU é 100% da Vale.
 
 
O processo de licenciamento ambiental ocorreu dentro do prazo legal de 12 meses, disse Corbellini. Segundo ele, a condução do processo de licenciamento contou com ampla participação da sociedade, com mais de 150 reuniões. O próximo passo para dar partida a instalação da siderúrgica, que terá capacidade de produção de 5 milhões de toneladas de placas de aço anuais e demandará investimento de US$ 6,2 bilhões, é obter a licença de instalação e a licença de operação.
 
 
A região onde a usina da Vale será construída é saturada em termos ambientais e tem problemas de fornecimento de água, razão pela qual a primeira tentativa da companhia, junto com a chinesa Baosteel, de erguer a Companhia Siderúrgica de Vitória (CSV), não aconteceu. No caso, como destaca a Vale em nota, "os problemas ambientais levaram a Baosteel a desistir do projeto, levando a Vale a assumir 100% da participação na CSV e alterar a razão social de futura empresa para CSU".
 
 
Corbellini explicou, porém, que foram realizados estudos aprofundados sobre a disponibilidade de água na região. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) concluiu que a bacia do rio Benevente tem água disponível para atender as necessidades da população atual e futura da região, bem como as demandas da CSU e de outros empreendimentos. "A captação de água doce para a siderúrgica não ultrapassará 7% da vazão mínima do rio em 90% do tempo."
 
 
O início das operações da CSU está previsto para 2014. Segundo Corbellini, a Vale resolveu conduzir o processo sozinha até agora por entender que a fase de compra do terreno, bem como a de licenciamento ambiental, podem gerar maior incerteza em potenciais investidores estrangeiros. "Após a obtenção da LP iniciaremos as negociações pra a entrada de um sócio majoritário no projeto", adiantou. Há algum tempo, a multinacional siderúrgica ArcelorMittal era citada como uma interessada na parceria.
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