Crise

Setor sucroenergético vive tormenta

Redação/ Assessoria
22/10/2014 11:00
Setor sucroenergético vive tormenta Imagem: Divulgação Free Images Visualizações: 1113

 

O mercado de açúcar segue praticamente inalterado, com preços do mercado futuro com pouca apreciação. O mercado físico expõe toda sua fraqueza, com açúcar sendo vendido praticamente ao custo de produção. E se o açúcar não vai bem, o etanol consegue ser ainda pior.
O mercado futuro do petróleo tipo Brent para entrega imediata acumula queda de 19,5% no trimestre e negociava até a última sexta-feira a US$ 84,50 o barril. "Com isso, pela primeira vez em muito tempo, o preço justo do litro da gasolina no Brasil coincide com o preço praticado na bomba, ou seja, de aproximadamente R$ 2,835. Agora não tem mais defasagem. O que passou, passou. O sangramento do caixa da Petrobrás como efeito, entre outras coisas, dessa política perversa comandada pelo Governo Federal, foi finalmente estancado", explica Arnaldo Corrêa, gestor de riscos em commodities agrícolas especialista no setor sucroalcooleiro.
O setor, que imaginava um ajuste nos preços dos combustíveis para que o etanol voltasse a ser competitivo, agora vai ter que conviver com os níveis atuais que não remuneram as usinas. O hidratado hoje é vendido com prejuízo médio de 5,5% em relação ao custo de produção, sem considerarmos o custo financeiro, segundo números da Archer Consulting - empresa de consultoria em mercados de futuros, opções, derivativos e planejamento estratégico para commodities agrícolas.
"Petróleo mais baixo significa que o etanol precisa ser mais baixo para não perder mercado, que remunerando mal implica em mais cana sendo transferida para o açúcar no mix do próximo ano, que se traduz em mais oferta de açúcar no mercado, que significa preços mais baixos. Num círculo perverso que inflige ao setor apenas as agruras sem ter aproveitado as vacas gordas porque a gasolina está congelada", conclui Arnaldo.

O mercado de açúcar segue praticamente inalterado, com preços do mercado futuro com pouca apreciação.

O mercado físico expõe toda sua fraqueza, com açúcar sendo vendido praticamente ao custo de produção. E se o açúcar não vai bem, o etanol consegue ser ainda pior.

O mercado futuro do petróleo tipo Brent para entrega imediata acumula queda de 19,5% no trimestre e negociava até a última sexta-feira a US$ 84,50 o barril. "Com isso, pela primeira vez em muito tempo, o preço justo do litro da gasolina no Brasil coincide com o preço praticado na bomba, ou seja, de aproximadamente R$ 2,835. Agora não tem mais defasagem. O que passou, passou.

O sangramento do caixa da Petrobrás como efeito, entre outras coisas, dessa política perversa comandada pelo Governo Federal, foi finalmente estancado", explica Arnaldo Corrêa, gestor de riscos em commodities agrícolas especialista no setor sucroalcooleiro.

O setor, que imaginava um ajuste nos preços dos combustíveis para que o etanol voltasse a ser competitivo, agora vai ter que conviver com os níveis atuais que não remuneram as usinas.

O hidratado hoje é vendido com prejuízo médio de 5,5% em relação ao custo de produção, sem considerarmos o custo financeiro, segundo números da Archer Consulting - empresa de consultoria em mercados de futuros, opções, derivativos e planejamento estratégico para commodities agrícolas.

"Petróleo mais baixo significa que o etanol precisa ser mais baixo para não perder mercado, que remunerando mal implica em mais cana sendo transferida para o açúcar no mix do próximo ano, que se traduz em mais oferta de açúcar no mercado, que significa preços mais baixos. Num círculo perverso que inflige ao setor apenas as agruras sem ter aproveitado as vacas gordas porque a gasolina está congelada", conclui Arnaldo.

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