Investimento

Setor sucroenergético investe na produção de tecnologia sustentável

Agência Indusnet Fiesp
12/08/2010 12:00
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Investimentos em biotecnologia, planejamento sustentável e a ampliação da cartela de produtos são apenas algumas das novidades do setor sucroenergético brasileiro. As tendências para os próximos anos foram o tema do painel Novas Tecnologias no Setor Sucroenergético, do 11º Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, realizado nesta terça-feira (10), em São Paulo.
 

José Carlos Grubisich, presidente da ETH Bionergia, acredita que nos próximos dez anos o cenário será muito favorável para o setor, contribuindo com a consolidação dos produtos no mercado internacional, principalmente nos países que fazem parte da União Europeia, graças à oferta de matrizes energéticas alternativas, menos poluentes e com preços mais atrativos do que o petróleo.


“Nos próximos anos, a tendência é que haja um aumento no valor do litro do petróleo, enquanto o etanol e a biomassa devem ter seu preço reduzido em função dos investimentos do setor em novas tecnologias”, projetou.


Grubisich explicou que os investimentos tecnológicos da indústria sucroalcooleira são estendidos para todos os elos da cadeia produtiva, especialmente no campo, com os novos investimentos em biotecnologia que possibilitam a criação de uma variedade de cana-de-açúcar mais competitiva, além do uso de colheita mecanizada e da criação de novos produtos, com destaque para produção de biomassa.


“A biomassa é uma fonte de energia competitiva, limpa e renovável com baixo impacto ambiental, graças à utilização de resíduos”, salientou.
 

Custos


Ivo Fouto, presidente da Canavialis e Alellyx, falou sobre os investimentos tecnológicos em todas as etapas de produção. Segundo ele, o setor agrícola é responsável por cerca de 70% de todos os custos das indústrias sucroalcooleira. A integração dos elos da cadeia produtiva permitiu o aumento da produção de etanol, para 7.000 litros por hectares, índice quase três vezes superior ao período Pró-Álcool.


"A fonte de energia da cana de açúcar é impressionante", ressaltou. "A produção de um hectare do produto fornece a mesma quantidade de energia que ½ barril de petróleo, com um custo muito menor."


Valor agregado


Roel Collier, diretor geral da Armyris-Crystaleserv, apresentou o tema comercialização de produtos derivados da cana-de-açúcar com maior valor agregado.


De acordo com ele, os avanços no estudo de biotecnologia permite a reprogramação da levedura, reduzindo o seu efeito de fermentação, o que possibilita a criação de gasolina renovável. “Mas o potencial energético da cana-de-açúcar é pouco aproveitado pelas empresas brasileiras”, observou.

Alfred Szwarc, consultor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), lembrou que os preceitos de sustentabilidade estão presentes em todas as etapas de produção, desde o campo até a distribuição do produto, tornando-os mais competitivos no mercado internacional.


Além disso, salientou Szwarc, os investimentos na produção de uma nova variedade de matéria-prima e equipamentos tecnológicos aumentará, em poucos anos, a produção de etanol para 12,5 mil litros por hectares.


Outra novidade apresentada pelo consultor da Unica foi a criação de etanol para ônibus público. De acordo com ele, o projeto despertou o interesse da Prefeitura de São Paulo, que comprou 200 ônibus com essa tecnologia.
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