Estudo

Setor siderúrgico continua a encarar grandes desafios

Siderúrgicas precisarão se concentrar em restaurar e manter seu valor para terem bom desempenho em 2013 e posição para crescer no futuro, de acordo com o estudo anual da Ernst & Young “Global Steel: A new world, a new strategy”, que traz um balanço

Revista TN Petróleo, Redação
25/04/2013 08:40
Visualizações: 1224
Siderúrgicas precisarão se concentrar em restaurar e manter seu valor para terem bom desempenho em 2013 e posição para crescer no futuro, de acordo com o estudo anual da Ernst & Young “Global Steel: A new world, a new strategy”, que traz um balanço de 2012 e as perspectivas deste ano para as empresas do setor. 

 

Em 2013, segundo a pesquisa, a capacidade de produção ociosa de aço global ainda se mantém como o maior desafio para o segmento, mas o ambiente operacional deve melhorar a partir de 2014. Segundo Carlos Assis, líder da área de mineração e siderurgia da Ernst & Young Terco, as siderúrgicas terão que se concentrar na redução de custos e avaliar a estrutura de capital.  “O grande desafio para as empresas em 2013 será manter a competitividade com custos atrativos, ao mesmo tempo em que mantém o valor da companhia,” explica Assis.

 

No Brasil, a indústria de aço deverá apresentar uma recuperação em 2013, após uma série de incentivos do governo para impulsionar o setor. Entre eles, o mais recente a ser anunciado foi em outubro de 2012 para elevar a tarifa de importação, o que iria aumentar o volume vendido no mercado interno brasileiro, bem como promover a recuperação dos preços do aço local. Durante os primeiros oito meses de 2012, as importações representaram cerca de 15% do consumo total do Brasil, mas é provável que o valor caia significativamente devido ao aumento das tarifas de importação, que irão entrar em vigor em outubro deste ano. 

 

Outras medidas, como a queda dos preços da energia, o pacote de infraestrutura e de logística anunciado pelo governo e eventos de grande porte, como a Copa do Mundo e Jogos Olímpicos de 2016, irão apoiar a recuperação do setor de aço brasileiro a partir de 2013.

 

Excesso de capacidade é desafio

 

Apesar do aumento da demanda por aço, o excesso de capacidade é maior agora do que há 12 meses, devido ao crescimento contínuo de novas instalações siderúrgicas. As taxas de utilização da capacidade no setor permanecem abaixo de 80%, mas devem subir para níveis mais sustentáveis a partir de 2014.

 

"É improvável que a demanda global de aço aumente em 2013 o suficiente para atender a nova capacidade. Isto, combinado com a volatilidade contínua nos custos das matérias-primas vai desafiar a sustentabilidade dos produtores com altos custos”, diz Assis.

 

Otimização de capital

 

A otimização de capital ganha relevância devido à queda na demanda e ao excesso de oferta em mercados regionais. Isso levou a dificuldades de liquidez de curto prazo, que podem ameaçar as notas de crédito e as cláusulas contratuais de seus passivos. 

 

O atual cenário econômico exige que as siderúrgicas avaliem se sua estrutura de capital é a mais adequada para o novo ambiente operacional. Faz-se necessário verificar se há alinhamento de suas carteiras de ativos com suas estratégias de negócio. O objetivo das empresas é a alocação ideal de recursos financeiros para aumentar o retorno para os acionistas e atingir a estrutura de capital mais eficiente possível. Como resultado, uma quantidade crescente de conselhos de administração já dá foco a esse tema. 
 

 

Redução de custos

 

Com a baixa no mercado, a redução de custos é essencial para a sustentabilidade das siderúrgicas e crescimento futuro. Medidas adotadas por siderúrgicas para reduzir os custos operacionais de caixa incluem a reestruturação da força de trabalho e a otimização dos contratos de suprimentos.

 

Segundo Assis, a volatilidade dos preços criou um ambiente operacional hostil para as siderúrgicas, e os desafios de curto prazo da liquidez ameaçam na obtenção de crédito e de financiamento da dívida. "As siderúrgicas precisam considerar se têm a estrutura de capital para o crescimento”, conclui ele.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Portos brasileiros movimentam 1,4 bilhão de toneladas em...
10/02/26
Energia Elétrica
Lançamento de chamada do Lab Procel II reforça o Rio com...
10/02/26
Energia Elétrica
Prime Energy firma novo contrato com o Hotel Villa Rossa...
10/02/26
Energia Elétrica
ABGD apresenta à ANEEL estudo técnico sobre impactos da ...
09/02/26
Tecnologia e Inovação
Brasil estrutura marco normativo para gêmeos digitais e ...
07/02/26
PD&I
Firjan SENAI SESI traz primeira edição do "Finep pelo Br...
06/02/26
Bacia de Campos
Em janeiro, BRAVA Energia renova recorde de produção em ...
06/02/26
Pessoas
Mauricio Fernandes Teixeira é o novo vice-presidente exe...
06/02/26
Internacional
Petrobras fica com 42,5% de bloco exploratório offshore ...
06/02/26
Sergipe Oil & Gas 2026
Ampliação de espaço no Sergipe Oil & Gas vai garantir ma...
05/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.