Evento
Debate durante evento organizado por BB e Petrobras tratou da transição da matriz energética brasileira
Redação TN Petróleo/Assessoria
Grandes organizações do segmento de óleo e gás têm discutido estratégias e apresentado contribuições significativas à gestão da economia de baixo carbono, com técnicas renováveis e limpas, visando o aumento da eficiência energética. Durante encontro, executivos da BP Brasil, Petrobras e Shell falaram sobre a necessidade de reeducar a população e trataram da preocupação de produzir um petróleo menos carbonizado no futuro.
Essas foram alguns dos temas tratados no painel Inovações tecnológicas e descarbonização no setor de óleo e gás, apresentado agora à tarde no Congresso Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes, evento conjunto do Banco do Brasil e da Petrobras, com o apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Banco Central do Brasil, que teve início na quarta-feira (18), no Jardim Botânico no Rio.
Participaram do painel, além da moderadora, Viviane Coelho, gerente de Mudança de Clima Petrobras; João Henrique Rittershaussen, diretor de Desenvolvimento da Produção Petrobras; Flávio Rodrigues (foto), vice-presidente da Shell Brasil; Adriano Bastos, CEO da BP Brasil, e Daniel Elias, CEO da Petrogal Brasil & Country Chair da Galp.
Viviane Coelho abriu o painel com uma reflexão sobre as próximas etapas da descarbonização. “No Brasil, já fizemos transição de energia e estamos em outro patamar. Precisamos discutir a descarbonização de óleo e gás.” Segundo ela, vai ser necessária uma transformação na sociedade, para que o petróleo deixe de ser tão útil.
Para João Henrique Rittershaussen, é necessário começar a pensar no futuro da energia agora, a partir do setor petrolífero. “Se não tivermos investimentos no setor de petróleo, teremos problemas de energia no futuro. O setor precisa ser explorado para que sejam identificadas alternativas e novas soluções energéticas.”
Com a agenda sustentável ganhando ainda mais força, se torna necessário pensar para além das medidas de sustentabilidade. Segundo Flávio Rodrigues, é importante também pensar na segurança energética do país. “A segurança energética é fundamental. Temos que garantir que o óleo e o gás brasileiro tenham competitividade nas próximas décadas. Reconhecemos que o Brasil é um país que precisa de reflexão, mas cada empresa precisa estar contribuindo com o compromisso.”
Adriano Bastos falou sobre a necessidade da participação de todos os setores da sociedade. “Todos nós aqui, como empresa, sociedade civil e governo, podemos criar alternativas para colaborar com o plano de descarbonização e fazer do Brasil referência mundial.”
Ao final, Daniel Elias da Petrogal falou sobre a agenda da companhia no caminho da descarbonização e da importância do alinhamento entre as empresas do setor. “Vamos chegar em 2050 com zero emissão de carbono.”
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