Investimento

Setor de energia elétrica terá este ano R$ 13 bilhões em recursos do BNDES

Os desembolsos do BNDES para o setor de energia elétrica deverão somar, este ano, mais de R$ 13 bilhões. No ano passado, foram liberados recursos para o setor no total de R$ 8,5 bilhões, a maior parte para geração hídrica, seguindo-se distribuição, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e

Agência Brasil
24/03/2009 09:30
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Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor de energia elétrica deverão somar, este ano, mais de R$ 13 bilhões. No ano passado, foram liberados recursos para o setor no total de R$ 8,5 bilhões, a maior parte para geração hídrica, seguindo-se distribuição, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e transmissão. As aprovações, por sua vez, atingiram R$ 16,7 bilhões em 2008 e representam desembolsos que serão efetuados até 2012.

 

Os dados foram divulgados ontem (23) pelo chefe do Departamento de Infra-Estrutura do BNDES, Nelson Siffert, durante seminário sobre os cinco anos do novo modelo do setor elétrico, promovido pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/ UFRJ).

 

Siffert estimou que do total de desembolsos previsto para 2009, cerca de 70% serão para a área de geração hídrica. Os principais projetos são as usinas do Complexo Madeira (Santo Antonio e Jirau), Estreito, Foz do Chapecó, Serra do Facão e Dardanelos.

 

Os desembolsos do BNDES para o setor elétrico vêm crescendo ao longo do tempo. Em 2006, eles somaram R$ 3 bilhões, em 2007 foram R$ 6,2 bilhões, em 2008 alcançaram R$ 8,5 bilhões e este ano deverão somar R$ 13 bilhões. “O setor elétrico tem tido desembolsos crescentes, de uma forma quase exponencial”, disse.

 

Nelson Siffert considerou como uma feliz coincidência o fato dos empresários recorrerem ao BNDES em busca de recursos para investimentos na área de infra-estrutura em um momento de crise mundial. Ele lembrou, porém, que os grandes projetos hidrelétricos haviam sido estruturados em 2007, quando não havia ainda um cenário de crise.

 

O chefe do Departamento de Infra-Estrutura do BNDES confirmou o interesse da instituição em financiar as obras, de modo que elas tenham “um papel anti-cíclico” em relação à economia brasileira. Somente o projeto da Usina de Estreito tem sete mil pessoas empregadas no canteiro de obras, informou.

 

Siffert afirmou que o setor de energia e de infra-estrutura, de modo geral, não sofre o impacto imediato da crise porque “é um setor que pensa no longo prazo”. E admitiu que o BNDES tem feito um esforço no sentido de garantir os recursos para empréstimo às empresas.

 

“O BNDES tem tido uma postura mais pró-ativa, no sentido de buscar o equacionamento das operações e não permitir que um projeto não se desenvolva por falta de financiamento”. Disse.

 

Nos últimos meses, a instituição percebeu a necessidade de empreendedores buscarem empréstimos-ponte junto ao banco, como ocorreu em relação à linha de transmissão Marabá/Tucuruí/Manaus. O empréstimo-ponte corresponde, em geral, a 15% do investimento total.

 

No segmento de transmissão, considerado o mais relevante na carteira do banco este ano, Nelson Siffert informou que os projetos já leiloados e com processos de concessão somam R$ 10 bilhões em financiamentos. Ele destacou o projeto da linha de transmissão do Madeira, englobando sete lotes, com financiamento previsto de R$ 4 bilhões e investimentos de R$ 7 bilhões. “Há perspectiva de aprovar ainda este ano o projeto do Madeira”. Já o linhão Marabá/Tucuruí/Manaus tem investimentos superiores a R$ 3 bilhões.

 

No período 2003 a 2008, o BNDES apoiou 230 projetos no setor de energia elétrica, que somaram financiamentos de R$ 45 bilhões, representando investimentos de R$ 78 bilhões. Dos 230 projetos, 155 foram na área de geração de energia, equivalendo a cerca de 20 mil megawats de capacidade.

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