Tecnologia

Sensores detectam vazamentos no transporte de petróleo no mar

A divisão de engenharia da Goodyear do Brasil criou uma nova tecnologia de mangotes flutuantes e submarinos única nas américas, com sensores que detectam vazamentos e dupla carcaça para impedir a contaminação do mar. A empresa já está negociando a instalação de uma nova unidade exclusivame


09/09/2004 00:00
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A divisão de engenharia da Goodyear do Brasil acaba de criar uma nova tecnologia de mangotes flutuantes e submarinos única nas américas. O diferencial do produto é o sensor de vazamentos, com capacidade de detecção mais rápida e visível e a dupla carcaça dos mangotes, que impede que o vazamento contamine o mar. A empresa já está negociando a instalação de uma nova unidade exclusivamente para produzir os novos mangotes para atender à Petrobras e ao mercado externo. A expectativa é de que até o final de 2006 a empresa esteja fabricando cerca de 1.100 mangotes por ano.
Segundo os executivos da Goodyear, a Petrobras deverá fazer a substituição de todo o seu estoque de mangotes para o transporte de petróleo e derivados entre plataformas, monobóias e navios-tanque por este novo modelo da linha Seawing, da Goodyear, no período de 10 anos, que o tempo máximo de vida útil dos mangotes. "Não posso garantir que vamos atender a 100% das necessidades da Petrobras porque há licitações, mas se temos um produto melhor e um pouco mais barato, acredito que vamos vencer muitas concorrências", comentou o gerente de vendas de marketing da Goodyear, Rubens Fernando A. Lopes.
O projeto da linha Seawing foi desenvolvido com o apoio da Petrobras na parte de fornecimento de informações e testes de produto. A tecnologia é da Goodyear, mas foi criada a partir da demanda da Petrobras. A estatal comprava os mangotes de fornecedores estrangeiros que chegavam a demorar nove meses para efetuar a entrega, segundo informa o engenheiro de equipamentos do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), Carlos Alberto F. de Oliveira. "A demora era decorrente da documentação, transporte etc e queríamos desenvolver um fornecedor nacional para agilizar este processo. É importante também que o preço seja competitivo porque a Petrobras não pode comprar um produto a qualquer preço. Se a Goodyear cobrar mais caro, vamos continuar esperando nove meses pela entrega do mangote estrangeiro", informou Oliveira.
Rubens Lopes informou, no entanto, que o preço do mangote Seawing da Goodyear com os sensores de detecção de vazamento custa em média US$ 40 mil ou US$ 50 mil. Segundo Oliveira, os mangotes que Petrobras compra atualmente custam aproximadamente US$ 70 mil. O prazo de entrega da Goodyear é estimado em aproximadamente dois meses.
A linha Seawing de mangotes está sendo desenvolvida há aproximadamente cindo anos. O investimento total no projeto pode ser dividido em US$ 1,5 milhão em pesquisa, US$ 5,5 milhões na primeira fase, incluindo a implantação na fábrica com produção inicial de 500 unidades por ano, até o final de 2005, e outros US$ 4,5 milhões até o final de 2006, quando a fábrica deverá atingir a produção plena. A unidade da Goodyear do Brasil será o fornecedor mundial do produto e a empresa é detentora da patente do sensor de vazamento. A expectativa da Goodyear é de que 70% da produção seja enviada ao mercado externo e restante à Petrobras.
Além de apresentar esta inovação, a Goodyear já trabalha em uma nova solução em parceria com o Cenpes. "A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas está sim será uma inovação com uma performance que realmente não existe hoje em dia, será uma solução mais inteligente e sofirsticada", adiantou o gerente geral da divisão de produtos de engenharia da Goodyear, Manoel Marini de Almeida.
O lançamento oficial da linha Seawing será feito durante a Rio Oil&Gas 2004 - Expo Conference, entre os dias 4 e 7 de outubro, no RioCentro.

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