Evento

Seminário Gás Brasileiro para a reindustrialização no Brasil acontece em São Paulo

Evento em São Paulo em defesa do gás natural contou com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que anunciou formação de grupo de trabalho

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
17/04/2023 14:44
Seminário Gás Brasileiro para a reindustrialização no Brasil acontece em São Paulo Imagem: Divulgação Visualizações: 1741

O presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (foto), por vídeoconferência, e o vice-presidente da entidade, Luiz Césio Caetano, participaram do Seminário Gás Brasileiro para a reindustrialização no Brasil. Promoção da Firjan e da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o evento ocorreu em São Paulo nesta segunda-feira (17/4) e contou com a participação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin; do presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva; e do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

Eduardo Eugenio foi taxativo na sua fala: “Estamos perdendo a guerra da competitividade. A produtividade brasileira está estagnada há 40 anos”. Porém, segundo o presidente da Firjan, é perfeitamente possível mudar o destino da indústria nacional, passando, obrigatoriamente, pela questão do gás.

“A reindustrialização e o retorno da competitividade dependem do gás natural nacional, produzido a 300 quilômetros do coração industrial do país, que é o Sudeste do país.  É preciso um olhar maior do Estado brasileiro que, com regras e diretrizes claras, faça prevalecer o interesse do país”, apontou Eduardo Eugenio.

Organizado pelas duas federações, o seminário teve o objetivo de discutir o gás brasileiro como um insumo essencial para a reindustrialização do país. Porém, dos 140 milhões de m³ de gás natural produzidos diariamente no Brasil hoje, quase metade é reinjetada em poços de campos offshore e não beneficia o mercado nacional, que chega a ter um terço da sua demanda atendida por importações de gás boliviano e GNL.

Grupo de trabalho

Vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin aproveitou o encontro com os representantes das federações e empresários do mercado de petróleo e gás para anunciar a formação de um grupo de trabalho ministerial, que irá tratar das soluções para o uso mais rápido do gás natural brasileiro e o fortalecimento da reindustrialização do país. O GT terá a participação dos ministérios de Minas e Energia, Fazenda, MDIC e Petrobras. Alckmin convidou o setor produtivo a debater juntamente com o governo.

“Para usarmos o gás é importante termos as rotas e o preço da molécula compatível. O GT vai debater essas questões e contamos com o setor produtivo. Reduzir o preço do insumo é fundamental para trazermos mais investimentos e aumentar a nossa produtividade”, argumentou o vice-presidente.

Presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva destacou a necessidade da aprovação da Reforma Tributária e a implementação de um plano para a indústria de transformação, equivalente ao Plano Safra do agronegócio, como forma de retomar a indústria nacional. “Precisamos também de uma infraestrutura competitiva, que começa por acesso a uma energia competitiva. O gás natural é o insumo para a transição energética e a reindustrialização do país”, disse Josué Gomes.

Também presente na abertura do seminário, Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, afirmou que a empresa deve produzir petróleo e gás suficientes para o desenvolvimento do país e com o máximo de descarbonização. “A transição energética passa pela eólica offshore e o gás natural para produção, por exemplo, do hidrogênio e de fertilizantes”, afirmou.

Painéis debatem a reindustrialização

No início da tarde, o vice-presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, participou do debate “Como aproveitar o gás para a reindustrialização: visão de mercado e dos operadores da infraestrutura”. Ele lembrou que, desde 2010, o consumo de gás natural na indústria está no patamar entre 35 e 40 milhões de metros cúbicos por dia. Caetano citou o estudo da Firjan Mapeamento de Demanda de Gás Natural, produzido em 2021 e, com base nas respostas das próprias empresas, há um potencial de aumentar a demanda industrial em 400% nos próximos 10 anos apenas no estado do Rio de Janeiro. “O grande norteador para isso acontecer é ter um preço competitivo”, pontuou o vice-presidente da federação fluminense.

Já a presidente do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan, Cynthia Silveira, participou “Como ampliar a oferta de gás: visão dos policy-makers e supridores alternativos”. Também estiveram presentes ao seminário em São Paulo, os vice-presidentes da federação, Raul Sanson e Celso Mattos, e os presidente dos Conselhos Empresariais de Energia, Antonio Carlos Vilela, e de Infraestrutura, Mauro Viegas Filho.

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