Internacional

Seca extrema no Panamá traz impactos para logística internacional

Segundo CEO da Logcomex, um dos problemas causados é o atraso na cadeia de suprimentos devido ao congestionamento de navios

Redação TN Petróleo/Assessoria
06/09/2023 07:05
Seca extrema no Panamá traz impactos para logística internacional Imagem: Divulgação Visualizações: 2537

O Panamá vem sendo atingido por uma seca sem precedentes devido ao fenômeno natural conhecido como “El Niño”, e os impactos já estão sendo sentidos no comércio global, uma vez que o Canal do Panamá conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e facilita o comércio internacional ao encurtar as rotas marítimas.

De acordo com com Helmuth Hofstatter (foto), CEO da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, Estados Unidos, China, Japão e Chile estão entre as nações que mais dependem do canal para otimizar o transporte de mercadorias entre os oceanos Atlântico e Pacífico. “A seca extrema reduziu o volume de água, obrigando as autoridades locais a tomarem medidas como a redução de circulação dos navios no canal. Com isso, pode haver impacto na importação de produtos. No primeiro semestre, foram 548 importações vindas do país, como rolamentos de esferas, pneumáticos e máquinas de lavar roupa”. 

Com relação ao Brasil, um impacto relacionado à seca é referente aos eletrônicos que vêm de carona nos navios que vão da China para Nova Iorque, Charleston e Baltimore. “O navio grande vem da China com destino à Costa Leste e para em algum porto concentrador. Então o navio de porte menor coleta a carga e segue até Manaus. Mas, também existem rotas alternativas. Essa carga pode, sem dúvida alguma, vir via África do Sul, Cabo da Boa Esperança, transbordar em Santos e subir para Manaus na cabotagem”, avalia Leandro Barreto, Managing Director da Solve Shipping.

De acordo com Barreto, atualmente o maior volume de carga no Canal do Panamá são commodities agrícolas que saem dos Estados Unidos e vão para a China. “No que se refere ao contêiner, certamente os maiores prejudicados seriam o Chile, Peru e Equador. Os produtos advindos dessas regiões, como uvas e bananas, estão enfrentando filas para atravessar o Canal do Panamá. Principalmente cargas com destino à Europa e Mediterrâneo são as que devem ser mais afetadas, por conta da dificuldade de encontrar uma rota alternativa”, explica.

Segundo o CEO da Logcomex, o  Canal do Panamá é uma das principais rotas comerciais do mundo, e passam por ele quase 6% do comércio marítimo global. “Porta-contêineres são os principais usuários e transportam uma parcela considerável de bens de consumo entre o nordeste da Ásia e a costa leste dos Estados Unidos. Atualmente, há cerca de 20 navios porta contêineres na rota entre Chile, Peru, Equador e Europa, Mediterrâneo e Costa Leste dos Estados Unidos”, diz. 

Sobre a Logcomex

Criada em 2016, a Logcomex desenvolve soluções de tecnologia e oferece uma plataforma que auxilia as empresas no planejamento, monitoramento e automatização do supply chain global. A maior startup de comércio exterior do Brasil conta com aproximadamente 300 colaboradores, e está presente em mais de 11 países espalhados por cinco continentes.

A empresa oferece soluções como visibilidade em tempo real, eficiência na gestão de ponta a ponta da operação e informações estratégicas para negócios que atuam no comércio exterior. Para saber mais, acesse  https://www.logcomex.com/ 


Sobre Helmuth Hofstatter

Empreendedor Endeavor, co-fundador e CEO da Logcomex, estudou administração e comércio internacional, possui mais de 20 anos de experiência no segmento de logística internacional, tecnologia e comércio exterior. É especialista em gestão de produtos e apaixonado por desenvolver soluções voltadas ao universo do comércio exterior. Desde 2016 lidera a empresa e é diretamente responsável pelos times de Tecnologia.

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