Economia

Ritmo da atividade econômica será mais intenso neste semestre e em 2013

Avaliação é do Copom.

Agência Brasil
06/12/2012 10:51
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Ritmo da atividade econômica será mais intenso neste semestre e em 2013, reforça Copom
06/12/2012 - 9h57
Economia
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O ritmo da atividade econômica será mais intenso neste semestre e no próximo ano, de acordo com perspectiva do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
Segundo a ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (6), há riscos limitados de descompasso entre o crescimento da oferta e da demanda em segmentos específicos da economia. No mercado de trabalho, na avaliação do comitê, risco está na possibilidade de concessão de aumentos salariais incompatíveis com o crescimento da produtividade, que gera “repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação”.
Por outro lado, diz a ata, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria se encontra abaixo da tendência de longo prazo, o que contribui para conter pressões de preços.
O Copom acrescenta que há evidências de acomodação dos preços no atacado, o que indica arrefecimento de preços ao consumidor.
Na ata, o comitê também reforça que “a demanda doméstica tende a se apresentar robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito”. De acordo com o Copom, esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos semestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos das reduções da taxa básica de juros, a Selic, de agosto do ano passado até outubro de 2012. Em novembro, o comitê optou por manter a Selic em 7,25%, o menor nível histórico.
O Copom ressalta ainda que “os programas de concessão de serviços públicos e a gradual recuperação da confiança dos empresários criam boas perspectivas para o investimento neste e nos próximos semestres”.
Para o comitê, iniciativas recentes apontam o setor público se “deslocando de uma posição de neutralidade para expansionista”, o que estimula a economia. Por outro lado, um “fator importante” de contenção da demanda agregada é o “frágil” cenário internacional.
Na avaliação do Copom, os riscos para a estabilidade financeira global permaneceram elevados, principalmente devido ao processo de desalavancagem (redução de dívidas e investimentos) nos principais blocos econômicos.
O comitê destaca ainda as evidências de moderação de pressões localizadas de preços de commodities (produtos primários com cotação internacional) agrícolas. O Copom lembra que essas pressões haviam surgido entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano e decorreram de um choque desfavorável de oferta.
Edição: Juliana Andrade

O ritmo da atividade econômica será mais intenso neste semestre e no próximo ano, de acordo com perspectiva do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Segundo a ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (6), há riscos limitados de descompasso entre o crescimento da oferta e da demanda em segmentos específicos da economia. No mercado de trabalho, na avaliação do comitê, risco está na possibilidade de concessão de aumentos salariais incompatíveis com o crescimento da produtividade, que gera “repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação”.


Por outro lado, diz a ata, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria se encontra abaixo da tendência de longo prazo, o que contribui para conter pressões de preços.


O Copom acrescenta que há evidências de acomodação dos preços no atacado, o que indica arrefecimento de preços ao consumidor.


Na ata, o comitê também reforça que “a demanda doméstica tende a se apresentar robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito”. De acordo com o Copom, esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos semestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos das reduções da taxa básica de juros, a Selic, de agosto do ano passado até outubro de 2012. Em novembro, o comitê optou por manter a Selic em 7,25%, o menor nível histórico.


O Copom ressalta ainda que “os programas de concessão de serviços públicos e a gradual recuperação da confiança dos empresários criam boas perspectivas para o investimento neste e nos próximos semestres”.


Para o comitê, iniciativas recentes apontam o setor público se “deslocando de uma posição de neutralidade para expansionista”, o que estimula a economia. Por outro lado, um “fator importante” de contenção da demanda agregada é o “frágil” cenário internacional.


Na avaliação do Copom, os riscos para a estabilidade financeira global permaneceram elevados, principalmente devido ao processo de desalavancagem (redução de dívidas e investimentos) nos principais blocos econômicos.


O comitê destaca ainda as evidências de moderação de pressões localizadas de preços de commodities (produtos primários com cotação internacional) agrícolas. O Copom lembra que essas pressões haviam surgido entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano e decorreram de um choque desfavorável de oferta.
Edição: Juliana Andrade

 

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