Combustíveis

Rio de Janeiro estuda incentivo para produção de etanol

Atualmente o imposto é de 24%.

Redação
22/08/2012 11:39
Rio de Janeiro estuda incentivo para produção de etanol Imagem: Julio Bueno anuncia incentivo fiscal para etanol em evento no RJ Visualizações: 862

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Julio Bueno, anunciou na terça-feira (21) que o governo estadual estuda reduzir os tributos que incidem sobre a produção de etanol no Rio. Hoje o imposto é de 24%. A nova alíquota ainda está em discussão e deverá passar pela Comissão de Programação Orçamentária e Financeira (Copof). 
O decreto com a medida deverá ser assinado pelo governador Sérgio Cabral na próxima quarta-feira (29), em seminário realizado pela Secretaria, em parceria com a Usina Canabrava e com a Raízen, para discutir os cenários do etanol no Brasil e no mundo. O evento acontecerá no auditório da Procuradoria Geral do Estado, a partir das 9h.
"Queremos fazer do etanol um combustível mais competitivo no estado", afirmou Julio Bueno durante a abertura da décima edição da Feira e Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Fast Foods, que acontece esta semana no Riocentro. O secretário frisou no evento a importância da feira ter voltado a acontecer no Rio, depois de anos sendo realizada em São Paulo. 
A questão do etanol também foi abordada com preocupação pelo presidente do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, que também participará do Seminário do Etanol na próxima semana. Segundo Vaz, a demanda por gasolina cresceu 57% nos anos de 2010 e 2011, e este ano já cresceu 13% em relação ao ano passado.
"Estamos importando gasolina, e é preciso debater o relevante papel do etanol no país. Este tema precisa ser considerado e merece a atenção devida", explicou Vaz.
Para o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, a questão do etanol também deve ser abordada sob o aspecto do elevado índice de sonegação de impostos no setor.
"Sempre se falou muito sobre isso, mas agora que houve uma substituição do etanol pela gasolina a sonegação ficou evidente. No estado de São Paulo, a arrecadação cresceu 30% sobre combustíveis, não somente porque se consumiu mais gasolina e o imposto que incide sobre ela é maior, assim como o seu valor, mas porque a indústria tem fiscalização rígida", disse Miranda.
No evento, o secretário também ressaltou a liderança do Rio de Janeiro no consumo de Gás Natural Veicular (GNV), destacando que o estado possui a maior frota movida a GNV das Américas, com cerca de 600 mil metros cúbicos consumidos diariamente.
"O Rio de Janeiro tem vocação natural na área de energia", destacou o secretário, lembrando que o estado está na vanguarda do setor de energia do país e, por isso mesmo, lançou o "Programa Rio Capital da Energia", que tem como objetivo fazer do Rio uma referência mundial em eficiência energética, inovação tecnológica e economia de baixo carbono. O Seminário do Etanol e o incentivo que será dado ao etanol também fazem parte do programa.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Julio Bueno, anunciou na terça-feira (21) que o governo estadual estuda reduzir os tributos que incidem sobre a produção de etanol no Rio. Hoje o imposto é de 24%. A nova alíquota ainda está em discussão e deverá passar pela Comissão de Programação Orçamentária e Financeira (Copof).


O decreto com a medida deverá ser assinado pelo governador Sérgio Cabral na próxima quarta-feira (29), em seminário realizado pela Secretaria, em parceria com a Usina Canabrava e com a Raízen, para discutir os cenários do etanol no Brasil e no mundo. O evento acontecerá no auditório da Procuradoria Geral do Estado, a partir das 9h.


"Queremos fazer do etanol um combustível mais competitivo no estado", afirmou Julio Bueno durante a abertura da décima edição da Feira e Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Fast Foods, que acontece esta semana no Riocentro. O secretário frisou no evento a importância da feira ter voltado a acontecer no Rio, depois de anos sendo realizada em São Paulo.


A questão do etanol também foi abordada com preocupação pelo presidente do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, que também participará do Seminário do Etanol na próxima semana. Segundo Vaz, a demanda por gasolina cresceu 57% nos anos de 2010 e 2011, e este ano já cresceu 13% em relação ao ano passado.


"Estamos importando gasolina, e é preciso debater o relevante papel do etanol no país. Este tema precisa ser considerado e merece a atenção devida", explicou Vaz.


Para o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, a questão do etanol também deve ser abordada sob o aspecto do elevado índice de sonegação de impostos no setor.


"Sempre se falou muito sobre isso, mas agora que houve uma substituição do etanol pela gasolina a sonegação ficou evidente. No estado de São Paulo, a arrecadação cresceu 30% sobre combustíveis, não somente porque se consumiu mais gasolina e o imposto que incide sobre ela é maior, assim como o seu valor, mas porque a indústria tem fiscalização rígida", disse Miranda.


No evento, o secretário também ressaltou a liderança do Rio de Janeiro no consumo de Gás Natural Veicular (GNV), destacando que o estado possui a maior frota movida a GNV das Américas, com cerca de 600 mil metros cúbicos consumidos diariamente.


"O Rio de Janeiro tem vocação natural na área de energia", destacou o secretário, lembrando que o estado está na vanguarda do setor de energia do país e, por isso mesmo, lançou o "Programa Rio Capital da Energia", que tem como objetivo fazer do Rio uma referência mundial em eficiência energética, inovação tecnológica e economia de baixo carbono. O Seminário do Etanol e o incentivo que será dado ao etanol também fazem parte do programa.

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