Combustíveis
Valor Econômico / a
O petróleo encerrou em baixa nesta quarta-feira (05/01) por conta do aumento maior que o esperado nos estoques de derivados dos EUA. Esse dado ofuscou a queda mais forte que a estimada nos estoques de petróleo do país. Em Londres, o petróleo tipo Brent para fevereiro caiu 53 centavos dólar, para US$ 40,51 por barril. Em Nova York, o contrato também para fevereiro recuou 52 centavos de dólar, para US$ 43,39 o barril.
Dados da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) mostraram que os estoques de derivados cresceram 2 milhões de barris na semana encerrada em 31 de dezembro. O número ficou bem acima da previsão de analistas, de aumento de 160 mil barris.
Omã, o maior produtor de petróleo do Oriente Médio não-filiado à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), pretende gastar mais de US$ 300 milhões em projetos destinados a aumentar a produção de seus campos de petróleo de Harweel e reverter a queda da produção nacional, que já dura três anos.
A Petroleum Development Oman (PDO), a companhia petrolífera nacional, vai convidar empresas para apresentarem ofertas na licitação para a instalação de equipamentos destinados a injetar gás natural no campo de Zalzala, um dos sete do complexo de Harweel, na região sul do país, disse Gregory Greenwell, porta-voz da PDO.
Quatro campos desse complexo já estão operando, e produzindo 19.400 barris ao dia, desde que o primeiro deles entrou em funcionamento, em março do ano passado, disse Greenwell.
Omã, cuja produção de petróleo deverá cair pelo quarto ano consecutivo com a maturação dos campos e a queda da pressão, está oferecendo a empresas internacionais de serviços petrolíferos empreitadas no valor de centenas de milhões de dólares para ajudar a deter essa tendência. A Halliburton, considerada a maior empresa mundial de serviços petrolíferos, conquistou contratos em outubro no valor de pelo menos US$ 400 milhões, válidos por cinco anos.
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