Resultado

Repsol aumenta resultado líquido em 30% até aos 688 milhões de euros

A petroleira espanhola Repsol obteve um resultado líquido de 688 milhões de euros no primeiro trimestre de 2010, mais 30% que no mesmo período do ano anterior. O resultado operativo fixou-se nos 1.538 milhões de euros, 61% superior ao registado no primeiro trimestre de 2009.

Redação
30/04/2010 11:01
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A petroleira espanhola Repsol obteve um resultado líquido de 688 milhões de euros no primeiro trimestre de 2010, mais 30% que no mesmo período do ano anterior. O resultado operativo fixou-se nos 1.538 milhões de euros, 61% superior ao registado no primeiro trimestre de 2009.


Num período caracterizado por uma recuperação dos preços internacionais do crude (+71,7% para o caso do Brent), menores margens de refinação (-54,3%) e depreciação do dólar face ao euro (-6,1%), a Repsol aumentou a sua produção de hidrocarbonetos em 10,4% ao mesmo tempo que melhorou o preço de comercialização dos seus crudes e do seu mix de produtos, o que se reflectiu muito positivamente nos seus resultados.


Adicionalmente à melhoria da actividade registada, a Repsol continuou a executar o seu plano de desinvestimentos em activos não estratégicos e poupança de custos.


A sólida posição financeira da Repsol permite-lhe abordar o plano de investimentos previsto para os próximos anos e ao mesmo tempo retribuir devidamente os seus accionistas.


No fecho do trimestre, a posição de liquidez situa-se em 6.481 milhões de euros, 489 milhões de euros mais que no fecho de 2009, ao mesmo tempo que melhoraram os rácios financeiros. A dívida financeira líquida de empresa em finais de Março – excluindo Gás Natural Fenosa – ascende a 4.843 milhões de euros, ligeiramente inferior à do fecho do ano 2009.


Upstream, motor do crescimento
 
O resultado de exploração da área Upstream (Exploração e Produção) foi de 432 milhões de euros, o que representa um aumento de 133,5% em relação ao primeiro trimestre de 2009, motivado pelo crescimento sustentável dos preços do crude e do gás durante o período, assim como pelo maior volume de produção, especialmente de líquidos.


O aumento dos níveis de produção de hidrocarbonetos teve um efeito positivo nos resultados de 184 milhões de euros, ao mesmo tempo que o efeito combinado de melhoria, em 82,3%, nos preços da realização de crude vendido pela Repsol e a maior participação de líquidos no seu mix de produto, teve um impacto positivo de 248 milhões de euros.


A produção de hidrocarbonetos da Repsol no primeiro trimestre de 2010 foi de 350.341 bep/dia, mais 10,4% que no mesmo período do exercício anterior, que se explica principalmente pela produção do megacampo Shenzi, nos Estados Unidos.


Os investimentos na área do Downstream, no primeiro trimestre de 2010, ascenderam a 138 milhões de euros e destinaram-se fundamentalmente ao desenvolvimento de campos (55%) e à exploração no Brasil e na Venezuela.


No Brasil, a Repsol continuou a desenvolver a sua intensa actividade exploratória durante o primeiro trimestre de 2010. A importante descoberta realizada no megacampo Perla de Venezuela, no poço Perla 2X, aumentou pelo menos em 30% a previsão inicial de recursos de gás para este campo, alcançando entre 9 e 10 TCF.


Na Argélia, outra das áreas de crescimento de exploração da empresa, ao consórcio operado pela Repsol, no qual participa com 53,5%, foi adjudicado o bloco Sud-Este Illizi, na “II Convocatória Nacional e Internacional de Ofertas de Blocos Exploratórios e em Desenvolvimento”, celebrado em finais de Dezembro de 2009.


Adicionalmente, no Golfo do México, fora adjudicados à empresa 16 novos blocos exploratórios. Também o governo norueguês adjudicou duas novas licenças de exploração em águas do Mar do Norte da Noruega a consórcios onde participa a Repsol.


O resultado de exploração na área do GNL (Gás Natural Liquefeito) alcançou os 34 milhões de euros, mais 209,1% que no primeiro trimestre de 2009, devido fundamentalmente aos maiores volumes e margens de comercialização de GNL. Adicionalmente, neste período, registaram-se ganhos por regasificação, ao estar comercialmente operativa a fábrica de Canaport.
 
 
Downstream: melhoria do marketing e da química


O resultado de exploração da área de Downstream (Refinação, Marketing; GPL e Química) no primeiro trimestre de 2010, ascendeu a 390 milhões de euros, o que representa um aumento de 25,8%, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.


A queda das margens internacionais de refinação, assim como o menor volume destilado pela queda da procura mundial, impactaram negativamente em 189 milhões de euros o resultado do negócio da refinação. Por outro lado, o comportamento positivo do Marketing, teve um impacto positivo de 10 milhões de euros no resultado da área, consolidando a solidez deste negócio.


De destacar a recuperação de volumes e margens no negócio da química desde os mínimos do primeiro trimestre do ano anterior, que tiveram um impacto positivo de 73 milhões de euros no resultado do primeiro trimestre de 2010.


Quanto ao negócio de GPL, as margens foram inferiores ao do mesmo período do ano anterior, devido fundamentalmente ao efeito de ‘decalage’.


Os investimentos na área do Downstream no trimestre, ascenderam a 253 milhões de euros e destinaram-se fundamentalmente aos projectos de ampliação de Cartagena e à Unidade Redutora de Fuelóleo de Bilbau.
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