Internacional

Repsol aceita indenização de US$ 5 bi da Argentina

E desistirá de ação legal internacional.

Valor Econômico
26/02/2014 12:07
Visualizações: 854

 

O conselho de administração da Repsol aceitou uma indenização de US$ 5 bilhões oferecida pelo governo argentino, pondo um fim em um amargo conflito de dois anos sobre a nacionalização das operações do grupo espanhol de energia na Argentina.
O acordo vai reforçar o caixa da Repsol para futuras aquisições. Também encerra as incertezas legais que pairavam sobre os dois grupos e o governo. Como parte do acordo, a Repsol vai desistir de uma abrangente ação legal internacional que provavelmente lançaria os dois lados em um litígio por anos a fio.
"É extremamente positivo termos finalmente chegado a um acordo amigável sobre essa disputa após dois anos", disse Antonio Brufau, presidente executivo do conselho da Repsol. Ele acrescentou que o acordo vai "liberar recursos legais e administrativos" e dará "estímulo financeiro" ao grupo.
Brufau disse que o acordo foi positivo para a Argentina, que está em campanha para atrair investidores internacionais, especialmente para o setor de energia. O governo está particularmente interessado em desenvolver a enorme formação de xisto betuminoso conhecida como Vaca Muerta, que era o principal ativo da Repsol no país, mas vem tendo problemas para atrair investimentos estrangeiros desde a nacionalização.
A Argentina confiscou a YPF, subsidiária da Repsol, em 2012, numa medida que tirou do grupo espanhol quase metade de suas reservas comprovadas e um quinto do lucro líquido anual. Em resposta, a Repsol entrou com uma reivindicação em uma comissão internacional de arbitragem, exigindo que o governo argentino devolvesse os ativos ou pagasse uma indenização de US$ 10,5 bilhões.
O acordo aprovado pelo conselho dá à Repsol cerca de metade dessa soma. A Argentina fornecerá ao grupo espanhol bônus soberanos denominados em dólar com um valor de face total de US$ 6 bilhões, e um valor de mercado mínimo de US$ 4,7 bilhões no momento da emissão. A discrepância é resultado do desconto que o mercado atrela aos bônus soberanos argentinos. O pacote também inclui cerca de US$ 500 milhões em juros capitalizados.
O acerto deixa claro que a dívida da Argentina com a Repsol somente será eliminada assim que o grupo realizar US$ 5 bilhões em valor com suas posições em bônus, o que significa que o governo argentino poderá ter de fornecer recursos adicionais para a Repsol se os bônus tiverem um desempenho pior que o esperado.
A Repsol está livre para vender os bônus quando bem entender, mas ela deverá manter pelo menos uma parte desse pacote de indenização por alguns anos, para evitar uma reação negativa do mercado e para receber alguns pagamentos de juros. Os bônus vão render de 7% a 8,75%. O negócio ainda precisa ser aprovado na assembleia geral anual da Repsol e pelo parlamento argentino.

O conselho de administração da Repsol aceitou uma indenização de US$ 5 bilhões oferecida pelo governo argentino, pondo um fim em um amargo conflito de dois anos sobre a nacionalização das operações do grupo espanhol de energia na Argentina.

O acordo vai reforçar o caixa da Repsol para futuras aquisições. Também encerra as incertezas legais que pairavam sobre os dois grupos e o governo. Como parte do acordo, a Repsol vai desistir de uma abrangente ação legal internacional que provavelmente lançaria os dois lados em um litígio por anos a fio.

"É extremamente positivo termos finalmente chegado a um acordo amigável sobre essa disputa após dois anos", disse Antonio Brufau, presidente executivo do conselho da Repsol. Ele acrescentou que o acordo vai "liberar recursos legais e administrativos" e dará "estímulo financeiro" ao grupo.

Brufau disse que o acordo foi positivo para a Argentina, que está em campanha para atrair investidores internacionais, especialmente para o setor de energia. O governo está particularmente interessado em desenvolver a enorme formação de xisto betuminoso conhecida como Vaca Muerta, que era o principal ativo da Repsol no país, mas vem tendo problemas para atrair investimentos estrangeiros desde a nacionalização.

A Argentina confiscou a YPF, subsidiária da Repsol, em 2012, numa medida que tirou do grupo espanhol quase metade de suas reservas comprovadas e um quinto do lucro líquido anual. Em resposta, a Repsol entrou com uma reivindicação em uma comissão internacional de arbitragem, exigindo que o governo argentino devolvesse os ativos ou pagasse uma indenização de US$ 10,5 bilhões.

O acordo aprovado pelo conselho dá à Repsol cerca de metade dessa soma. A Argentina fornecerá ao grupo espanhol bônus soberanos denominados em dólar com um valor de face total de US$ 6 bilhões, e um valor de mercado mínimo de US$ 4,7 bilhões no momento da emissão. A discrepância é resultado do desconto que o mercado atrela aos bônus soberanos argentinos. O pacote também inclui cerca de US$ 500 milhões em juros capitalizados.

O acerto deixa claro que a dívida da Argentina com a Repsol somente será eliminada assim que o grupo realizar US$ 5 bilhões em valor com suas posições em bônus, o que significa que o governo argentino poderá ter de fornecer recursos adicionais para a Repsol se os bônus tiverem um desempenho pior que o esperado.

A Repsol está livre para vender os bônus quando bem entender, mas ela deverá manter pelo menos uma parte desse pacote de indenização por alguns anos, para evitar uma reação negativa do mercado e para receber alguns pagamentos de juros. Os bônus vão render de 7% a 8,75%. O negócio ainda precisa ser aprovado na assembleia geral anual da Repsol e pelo parlamento argentino.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
Transmissão
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ ...
08/06/26
Aviação
O Brasil pode se tornar uma potência em SAF
08/06/26
Etanol
Mercado de etanol encerra a primeira semana de junho pre...
08/06/26
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
Descomissionamento
Ecovix e Gerdau finalizam desmontagem da plataforma P-32...
04/06/26
Biometano
Gás Verde e Knauf fecham parceria para fornecimento de b...
04/06/26
BOGE 2026
Mayekawa do Brasil presente na Bahia Oil & Gas Energy
03/06/26
Meio Ambiente
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa in...
03/06/26
Investimento
Projeto de coleta de óleos e gorduras residuais irá rece...
03/06/26
BOGE 2026
WIKA apresenta soluções para medição e controle de proce...
03/06/26
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
GLP
Posicionamento do Sindigás sobre reunião da Diretoria Co...
03/06/26
Combustíveis
Petrobras aprova adesão à nova subvenção econômica e pre...
03/06/26
Resultado
Com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia ...
02/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.