Etanol de milho

Reconhecimento internacional do etanol de milho para produção de combustíveis sustentáveis de aviação

Vitória do Brasil na Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) garante inclusão da safrinha na produção de SAF e reforça papel do país na liderança da transição energética global.

Redação TN Petróleo/Assessoria MME
01/07/2025 14:58
Reconhecimento internacional do etanol de milho para produção de combustíveis sustentáveis de aviação Imagem: Divulgação Visualizações: 1879

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou a decisão histórica da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) que reconhece os benefícios ambientais e produtivos da prática agrícola de múltiplas culturas — com destaque para a segunda safra de milho, conhecida como safrinha — na produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, na sigla em inglês). A decisão foi viabilizada por uma articulação conjunta entre os ministérios de Minas e Energia (MME) e das Relações Exteriores (MRE), além da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), e teve apoio de todos os países votantes, com exceção dos Estados Unidos.

“Essa vitória na OACI é mais uma prova de que o Brasil é o grande líder da transição energética global, e estamos liderando com soluções sustentáveis, justas e inclusivas. Sob a orientação do presidente Lula, enfrentamos interesses contrários e avançamos com essa importante conquista do Combustível do Futuro, mostrando ao mundo que é possível descarbonizar a aviação sem comprometer a produção de alimentos”, afirmou Silveira.

A medida, aprovada nesta sexta-feira (27/06), cria uma metodologia alternativa de cálculo de mudança induzida de uso da terra (ILUC) que reconhece o milho de 2ª safra como um meio mais sustentável de produzir matéria-prima para a produção de SAF. Com isso, a medida vai proporcionar mais investimentos para o país e aumentar, ainda mais, o potencial de produção de combustíveis sustentáveis de aviação no Brasil.

O MME participou ativamente das negociações técnicas, que ocorreram presencialmente em fevereiro/2025, em Montreal, no Canadá, que resultaram na proposta aprovada nesta segunda-feira, na última instância da Organização e a qual deve ser publicada ainda em julho/2025. A prática de múltiplas culturas, ou culturas sequenciais, consiste no cultivo de duas ou mais safras por ano na mesma área e é comum no Brasil graças às condições climáticas favoráveis. O reconhecimento da OACI confirma que esse modelo produtivo aumenta a oferta de matéria-prima para SAF de forma sustentável, sem a necessidade de expandir a fronteira agrícola.

Além de reduzir emissões de gases de efeito estufa, o uso de SAF é estratégico para o alcance das metas climáticas do setor aéreo internacional, que pretende atingir emissões líquidas zero até 2050. A estimativa é que os combustíveis sustentáveis possam responder por até 55% da redução necessária.

Com a decisão da OACI, também foram aprovados os valores de intensidade de carbono da rota de produção de SAF a partir do etanol de milho da segunda safra brasileira, por meio da tecnologia conhecida como Ethanol-to-Jet. A expectativa é de que a aprovação amplie a produção nacional e fortaleça a participação do Brasil na aviação de baixo carbono.

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