Economia

Projetos de tecnologia e inovação terão mais R$ 4,5 bilhões em 2013

Governo lançará programa de descentralização do crédito.

Valor Econômico
07/11/2012 18:05
Visualizações: 815

 

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação pretende destinar R$ 4,5 bilhões para o financiamento de novos projetos de tecnologia e inovação em 2013, montante que se soma aos R$ 15 bilhões já previstos no Plano Brasil Maior para liberação até 2014. O objetivo é impulsionar os investimentos, que começam a mostrar sinais de recuperação, depois da forte queda no ritmo de crescimento da economia brasileira.
Até o começo de dezembro, segundo o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, os incentivos à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia devem ser reforçados, com o lançamento de um programa de descentralização do crédito.
"Vamos trabalhar com agentes estaduais e regionais. Esperamos ter, num prazo de um ano, 15 agentes trabalhando conosco", afirmou Arbix, durante o seminário "Inovação e Desenvolvimento Econômico", realizado pelo "Valor", em parceria com a Finep, na terça (6), em São Paulo. "A ideia é disseminar os instrumentos de inovação Brasil afora", disse. Sem revelar números, Arbix disse que "há grandes chances de que o valor desse programa seja superior a R$ 15 bilhões". "Vamos lançar os editais ainda neste ano".
Durante o seminário, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, disse que já estão alocados cerca de metade dos R$ 15 bilhões previstos no Plano Brasil Maior para projetos de tecnologia e inovação. Segundo ele, foram liberados R$ 6 bilhões no ano passado para projetos na área, provenientes do ministério e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além dos financiamentos, Raupp ressaltou que o governo tem incentivado a tecnologia e a inovação por meio de renúncia fiscal. Neste ano, segundo o ministro, as desonerações devem chegar a R$ 6 bilhões. "Está havendo uma convergência entre as politicas de desenvolvimento econômico e a estratégia de produção de conhecimento e inovação".
Para o diretor de relações institucionais da Whirlpool Latin America, Guilherme Lima, o desenvolvimento da inovação no Brasil, e a consequente redução da dependência em relação a tecnologias importadas, depende não apenas de uma melhora nas políticas de incentivo à pesquisa e desenvolvimento, mas também de uma adoção mais ampla das políticas existentes pelo mercado empresarial.
"O setor privado precisa usar os instrumentos de incentivo fiscal de maneira mais efetiva", afirmou Lima. Ele foi um dos palestrantes do seminário, que contou ainda com a participação de executivos de grandes companhias, acadêmicos e representantes da indústria.
Com base em dados do ministério, Lima disse que, entre 2007 e 2011, a renúncia fiscal do governo federal com a Lei do Bem ficou estável em torno de R$ 1,8 bilhão ao ano. "É um exemplo de recurso que só depende da decisão das empresas de investir em pesquisa e desenvolvimento. É automático e sua adoção não cresce".
Siegfried Kreutzfeld, diretor superintendente da Unidade WEG Motores, diz que a demora na aprovação de patentes e a dificuldade de encontrar profissionais com formação adequada são os principais fatores que dificultam o desenvolvimento da inovação no país. "O custo para manter pesquisadores no Brasil também é muito alto em comparação com outros centros em países emergentes".
Para Antonio Carlos Teixeira Álvares, presidente da Brasilata e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), é possível ser inovador sem ter que desembolsar grandes somas. Um exemplo disso, segundo ele, pode ser visto na rede de cafeterias Starbucks. "Eles não inventaram um novo café. Eles encontraram uma nova forma de vender. Isso é plano de negócios".
Segundo Álvares, um ponto fundamental para se gerar inovação nas empresas é o comprometimento de toda equipe com o desenvolvimento de processos inovadores, como estabelece o "toyotismo", modelo desenvolvido pela montadora japonesa Toyota.

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação pretende destinar R$ 4,5 bilhões para o financiamento de novos projetos de tecnologia e inovação em 2013, montante que se soma aos R$ 15 bilhões já previstos no Plano Brasil Maior para liberação até 2014. O objetivo é impulsionar os investimentos, que começam a mostrar sinais de recuperação, depois da forte queda no ritmo de crescimento da economia brasileira.


Até o começo de dezembro, segundo o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, os incentivos à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia devem ser reforçados, com o lançamento de um programa de descentralização do crédito.


"Vamos trabalhar com agentes estaduais e regionais. Esperamos ter, num prazo de um ano, 15 agentes trabalhando conosco", afirmou Arbix, durante o seminário "Inovação e Desenvolvimento Econômico", realizado pelo "Valor", em parceria com a Finep, na terça (6), em São Paulo. "A ideia é disseminar os instrumentos de inovação Brasil afora", disse. Sem revelar números, Arbix disse que "há grandes chances de que o valor desse programa seja superior a R$ 15 bilhões". "Vamos lançar os editais ainda neste ano".


Durante o seminário, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, disse que já estão alocados cerca de metade dos R$ 15 bilhões previstos no Plano Brasil Maior para projetos de tecnologia e inovação. Segundo ele, foram liberados R$ 6 bilhões no ano passado para projetos na área, provenientes do ministério e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Além dos financiamentos, Raupp ressaltou que o governo tem incentivado a tecnologia e a inovação por meio de renúncia fiscal. Neste ano, segundo o ministro, as desonerações devem chegar a R$ 6 bilhões. "Está havendo uma convergência entre as politicas de desenvolvimento econômico e a estratégia de produção de conhecimento e inovação".


Para o diretor de relações institucionais da Whirlpool Latin America, Guilherme Lima, o desenvolvimento da inovação no Brasil, e a consequente redução da dependência em relação a tecnologias importadas, depende não apenas de uma melhora nas políticas de incentivo à pesquisa e desenvolvimento, mas também de uma adoção mais ampla das políticas existentes pelo mercado empresarial.


"O setor privado precisa usar os instrumentos de incentivo fiscal de maneira mais efetiva", afirmou Lima. Ele foi um dos palestrantes do seminário, que contou ainda com a participação de executivos de grandes companhias, acadêmicos e representantes da indústria.


Com base em dados do ministério, Lima disse que, entre 2007 e 2011, a renúncia fiscal do governo federal com a Lei do Bem ficou estável em torno de R$ 1,8 bilhão ao ano. "É um exemplo de recurso que só depende da decisão das empresas de investir em pesquisa e desenvolvimento. É automático e sua adoção não cresce".


Siegfried Kreutzfeld, diretor superintendente da Unidade WEG Motores, diz que a demora na aprovação de patentes e a dificuldade de encontrar profissionais com formação adequada são os principais fatores que dificultam o desenvolvimento da inovação no país. "O custo para manter pesquisadores no Brasil também é muito alto em comparação com outros centros em países emergentes".


Para Antonio Carlos Teixeira Álvares, presidente da Brasilata e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), é possível ser inovador sem ter que desembolsar grandes somas. Um exemplo disso, segundo ele, pode ser visto na rede de cafeterias Starbucks. "Eles não inventaram um novo café. Eles encontraram uma nova forma de vender. Isso é plano de negócios".


Segundo Álvares, um ponto fundamental para se gerar inovação nas empresas é o comprometimento de toda equipe com o desenvolvimento de processos inovadores, como estabelece o "toyotismo", modelo desenvolvido pela montadora japonesa Toyota.

 

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