Sustentabilidade

Projeto da FEI propõe uso de pneus como fonte de combustível

Iniciativa recebeu o Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável.

Redação TN/ Ascom FEI
27/03/2014 10:45
Visualizações: 1533

 

Projetos acadêmicos voltados à sustentabilidade têm alcançado destaque e reconhecimento em diversas esferas, pública e privada. É o caso do projeto de iniciação científica de Camilla Fernandes de Oliveira, aluna de Engenharia Química do Centro Universitário da FEI, “Avaliação de propriedades combustíveis do condensado oriundo da pirólise de pneus e inservíveis”. Ao propor a utilização do condensado líquido resultante da decomposição de pneus, pela ação de altas temperaturas, como combustível, o trabalho foi um dos vencedores do Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável 2013, na área de geração e uso de energias, energias renováveis e eficiência energética.
Segundo o professor de Engenharia Química Ronaldo Gonçalves dos Santos, orientador do projeto, os pneus, feitos de borracha vulcanizada, são de difícil reciclagem. Apenas uma pequena parcela é reaproveitada na produção de asfalto e argamassa. Ainda há um grande excedente de pneus nos lixões e aterros, ocupando espaço e poluindo o meio ambiente – os pneus levam anos para se decompor e são um foco de proliferação de doenças. “A partir da pirólise obtivemos um condensado e analisamos as propriedades determinadas pela Agência Nacional do Petróleo, como ponto de fulgor, viscosidade, densidade, pressão de vapor e octonagem, entre outras. Grande parte dos quesitos analisados está dentro da faixa estipulada pela ANP. Quando comparado a outros combustíveis, o condensado se mostrou similar ao diesel S10”, explica o prof. Gonçalves dos Santos.
A proposta do projeto iniciado em janeiro de 2013 é reutilizar e produzir combustível a partir de um poluente. “Uma fundamentação teórica consolidada e a análise dos resultados de forma rigorosamente científica foram os grandes méritos do trabalho, e o que possibilitaram que o trabalho realizado na FEI superasse outros bons trabalhos sobre sustentabilidade", afirma Gonçalves dos Santos. Para viabilizar o uso do condensado como combustível, ainda são necessários testes em motores e alterações nos compostos aromáticos e tóxicos.
 
Projetos complementares ao estudo do condensado de pneus como combustível estão em planejamento. Alunas do 9º ciclo do curso de Engenharia Química da FEI iniciaram este mês um projeto que visa otimizar as características do condensado por meio da manipulação de variáveis do processo de produção. Outro projeto será iniciado em abril, para avaliar a produção de compostos de alto valor agregado a partir do condensado. Um exemplo desses compostos é o d-limoneno, utilizado como solvente e aromatizante.
A cerimônia de entrega do Prêmio Odebrecht foi realizada no dia 19 de março. Cada um dos projetos vencedores recebeu R$ 60 mil, divididos entre autores, orientadores e instituições. Ao todo, foram premiados cinco projetos.

Projetos acadêmicos voltados à sustentabilidade têm alcançado destaque e reconhecimento em diversas esferas, pública e privada. É o caso do projeto de iniciação científica de Camilla Fernandes de Oliveira, aluna de Engenharia Química do Centro Universitário da FEI, “Avaliação de propriedades combustíveis do condensado oriundo da pirólise de pneus e inservíveis”. Ao propor a utilização do condensado líquido resultante da decomposição de pneus, pela ação de altas temperaturas, como combustível, o trabalho foi um dos vencedores do Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável 2013, na área de geração e uso de energias, energias renováveis e eficiência energética.

Segundo o professor de Engenharia Química Ronaldo Gonçalves dos Santos, orientador do projeto, os pneus, feitos de borracha vulcanizada, são de difícil reciclagem. Apenas uma pequena parcela é reaproveitada na produção de asfalto e argamassa. Ainda há um grande excedente de pneus nos lixões e aterros, ocupando espaço e poluindo o meio ambiente – os pneus levam anos para se decompor e são um foco de proliferação de doenças. “A partir da pirólise obtivemos um condensado e analisamos as propriedades determinadas pela Agência Nacional do Petróleo, como ponto de fulgor, viscosidade, densidade, pressão de vapor e octonagem, entre outras. Grande parte dos quesitos analisados está dentro da faixa estipulada pela ANP. Quando comparado a outros combustíveis, o condensado se mostrou similar ao diesel S10”, explica o prof. Gonçalves dos Santos.

A proposta do projeto iniciado em janeiro de 2013 é reutilizar e produzir combustível a partir de um poluente. “Uma fundamentação teórica consolidada e a análise dos resultados de forma rigorosamente científica foram os grandes méritos do trabalho, e o que possibilitaram que o trabalho realizado na FEI superasse outros bons trabalhos sobre sustentabilidade", afirma Gonçalves dos Santos. Para viabilizar o uso do condensado como combustível, ainda são necessários testes em motores e alterações nos compostos aromáticos e tóxicos. Projetos complementares ao estudo do condensado de pneus como combustível estão em planejamento. Alunas do 9º ciclo do curso de Engenharia Química da FEI iniciaram este mês um projeto que visa otimizar as características do condensado por meio da manipulação de variáveis do processo de produção. Outro projeto será iniciado em abril, para avaliar a produção de compostos de alto valor agregado a partir do condensado. Um exemplo desses compostos é o d-limoneno, utilizado como solvente e aromatizante.

A cerimônia de entrega do Prêmio Odebrecht foi realizada no dia 19 de março. Cada um dos projetos vencedores recebeu R$ 60 mil, divididos entre autores, orientadores e instituições. Ao todo, foram premiados cinco projetos.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Workshop
ANP realiza workshop sobre proposta de novo modelo de li...
28/04/26
GLP
Subvenção ao GLP: ANP publica roteiro com orientações ao...
27/04/26
Diesel
Subvenção ao óleo diesel: ANP altera cálculo do preço de...
27/04/26
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23