Portos

Produtividade do corredor de exportação de Paranaguá cresce 28%

Volume médio passou a ser de 750 toneladas por hora.

Redação TN Petróleo
24/03/2014 10:43
Produtividade do corredor de exportação de Paranaguá cresce 28% Imagem: Appa Visualizações: 1447

 

A produtividade do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá cresceu 28%, no primeiro bimestre de 2014. O volume médio de carga embarcado nos navios, em janeiro e fevereiro deste ano, passou a ser de 750 toneladas por hora, contra 596 toneladas/hora no mesmo período de 2013. Os números foram apresentados na última quinta (20), durante reunião entre a superintendência e diretorias da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC). Participaram também do encontro membros da comunidade portuária local, operadores e órgãos de fiscalização. 
Desde o início do funcionamento da ordem de serviço 126 – que estabelece preferência de embarque em um dos três berços do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para os operadores de grãos que apresentarem melhores índices de produtividade –, no começo deste ano, os resultados começaram a ser vistos. Apenas no mês de março, 12 navios atracaram no Corredor utilizando esta preferência. Em fevereiro, apenas um a utilizou.
“Apesar de ter entrado em vigor em janeiro, a regra começou a ser adotada mesmo a partir deste mês porque ela exigia condições iguais dos três berços de atracação para o seu funcionamento. E, no início do ano, tivemos manutenção do Corredor e a realização da dragagem dos berços. Agora que todos os berços estão em condições similares, a regra começou efetivamente a ser usada”, explicou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. 
Outros dez navios que estão no line-up do Porto já estão programados para atracar utilizando a preferência de embarque. O grande ganho operacional da nova regra é que, ao restringir o embarque de um navio para até três terminais, evita-se a queda de produtividade ocasionada pela mudança de terminal e limpeza de correias.
“Para reduzir ainda mais a quantidade de navios aguardando para atracar e agilizar os atendimentos nos portos brasileiros é necessário que o governo federal providencie as novas concessões. Nós, em Paranaguá, estamos fazendo a nossa parte. Agora é preciso que o governo federal faça a parte dele. Somente assim será possível reduzir os custos das filas de navios”, afirmou o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho.
Números – No primeiro bimestre de 2014, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá exportou 2,26 milhões de toneladas de grãos. O volume é 11,5% maior do que o registrado em 2014. Neste período, o porto paranaense foi o que mais exportou soja no Brasil, totalizando 1,28 milhão de toneladas que corresponderam a 40% das exportações de soja brasileiras (dados do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior).
O Pátio de Triagem recebeu, no primeiro bimestre, 60,6 mil caminhões, volume 36% maior do que o registrado no mesmo período de 2013, sem a formação de filas de acesso nas estradas e com mais agilidade no embarque. 
Regra - A configuração do Corredor de Exportação – que interliga nove terminais, sete privados e dois públicos, ao sistema de correias conectadas a seis shiploaders – permite que os navios operem cargas de todos os terminais existentes. No entanto, as paradas operacionais causadas para a troca de terminal acabam atrasando a operação. O estudo estatístico mostrou que as melhores produtividades são conseguidas por navios que operam com três terminais com consignação mínima de 18 mil toneladas cada, exatamente o que a Ordem de Serviço estabelece como prioridade. Atualmente, 35% dos navios que atracam no porto operam nestas condições, no entanto, sem uma preocupação real de atingir esta produtividade. Com a medida, acredita-se que a quantidade de navios a se adequarem a nova regra ultrapassará os 50%.

A produtividade do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá cresceu 28%, no primeiro bimestre de 2014. O volume médio de carga embarcado nos navios, em janeiro e fevereiro deste ano, passou a ser de 750 toneladas por hora, contra 596 toneladas/hora no mesmo período de 2013. Os números foram apresentados na última quinta (20), durante reunião entre a superintendência e diretorias da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC). Participaram também do encontro membros da comunidade portuária local, operadores e órgãos de fiscalização. 


Desde o início do funcionamento da ordem de serviço 126 – que estabelece preferência de embarque em um dos três berços do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para os operadores de grãos que apresentarem melhores índices de produtividade –, no começo deste ano, os resultados começaram a ser vistos. Apenas no mês de março, 12 navios atracaram no Corredor utilizando esta preferência. Em fevereiro, apenas um a utilizou.


“Apesar de ter entrado em vigor em janeiro, a regra começou a ser adotada mesmo a partir deste mês porque ela exigia condições iguais dos três berços de atracação para o seu funcionamento. E, no início do ano, tivemos manutenção do Corredor e a realização da dragagem dos berços. Agora que todos os berços estão em condições similares, a regra começou efetivamente a ser usada”, explicou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. 


Outros dez navios que estão no line-up do Porto já estão programados para atracar utilizando a preferência de embarque. O grande ganho operacional da nova regra é que, ao restringir o embarque de um navio para até três terminais, evita-se a queda de produtividade ocasionada pela mudança de terminal e limpeza de correias.


“Para reduzir ainda mais a quantidade de navios aguardando para atracar e agilizar os atendimentos nos portos brasileiros é necessário que o governo federal providencie as novas concessões. Nós, em Paranaguá, estamos fazendo a nossa parte. Agora é preciso que o governo federal faça a parte dele. Somente assim será possível reduzir os custos das filas de navios”, afirmou o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho.


Números – No primeiro bimestre de 2014, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá exportou 2,26 milhões de toneladas de grãos. O volume é 11,5% maior do que o registrado em 2014. Neste período, o porto paranaense foi o que mais exportou soja no Brasil, totalizando 1,28 milhão de toneladas que corresponderam a 40% das exportações de soja brasileiras (dados do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior).


O Pátio de Triagem recebeu, no primeiro bimestre, 60,6 mil caminhões, volume 36% maior do que o registrado no mesmo período de 2013, sem a formação de filas de acesso nas estradas e com mais agilidade no embarque. 


Regra - A configuração do Corredor de Exportação – que interliga nove terminais, sete privados e dois públicos, ao sistema de correias conectadas a seis shiploaders – permite que os navios operem cargas de todos os terminais existentes. No entanto, as paradas operacionais causadas para a troca de terminal acabam atrasando a operação. O estudo estatístico mostrou que as melhores produtividades são conseguidas por navios que operam com três terminais com consignação mínima de 18 mil toneladas cada, exatamente o que a Ordem de Serviço estabelece como prioridade. Atualmente, 35% dos navios que atracam no porto operam nestas condições, no entanto, sem uma preocupação real de atingir esta produtividade. Com a medida, acredita-se que a quantidade de navios a se adequarem a nova regra ultrapassará os 50%.

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