Internacional

Produção de petróleo no Alasca é interrompida após vazamento

Companhias petrolíferas, entre elas a BP, foram forçadas a interromper sua produção no distrito de North Slope, no Alasca, depois que um vazamento fechou o oleoduto Trans Alaska no domingo, 9. Em consequência da notícia, as ações da BP abriram a sessão de hoje na Bolsa de Londres em queda e

Redação/ Agências
10/01/2011 09:30
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Companhias petrolíferas, entre elas a BP, foram forçadas a interromper sua produção no distrito de North Slope, no Alasca, depois que um vazamento fechou o oleoduto Trans Alaska no domingo, 9. Em consequência da notícia, as ações da BP abriram a sessão de hoje na Bolsa de Londres em queda e, às 8h (de Brasília), caíam 1,75%.


Analistas disseram que a paralisação temporária do oleoduto pode provocar alta nos preços do petróleo, a menos que o vazamento seja reparado rapidamente, porque a região representa uma parte significativa da produção doméstica de petróleo dos EUA. Alguns analistas avaliam que esse incidente pode fazer com que os preços do petróleo saiam do atual patamar de US$ 90 por barril para US$ 100 por barril. Às 8h, o contrato para fevereiro subia 0,81%, para US$ 88,74 por barril, na Nymex.


A empresa que opera o oleoduto, Alyeska Pipeline Service Co., informou que o vazamento não representa perigo para o meio ambiente. Os novos problemas no Alasca ocorrem menos de um ano depois da maior explosão em operações de petróleo em águas profundas, que provocou um dos maiores desastres ambientais ocorridos no Golfo do México. O risco agora é de uma reação mais forte por parte da opinião pública contra a indústria do petróleo.


O porta-voz da BP, Steve Rinehart, declarou no domingo que a paralisação no Alasca é um "evento significativo, porque representará uma grande redução na produção em pleno inverno, quando as temperaturas são desafiadoras". A BP informou que ainda é muito cedo para falar sobre o impacto que a paralisação no Alasca pode ter no caixa da empresa.


A produção total em North Slope é de cerca de 630 mil barris por dia, cerca de 9% do total da produção doméstica dos EUA. A BP é responsável pela produção de cerca de 410 mil barris por dia. A produção da BP em North Slope vem em grande parte da Baía de Prudhoe, o maior campo de petróleo dos EUA.


"Não se pode substituir 600 mil barris diários da noite para o dia, especialmente quando não existe produção perto", alertou o analista de commodities Ed Morse, do Credit Suisse. Embora a paralisação possa ser temporária, o analista do banco suíço acredita que ela é um fator "que pode empurrar os preços do petróleo para US$ 100 o barril".


Como os níveis dos estoques na costa oeste dos EUA já estão apertados, analistas disseram que pode demorar apenas alguns dias para que a paralisação no Alasca tenha um impacto considerável no mercado de petróleo. Entretanto, a avaliação é de que existe pouca probabilidade de haver corte na oferta, pelo menos por enquanto. Um grande volume de petróleo bruto está estocado no terminal Valdez e as refinarias podem comprar mais nos mercados à vista (spot) no Oriente Médio, Rússia e América Latina.


Além disso, uma vez que os problemas no oleoduto do Alasca estiverem resolvidos, será relativamente fácil para as empresas recuperarem a produção perdida, segundo o porta-voz da BP.
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