Internacional

Produção de petróleo do Iraque sobe em agosto, diz Opep

A Arábia Saudita e o Iraque contrabalançaram parte da perda de produção da Líbia em agosto, garantindo que os mercados permanecessem bem abastecidos, afirmou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu relat&oacute

Redação, com agências
10/09/2013 16:10
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A Arábia Saudita e o Iraque contrabalançaram parte da perda de produção da Líbia em agosto, garantindo que os mercados permanecessem bem abastecidos, afirmou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu relatório mensal sobre o mercado.



Segundo a Opep, cujos países-membros fornecem mais de um em cada três barris de petróleo consumidos no mundo por dia, "no momento o mercado permanece bem abastecido", apesar dos problemas no norte da África. A produção dos países da Opep caiu 1,5%, ou 486 mil barris por dia, em agosto. Dados de fontes secundárias apontam queda de 0,4%, ou 123,9 mil barris por dia.



Ataques armados fecharam a maior parte dos terminais da Líbia desde o fim de julho, o que resultou em queda de 52%, ou 644,8 mil barris por dia, na produção em média no mês passado. Por outro lado, o Iraque, cuja produção cresceu 235 mil barris por dia, e a Arábia Saudita, que produziu 156,2 mil barris por dia a mais em agosto, compensaram as perdas.



A Opep afirmou ainda que o uso dos estoques na Europa e o aumento da produção nos EUA também forneceram algum alívio ao mercado de petróleo. Durante o primeiro semestre deste ano, a produção de petróleo bruto dos EUA girou em torno de 7,21 milhões de barris por dia em média, "o nível mais alto desde o primeiro semestre de 1992". Enquanto isso, os estoques nos países mais industrializados da Europa caíram 2 milhões de barris, para 876 milhões de barris.


A previsão da Opep para o crescimento da demanda global por petróleo neste ano foi elevada em 25 mil barris por dia. Apesar de o volume ser apenas uma fração do aumento esperado de 800 mil barris por dia para 2013, a Opep afirmou que a elevação reflete "sinais positivos de melhora" nas economias industrializadas, especialmente EUA, Reino Unido e Alemanha.
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