Combustíveis

Produção de etanol do Brasil pode aumentar na próxima temporada

Safra do centro-sul terá alta de mais de 10%.

Agência Reuters
17/10/2012 12:55
Visualizações: 961

 

A produção brasileira de etanol pode aumentar na próxima temporada devido às expectativas de aumento da produção de cana na região centro-sul, possíveis alterações na política de biocombustíveis e aumento da demanda por importação dos Estados Unidos.
A demanda relativa por açúcar versus o etanol vai depender das tendências futuras dos preços do adoçante e do biocombustível, disseram representantes que participaram da conferência da Sugar Trade Outlook, em Londres.
Eles disseram à "Reuters" que os plantios para a safra 2013/14 no centro-sul do Brasil foram vistos em alta em relação ao ano anterior, colocando como previsão uma produção de cana significativamente maior quando comparada com 2012/13.
"A disponibilidade de cana em 2013/14 será provavelmente muito maior, então é possível que o Brasil produza mais etanol", disse Stefan Uhlenbrock, analista sênior de soft commodities da F.O. Licht, ecoando visões de outros analistas que participaram do evento.
Ele disse que ainda é muito cedo para estimar um número para a produção de cana 2013/14 do centro-sul do Brasil.
No entanto, a consultoria Datagro disse na segunda-feira (15) que a safra do centro-sul produzirá entre 545 milhões e 575 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2013/14, alta de mais de 10% ante 2012/13, na melhor das hipóteses.
O presidente da Datagro, Plínio Nastari, colocou a estimativa da consultoria para a moagem de cana 2012/13, feita em setembro, em 512,13 milhões de toneladas de cana.
Alguns delegados que participaram da conferência da F.O. Licht disseram em particular que esperam que o governo brasileiro aumente na próxima temporada a quantidade exigida na mistura de etanol na gasolina para 25%, ante os atuais 20%, o que pode estimular produtores a priorizarem a produção de etanol ao invés da de açúcar.
"Isso é algo que o setor gostaria - e a Petrobras gostaria", disse Geraldine Kutas, conselheira do presidente da Unica, na conferência. "Aumentar a mistura daria algum alívio à Petrobras", acrescentou ela, referindo-se aos altos preços pagos pela estatal por combustíveis importados pelo Brasil.
A competitividade do etanol comparado com a gasolina caiu no Brasil.
Sobre o etanol incide uma maior taxação do que na gasolina no país, disse Kutas.
"Outra opção é de reduzir as taxas para o etanol", disse ela. "O fator chave é restaurar a competitividade do etanol no mercado doméstico (brasileiro) para os carros flex".
Delegados na conferência da Licht disseram esperar que as exportações brasileiras de etanol para os Estados Unidos aumentem na próxima temporada, após uma severa seca nos Estados Unidos inflacionar os custos do milho e impulsionar o apetite norte-americano por importação de etanol.
A Unica elevou sua projeção para as exportações de etanol nesta temporada em 38%, para 2,55 bilhões de litros (675 milhões de galões).

A produção brasileira de etanol pode aumentar na próxima temporada devido às expectativas de aumento da produção de cana na região centro-sul, possíveis alterações na política de biocombustíveis e aumento da demanda por importação dos Estados Unidos.


A demanda relativa por açúcar versus o etanol vai depender das tendências futuras dos preços do adoçante e do biocombustível, disseram representantes que participaram da conferência da Sugar Trade Outlook, em Londres.


Eles disseram à "Reuters" que os plantios para a safra 2013/14 no centro-sul do Brasil foram vistos em alta em relação ao ano anterior, colocando como previsão uma produção de cana significativamente maior quando comparada com 2012/13.


"A disponibilidade de cana em 2013/14 será provavelmente muito maior, então é possível que o Brasil produza mais etanol", disse Stefan Uhlenbrock, analista sênior de soft commodities da F.O. Licht, ecoando visões de outros analistas que participaram do evento.


Ele disse que ainda é muito cedo para estimar um número para a produção de cana 2013/14 do centro-sul do Brasil.


No entanto, a consultoria Datagro disse na segunda-feira (15) que a safra do centro-sul produzirá entre 545 milhões e 575 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2013/14, alta de mais de 10% ante 2012/13, na melhor das hipóteses.


O presidente da Datagro, Plínio Nastari, colocou a estimativa da consultoria para a moagem de cana 2012/13, feita em setembro, em 512,13 milhões de toneladas de cana.


Alguns delegados que participaram da conferência da F.O. Licht disseram em particular que esperam que o governo brasileiro aumente na próxima temporada a quantidade exigida na mistura de etanol na gasolina para 25%, ante os atuais 20%, o que pode estimular produtores a priorizarem a produção de etanol ao invés da de açúcar.


"Isso é algo que o setor gostaria - e a Petrobras gostaria", disse Geraldine Kutas, conselheira do presidente da Unica, na conferência. "Aumentar a mistura daria algum alívio à Petrobras", acrescentou ela, referindo-se aos altos preços pagos pela estatal por combustíveis importados pelo Brasil.


A competitividade do etanol comparado com a gasolina caiu no Brasil.


Sobre o etanol incide uma maior taxação do que na gasolina no país, disse Kutas.


"Outra opção é de reduzir as taxas para o etanol", disse ela. "O fator chave é restaurar a competitividade do etanol no mercado doméstico (brasileiro) para os carros flex".


Delegados na conferência da Licht disseram esperar que as exportações brasileiras de etanol para os Estados Unidos aumentem na próxima temporada, após uma severa seca nos Estados Unidos inflacionar os custos do milho e impulsionar o apetite norte-americano por importação de etanol.


A Unica elevou sua projeção para as exportações de etanol nesta temporada em 38%, para 2,55 bilhões de litros (675 milhões de galões).

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