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Preços do Petróleo próximos ao recorde e nenhuma ajuda da Opep

O preços mundial do petróleo estourou novamente, próximo ao recorde de alta na última quinta-feira, por medo de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não consiga atender a crescente demanda de combustível impulsionada pela expansão econômica mundial.

Reuters
20/05/2004 00:00
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O preços mundial do petróleo estourou novamente, próximo ao recorde de alta na última quinta-feira, por medo de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não consiga atender a crescente demanda de combustível impulsionada pela expansão econômica mundial.
O preço do mercado futuro do petróleo cru americano aumentou 15 centavos de dólar, chegando a US$ 41,65 o barril, um pouco menos que os US$ 41,85 de sexta-feira, a maior alta da história do século XXI da New York Mercantile Exchange (Nymex). O brent, de Londres, cresceu 18 centavos para US$ 38,8 o barril.
Os preços voltaram a subir fortemente depois da retração recente no início da última semana, o que trouxe esperança aos países consumidores que o pior havia passado, tendo em vista as ameaças ao crescimento da economia mundial.
A Opep realizou reuniões informais em Amsterdã, último sábado, para discutir a proposta saudita de aumento das quotas de produção em pelo menos 6%, 1,5 milhões de barris diários.
Mas o cartel pode ter perdido o controle do aumento dos preços pela inabilidade das refinarias nos Estados Unidos em adminsitrar o pico de demanda de gasolina durante o verão norte-americano.
"Enquanto o mercado de petróleo continuar acima dos US$ 40 o barril, isso é devido a fatores além da responsabilidade da Opep, disse o presidente da organizaçao Purnomo Yusgiantoro, da Indonésia, na conferência em Londres. "Isso não é um problema no upstream".
Analistas concordam que os baixos estoques de gasolina nos EUA estão impulsionando os preços agora. Mas também que a Opep está criando um cenário de aumento dos preços por restringir o fornecimento e prevenir o crescimento dos estoques durante um período de menor demanda no 2º trimestre.
"Existe um situação de curto prazo que é extremamente associada aos problemas do mercado norte-americano de gasolina; problemas sobre os quais a Opep pode fazer muito pouco", disse Paul Horsnell, do Braclays Capital. "A situação do estoque de gasolina norte-americana permanece extremamente precária".
A Agência de Informações de Energia do Governo dos EUA informou na quarta-feira da última semana que os estoques de gasolina aumentaram um pouco. Mas permanecem 4% inferiores ao último ano e a demanda está até 3% superior.
O mercado de petróleo espera que os ministros da Opep, em Amsterdã, definam os parâmetros de uma conferência entre produtores e consumidores, de tal forma a baixarem os preços.
O Secretário de Energia dos EUA, Spencer Abraham, deverá pressionar a Opep em Amsterdã a "ligar as bombas".   
Mas uma decisão mais firme sobre a produção não é esperada antes da reunião da Opep em Beirute, a 03 de junho, e nesta época o preço de USD 40 por barril poderá estar estabilizado.
A Opep está tentando convencer o mercado de compra e venda de petróleo que o aumento em 1,5 milhões de bpd na produção fará enorme diferença para os preços. E está produzindo mais de 2 milhões de bpd além do limite oficial de 23,5 milhões de bpd.
A capacidade ociosa do Cartel é estimada em 2,5 milhões de bpd, limitada principalmente na Arábia Saudita, e se acredita que Riyadh precisa incrementar significativamente os volumes extras a produzir, de tal forma a mudar o mercado de petróleo quanto à psicologia.
O consumo mundial de petróleo é projetado como crescendo fortemente durante 2004, atingindo o máximo no 4o trimestre, quando o aumento devido ao inverno encontra um cenário de estoques declinantes.
"Se o mercado está tão nervoso quando a demanda global está na sua fase mais baixa, as perspectivas apresentam-se negativas para quando a demanda atingir seu máximo no final de 2004", disse Horsnell, Braclays.
"Uma grande proporção dos movimentos de subida de demanda de petróleo no 4º trimestre significarão uma queda dos estoques, como sempre. Para que os estoques diminuam, você precisa que eles subam antes, e a ausência significativa e sustentável deste aumento de estoques é um cenário disconcertante para o fluxo de dados globais". 

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