Economia

Preço do minério de ferro vai abaixo de US$ 100 a tonelada

Cotação pode chegar a R$ 80 por tonelada.

Valor Online
27/08/2012 12:25
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O minério de ferro, principal matéria-prima do aço, já é negociado abaixo de US$ 100 a tonelada no mercado à vista, segundo informações divulgadas no domingo (26) por jornais da Austrália. O país é líder na exportação global e segundo maior produtor mundial da commodity, seguido de perto pelo Brasil.
A expectativa de especialistas é que a rota de queda dos preços quebre os US$ 80 por tonelada antes de nova recuperação. A cotação de referência do produto no mercado spot chinês considera minério com 62% de teor de ferro.
É a cotação mais baixa desde dezembro de 2009, ano em que foi ao patamar de US$ 65 a tonelada devido à crise global desencadeada com a quebra do Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008. O produto, carro-chefe na receita da Vale, companhia líder global desse setor, vê seu preço desabar mais de 30% desde o pico de US$ 150 alcançado neste ano.
Além da crise dos países da Eurozona, o principal fator para o impacto vivido pela matéria-prima neste ano é a desaceleração da economia da China. O país, segundo informações, estaria com estoques elevados de aço, forçando siderúrgicas locais a reduzir importações da matéria-prima.
A China é o maior importador mundial de minério. Em julho, pelo segundo mês seguido, os desembarques tiveram queda. No mês foram, foram registradas 57,9 milhões de toneladas, quase 1% a menos que em junho, porém 6,1% a mais que um ano atrás, segundo dados das autoridades portuárias do país divulgados sexta-feira (24).
No ano, a entrada de minério na China ainda apresenta aumento de 9,1%, somando 424 milhões de toneladas, comparado com igual período de 2011.
A escalada de queda já acumula sete semanas, tendo como fatores principais a desaceleração da atividade de construção civil chinesa, que responde por metade do consumo de produtos siderúrgicos do país, e do excesso de oferta de aço no mercado local.
Especialistas de bancos como o UBS, citados pela mídia australiana ontem, disseram que depois da quebra da barreira dos US$ 100 por tonelada, a tendência é que o preço do minério alcance a faixa dos US$ 70. Não se vislumbra nenhum sinal de recuperação antes de outubro.
A expectativa é que, com medidas de estímulos à economia chinesa, no fim do ano o minério de ferro volte a ser negociado na faixa de US$ 120 a tonelada. Para alguns analistas, a recuperação pode vir antes, pois esse preço é “ponto de equilíbrio” do custo das mineradoras de ferro chinesas, que garantem 30% das necessidades da indústria do aço local.
Conforme a Unctad, braço da ONU para o comércio e o desenvolvimento, a produção mundial de minério de ferro deverá subirá para 2 bilhões de toneladas neste ano, depois de ter alcançado 1,92 bilhão de toneladas em 2011. Para 2013, a previsão é de 2,08 bilhões de toneladas.
Do total de 1,115 bilhão de toneladas comercializadas no mercado internacional no ano passado, segundo a Unctad, a China ficou com 61%, volume 11% maior do que em 2010.

O minério de ferro, principal matéria-prima do aço, já é negociado abaixo de US$ 100 a tonelada no mercado à vista, segundo informações divulgadas no domingo (26) por jornais da Austrália. O país é líder na exportação global e segundo maior produtor mundial da commodity, seguido de perto pelo Brasil.


A expectativa de especialistas é que a rota de queda dos preços quebre os US$ 80 por tonelada antes de nova recuperação. A cotação de referência do produto no mercado spot chinês considera minério com 62% de teor de ferro.


É a cotação mais baixa desde dezembro de 2009, ano em que foi ao patamar de US$ 65 a tonelada devido à crise global desencadeada com a quebra do Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008. O produto, carro-chefe na receita da Vale, companhia líder global desse setor, vê seu preço desabar mais de 30% desde o pico de US$ 150 alcançado neste ano.


Além da crise dos países da Eurozona, o principal fator para o impacto vivido pela matéria-prima neste ano é a desaceleração da economia da China. O país, segundo informações, estaria com estoques elevados de aço, forçando siderúrgicas locais a reduzir importações da matéria-prima.


A China é o maior importador mundial de minério. Em julho, pelo segundo mês seguido, os desembarques tiveram queda. No mês foram, foram registradas 57,9 milhões de toneladas, quase 1% a menos que em junho, porém 6,1% a mais que um ano atrás, segundo dados das autoridades portuárias do país divulgados sexta-feira (24).


No ano, a entrada de minério na China ainda apresenta aumento de 9,1%, somando 424 milhões de toneladas, comparado com igual período de 2011.


A escalada de queda já acumula sete semanas, tendo como fatores principais a desaceleração da atividade de construção civil chinesa, que responde por metade do consumo de produtos siderúrgicos do país, e do excesso de oferta de aço no mercado local.


Especialistas de bancos como o UBS, citados pela mídia australiana ontem, disseram que depois da quebra da barreira dos US$ 100 por tonelada, a tendência é que o preço do minério alcance a faixa dos US$ 70. Não se vislumbra nenhum sinal de recuperação antes de outubro.


A expectativa é que, com medidas de estímulos à economia chinesa, no fim do ano o minério de ferro volte a ser negociado na faixa de US$ 120 a tonelada. Para alguns analistas, a recuperação pode vir antes, pois esse preço é “ponto de equilíbrio” do custo das mineradoras de ferro chinesas, que garantem 30% das necessidades da indústria do aço local.


Conforme a Unctad, braço da ONU para o comércio e o desenvolvimento, a produção mundial de minério de ferro deverá subirá para 2 bilhões de toneladas neste ano, depois de ter alcançado 1,92 bilhão de toneladas em 2011. Para 2013, a previsão é de 2,08 bilhões de toneladas.


Do total de 1,115 bilhão de toneladas comercializadas no mercado internacional no ano passado, segundo a Unctad, a China ficou com 61%, volume 11% maior do que em 2010.

 

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