Economia

Preço de energia industrial volta a crescer

Em outubro, preço superou R$ 200/MWh.

Folha de São Paulo
10/10/2012 10:19
Visualizações: 824

 

O preço da energia vendida no curto prazo entre grandes consumidores no mercado livre, como algumas das maiores indústrias do país, está em alta, segundo a gestora e comercializadora Comerc.
Na segunda semana de outubro, o preço, conhecido como PLD, superou R$ 200/MWh, resultado que não acontecia desde outubro de 2010 nos submercados Nordeste e Norte.
Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, o PLD acima de R$ 200 havia ocorrido pela última vez em fevereiro de 2008, de acordo com análise da Comerc, com base em dados da CCEE (câmara de comercialização).
O volume de chuvas, inferior à expectativa para o período, manteve o nível de água dos reservatórios baixo e provocou os altos preços, segundo Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc.
Os números devem ser avaliados além dos grandes consumidores do mercado livre, pois a partir de 2014 as oscilações do PLD serão sentidas também pelos consumidores cativos, segundo o executivo.
"Toda vez que o PLD ultrapassar R$ 100/MWh, será acrescido à tarifa cativa um valor de R$ 15 por MWh. Quando o PLD ultrapassar R$ 200/MWh, haverá acréscimo de R$ 30 por MWh para o consumidor cativo", afirma.
"Isso foi determinado pela Aneel a partir do terceiro ciclo de revisão tarifária para dar um sinal ao consumidor cativo de que a energia é cara e que economizar é uma necessidade", diz Vlavianos.
"Outro objetivo é recompor o custo das distribuidoras pelo fato de elas terem de pagar valores maiores para as distribuidoras contratadas devido ao uso de geração térmica".

O preço da energia vendida no curto prazo entre grandes consumidores no mercado livre, como algumas das maiores indústrias do país, está em alta, segundo a gestora e comercializadora Comerc.


Na segunda semana de outubro, o preço, conhecido como PLD, superou R$ 200/MWh, resultado que não acontecia desde outubro de 2010 nos submercados Nordeste e Norte.


Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, o PLD acima de R$ 200 havia ocorrido pela última vez em fevereiro de 2008, de acordo com análise da Comerc, com base em dados da CCEE (câmara de comercialização).


O volume de chuvas, inferior à expectativa para o período, manteve o nível de água dos reservatórios baixo e provocou os altos preços, segundo Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc.


Os números devem ser avaliados além dos grandes consumidores do mercado livre, pois a partir de 2014 as oscilações do PLD serão sentidas também pelos consumidores cativos, segundo o executivo.


"Toda vez que o PLD ultrapassar R$ 100/MWh, será acrescido à tarifa cativa um valor de R$ 15 por MWh. Quando o PLD ultrapassar R$ 200/MWh, haverá acréscimo de R$ 30 por MWh para o consumidor cativo", afirma.


"Isso foi determinado pela Aneel a partir do terceiro ciclo de revisão tarifária para dar um sinal ao consumidor cativo de que a energia é cara e que economizar é uma necessidade", diz Vlavianos.


"Outro objetivo é recompor o custo das distribuidoras pelo fato de elas terem de pagar valores maiores para as distribuidoras contratadas devido ao uso de geração térmica".

 

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