Internacional

Preço da gasolina cai nos EUA e estimula economia

Oferta vem crescendo mais que a demanda.

Valor Econômico
24/10/2013 12:13
Visualizações: 1181

 

Os preços da gasolina nos postos de combustíveis dos Estados Unidos deverão cair ao menor nível desde fevereiro de 2011 até o fim do ano. A oferta vem crescendo mais que a demanda, o que tem estimulado o consumo em uma economia que luta para se recuperar da maior recessão desde a década de 1930.
Os preços no varejo provavelmente cairão para uma média de US$ 3,15 o galão (3,6 litros) até 31 de dezembro, em comparação aos atuais US$ 3,339, disse na terça-feira Michael Green, um porta-voz em Washington da American Automobile Association (AAA), o maior automóvel clube dos EUA.
Os maiores estoques sazonais em três anos deverão aumentar ainda mais com o fim das manutenções programadas em refinarias. A capacidade de refino no quarto trimestre será 410 mil barris/dia maior que a do mesmo período do ano passado, enquanto a demanda aumentou 10 mil barris, segundo a Energy Information Administration (EIA).
As refinarias americanas nunca produziram tanta gasolina nesta época do ano, após aumentarem o ritmo para aproveitar a grande produção doméstica e canadense de petróleo bruto. A produção de petróleo dos EUA atingiu em setembro o patamar mais elevado desde maio de 1989, depois que os avanços nas técnicas de exploração aumentaram a produção de formações de xisto betuminoso. Os EUA conseguiram atender 87% de suas necessidades energéticas nos primeiros seis meses de 2013, ritmo que caminha para ser a maior taxa anual desde 1986.
"Estamos em uma tendência de queda de longo prazo dos preços da gasolina no varejo por causa da demanda menor, o aumento da produção de petróleo dos EUA e o aumento da capacidade de refino", diz Phil Flynn, analista sênior de mercado do Prices Futures Group de Chicago.
Os preços no varejo caíram US$ 0,26 desde o fim de agosto, com a temporada de furacões de 2013 no Atlântico prometendo ser a primeira sem uma grande ocorrência em quase duas décadas, o que elimina a ameaça de interrupção da produção na costa do Golfo do México. A temporada de furacões vai de 1º de junho a 30 de novembro. Já na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os preços futuros caíram cerca de 15% desde agosto.
Os EUA estavam abarrotados de gasolina quando as refinarias fecharam para manutenção. Os estoques chegavam a 217,3 milhões de barris em 11 de outubro, o maior nível para esta época do ano desde 2010, segundo a EIA. Até 900 mil barris/dia deixaram de ser refinados em outubro, o pico da temporada de manutenção de outono, segundo Amrita Sem, estrategista-chefe de mercado de petróleo da Energy Aspects, de Londres.
A produção do combustível na semana terminada em 11 de outubro aumentou para 9,34 milhões de barris/dia, 3,2% maior que a do mesmo período de 2012 e a maior para esta época do ano desde 1982, segundo a EIA. Havia gasolina nos EUA suficiente para cobrir 24,6 dias de oferta, 6,8% acima da média de cinco anos.
A queda nos preços do combustível está deixando os consumidores aliviados, no momento em que o país emerge da paralisação dos serviços públicos, o mercado de trabalho cresceu mais que o esperado em setembro, e as vendas de moradias já existentes caíram pela primeira vez em três meses.
"Os preços menores estão colocando mais dinheiro nos bolsos dos consumidores, para que eles gastem em outras coisas além de combustível", diz Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates de Houston. Segundo a AAA, os preços no varejo estão 30,9 centavos de dólar menores que há um ano. A última vez que a média nacional ficou abaixo dos US$ 3 por galão foi em 21 de dezembro de 2010, ainda segundo a AAA.
Alguns postos de gasolina de 23 estados já estão vendendo gasolina a menos de US$ 3 o galão, segundo Green da AAA. O custo para os motoristas de até 10 estados americanos poderá estar inferior a US$ 3 até o fim do ano, segundo Green. O preço médio em 31 de dezembro de 2012 estava em US$ 3,292, após uma queda de 37,3 centavos de dólar entre 21 de outubro e o fim do ano.

Os preços da gasolina nos postos de combustíveis dos Estados Unidos deverão cair ao menor nível desde fevereiro de 2011 até o fim do ano. A oferta vem crescendo mais que a demanda, o que tem estimulado o consumo em uma economia que luta para se recuperar da maior recessão desde a década de 1930.

Os preços no varejo provavelmente cairão para uma média de US$ 3,15 o galão (3,6 litros) até 31 de dezembro, em comparação aos atuais US$ 3,339, disse na terça-feira Michael Green, um porta-voz em Washington da American Automobile Association (AAA), o maior automóvel clube dos EUA.

Os maiores estoques sazonais em três anos deverão aumentar ainda mais com o fim das manutenções programadas em refinarias. A capacidade de refino no quarto trimestre será 410 mil barris/dia maior que a do mesmo período do ano passado, enquanto a demanda aumentou 10 mil barris, segundo a Energy Information Administration (EIA).

As refinarias americanas nunca produziram tanta gasolina nesta época do ano, após aumentarem o ritmo para aproveitar a grande produção doméstica e canadense de petróleo bruto. A produção de petróleo dos EUA atingiu em setembro o patamar mais elevado desde maio de 1989, depois que os avanços nas técnicas de exploração aumentaram a produção de formações de xisto betuminoso. Os EUA conseguiram atender 87% de suas necessidades energéticas nos primeiros seis meses de 2013, ritmo que caminha para ser a maior taxa anual desde 1986.

"Estamos em uma tendência de queda de longo prazo dos preços da gasolina no varejo por causa da demanda menor, o aumento da produção de petróleo dos EUA e o aumento da capacidade de refino", diz Phil Flynn, analista sênior de mercado do Prices Futures Group de Chicago.

Os preços no varejo caíram US$ 0,26 desde o fim de agosto, com a temporada de furacões de 2013 no Atlântico prometendo ser a primeira sem uma grande ocorrência em quase duas décadas, o que elimina a ameaça de interrupção da produção na costa do Golfo do México. A temporada de furacões vai de 1º de junho a 30 de novembro. Já na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os preços futuros caíram cerca de 15% desde agosto.

Os EUA estavam abarrotados de gasolina quando as refinarias fecharam para manutenção. Os estoques chegavam a 217,3 milhões de barris em 11 de outubro, o maior nível para esta época do ano desde 2010, segundo a EIA. Até 900 mil barris/dia deixaram de ser refinados em outubro, o pico da temporada de manutenção de outono, segundo Amrita Sem, estrategista-chefe de mercado de petróleo da Energy Aspects, de Londres.

A produção do combustível na semana terminada em 11 de outubro aumentou para 9,34 milhões de barris/dia, 3,2% maior que a do mesmo período de 2012 e a maior para esta época do ano desde 1982, segundo a EIA. Havia gasolina nos EUA suficiente para cobrir 24,6 dias de oferta, 6,8% acima da média de cinco anos.

A queda nos preços do combustível está deixando os consumidores aliviados, no momento em que o país emerge da paralisação dos serviços públicos, o mercado de trabalho cresceu mais que o esperado em setembro, e as vendas de moradias já existentes caíram pela primeira vez em três meses.

"Os preços menores estão colocando mais dinheiro nos bolsos dos consumidores, para que eles gastem em outras coisas além de combustível", diz Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates de Houston. Segundo a AAA, os preços no varejo estão 30,9 centavos de dólar menores que há um ano. A última vez que a média nacional ficou abaixo dos US$ 3 por galão foi em 21 de dezembro de 2010, ainda segundo a AAA.

Alguns postos de gasolina de 23 estados já estão vendendo gasolina a menos de US$ 3 o galão, segundo Green da AAA. O custo para os motoristas de até 10 estados americanos poderá estar inferior a US$ 3 até o fim do ano, segundo Green. O preço médio em 31 de dezembro de 2012 estava em US$ 3,292, após uma queda de 37,3 centavos de dólar entre 21 de outubro e o fim do ano.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Etanol fecha a semana em alta e amplia ganhos no mercado...
31/08/26
Royalties
ANP publica resolução sobre distribuição a municípios af...
28/08/26
ANP
Gás natural: prorrogado até 14/9 o prazo da consulta púb...
28/08/26
Pessoas
Supergasbras anuncia mudanças na liderança executiva
28/08/26
Margem Equatorial
Margem Equatorial pode mudar receitas de municípios e ab...
27/08/26
Transição Energética
Conferência reúne especialistas da academia, do mercado ...
27/08/26
Pré-Sal
P-80 e P-82, que vão operar em Búzios, são batizadas em ...
27/08/26
Royalties
Valores referentes à produção de junho foram distribuído...
27/08/26
Pré-Sal
Campo de Búzios bate recordes mensal e diário de exporta...
26/08/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reúne líderes globais para discutir o futuro ...
26/08/26
Gás Natural
Décio Oddone aponta concentração como entrave ao mercado...
26/08/26
Competição
Shell Eco-marathon Brasil: inspeção técnica define carro...
26/08/26
ROG.e 2026
Sindicom promove Arena de Lubrificantes na ROG.e 2026
25/08/26
Pessoas
Felipe Arbelaez é nomeado head of country da bp no Brasil
25/08/26
Parceria tecnológica
Foresea inicia formação exclusiva de PCDs em tecnologia ...
25/08/26
Petrobras
Licitação para nova Unidade de Hidrotratamento (HDT) da ...
24/08/26
Pessoas
ABRATE elege novo Conselho Diretor e lança ABRATE 3.0 pa...
24/08/26
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica
ANP publica edital do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica...
24/08/26
Postos e Conveniência
Ipiranga e Texaco inauguram primeiro posto Texaco no Rio...
24/08/26
Combustíveis
Vibra se torna a primeira distribuidora a oferecer gasol...
24/08/26
Tecnologia
Corvus Energy amplia suporte técnico ao crescente setor ...
24/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.