Economia

Preço da eletricidade deve se manter elevado até o final do ano

Motivo é a baixa quantidade de água nos reservatórios.

Jornal do Commercio
28/08/2012 14:58
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A baixa quantidade de água registrada no primeiro semestre deste ano nos principais reservatórios hidrelétricos tem provocado reações no setor energético no Brasil. De acordo com a Safira Energia, comercializadora e gestora de energia elétrica, entre janeiro e julho foram armazenados 2.885 milímetros de chuvas, contra 3.450 milímetros no mesmo período em 2011. Isso fez com que o preço do megawatt por hora contratado subisse consideravelmente e ultrapassasse a marca de R$ 150,00. O diretor da Safira Mikio Kawai Jr. adianta que o valor deverá se manter elevado até o fim de agosto e, inclusive, aumentar até novembro.
De acordo com o executivo, a ausência de chuvas, principalmente na região Sudeste do país, tem onerado o preço da energia. Para atender à necessidade de geração de energia, mais termelétricas (a maior parte delas alimentadas com gás natural) têm sido acionadas. Como essa produção é mais cara do que a hidrelétrica, ocasiona efeitos nos custos finais.
Kawai Jr. salienta que o preço atual está em um patamar muito superior ao verificado no mesmo período do ano passado. Em agosto de 2011, o preço médio foi de R$ 30,00 o megawatt por hora. O dirigente relata que a alta já vinha sendo detectada pelo mercado nos últimos meses. Durante as quatro semanas do mês de julho, o Preço de Liquidação de Diferença (PLD) registrou média de R$ 91,24, marcando uma oscilação de 172% se comparado a outros ativos, como o índice Ibovespa, que no mesmo período variou 23%. O PLD é utilizado para valorar a energia comercializada no mercado de curto prazo e se faz pela utilização dos dados considerados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para a otimização da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Conforme Kawai Jr., em comparação ao ano passado, o preço da energia oscilou 150% nos seis primeiros meses, contra 300% em 2012. “A tendência é de que a volatilidade permaneça alta, essencialmente porque o segundo semestre é um período predominantemente seco e os preços só devem voltar a cair próximo ao final de novembro, quando aumenta o índice de chuvas”, conclui o dirigente.

A baixa quantidade de água registrada no primeiro semestre deste ano nos principais reservatórios hidrelétricos tem provocado reações no setor energético no Brasil. De acordo com a Safira Energia, comercializadora e gestora de energia elétrica, entre janeiro e julho foram armazenados 2.885 milímetros de chuvas, contra 3.450 milímetros no mesmo período em 2011. Isso fez com que o preço do megawatt por hora contratado subisse consideravelmente e ultrapassasse a marca de R$ 150,00. O diretor da Safira Mikio Kawai Jr. adianta que o valor deverá se manter elevado até o fim de agosto e, inclusive, aumentar até novembro.


De acordo com o executivo, a ausência de chuvas, principalmente na região Sudeste do país, tem onerado o preço da energia. Para atender à necessidade de geração de energia, mais termelétricas (a maior parte delas alimentadas com gás natural) têm sido acionadas. Como essa produção é mais cara do que a hidrelétrica, ocasiona efeitos nos custos finais.


Kawai Jr. salienta que o preço atual está em um patamar muito superior ao verificado no mesmo período do ano passado. Em agosto de 2011, o preço médio foi de R$ 30,00 o megawatt por hora. O dirigente relata que a alta já vinha sendo detectada pelo mercado nos últimos meses. Durante as quatro semanas do mês de julho, o Preço de Liquidação de Diferença (PLD) registrou média de R$ 91,24, marcando uma oscilação de 172% se comparado a outros ativos, como o índice Ibovespa, que no mesmo período variou 23%. O PLD é utilizado para valorar a energia comercializada no mercado de curto prazo e se faz pela utilização dos dados considerados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para a otimização da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).


Conforme Kawai Jr., em comparação ao ano passado, o preço da energia oscilou 150% nos seis primeiros meses, contra 300% em 2012. “A tendência é de que a volatilidade permaneça alta, essencialmente porque o segundo semestre é um período predominantemente seco e os preços só devem voltar a cair próximo ao final de novembro, quando aumenta o índice de chuvas”, conclui o dirigente.

 

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