Petrobras

Plano para G&E foca fertilizantes

PN 2012-2016 prevê ainda oferta de 139 milhões de m³ de gás.

Redação TN
22/08/2012 17:59
Plano para G&E foca fertilizantes Imagem: Diretor de Gás e Energia da Petrobras, José Alcides Santoro Visualizações: 725

 

Com investimentos de US$ 13,5 bilhões para a área de Gás e Energia (G&E), previstos no Plano de Negócios para o período 2012-2016, a Petrobras irá se focar na produção de fertilizantes nitrogenados - que receberá a maior parte do valor, 42% -, na transformação química do gás natural, na expansão da capacidade de geração de energia elétrica e na ampliação do processamento e da movimentação do gás natural, visando monetizar reservas e garantir o suprimento do mercado.
Nesta quarta-feira (22), o diretor de gás e energia da estatal, José Alcides Santoro, detalhou os investimentos da área. Segundo o executivo, a área G&E se divide em três ciclos nos últimos dez anos. O primeiro foi marcado por forte investimento em geração de energia elétrica. "Em 2003, mais de 90% dos recursos utilizados foram para a área de geração", disse.
O segundo ciclo focou basicamente na infraestrutura logíxtica e processamento de gás natural. "Isso se deu de 2005 até 2012. Hoje temos uma malha de transporte robusta e flexível", afirmou.
O terceiro ciclo é caracterizado por investimentos na área de produção de fertilizantes. "Cerca de 42% dos investimentos irão para os fertilizantes".
Ao falar sobre os projetos mais importantes da carteira de gás e energia, Santoro citou os projetos em implantação - 96 ao todo - onde se destacam: o Terminal de Regás da Bahia, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, localizada em Três Lagoas, a ampliação da Unidade de Processamento de Gás Natural, em Cabiúnas, e a Unidade Termoelétrica Baixada Fluminense.
Sobre a geração de energia elétrica, o executivo afirmou que a estatal tem capacidade instalada de 5.848 MW de geração termoelétrica, "estão excluídos aí a eólica, PCH e térmicas alugadas".
"Com a implantação da UTE Baixada Fluminense teremos mais 530 MW, e no final do nosso plano chegaremos a quase 8 mil MW, o que significa 18% da geração termelétrica no Brasil", afirmou.
Capacidade de regaseificação
Atualmente a Petrobras possui dois terminais de regaseificação: o Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara, que já está pronto para 20 milhões de m3 por dia, e o Terminal de Pecém, com sete milhões de m3 por dia.
"Com o terminal da Bahía, acrescentaremos mais 14 milhões a esses 27 atuais. E com a entrada em operação do Terminal de Barra do Riacho, atingiremos o volume de até 55 milhões de m3 por dia de regaseificação, o que significa quase dois Bolívia-Brasil [gasoduto de 3 mil quilômetros que abastece todo o sul do país, fornecendo cerca de 30 milhões de metros cúbicos diários (MMCD) de gás natural]".
Santoro, afirmou que a companhia terá oferta de 139 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural em 2016. O executivo prevê ainda que a demanda pelo insumo, incluindo consumo próprio da petroleira, será de 124 milhões de metros cúbicos por dia.
“Temos espaço para crescimento de consumo de gás natural, para atender novos empreendimentos”.
Sobre o preço do gás, o executivo disse que ficará em torno de 80% do valor do óleo combustível até 2020.
“Ele [o preço do gás natural] sempre segue essa lógica. Nunca vai ser maior, para não perder competitividade, nem muito baixo, senão provoca uma demanda desordenada”.
O diretor disse não acreditar na possibilidade de praticar preços semelhantes ao do mercado americano. Lá, os preços são mais baixos, devido à produção de gás natural de xisto. “Provavelmente não está se vislumbrando dentro do plano de negócios algo como o que é feito nos Estados Unidos”.

Com investimentos de US$ 13,5 bilhões para a área de Gás e Energia (G&E), previstos no Plano de Negócios para o período 2012-2016, a Petrobras irá se focar na produção de fertilizantes nitrogenados - que receberá a maior parte do valor, 42% -, na transformação química do gás natural, na expansão da capacidade de geração de energia elétrica e na ampliação do processamento e da movimentação do gás natural, visando monetizar reservas e garantir o suprimento do mercado.


Nesta quarta-feira (22), o diretor de gás e energia da estatal, José Alcides Santoro, detalhou os investimentos da área. Segundo o executivo, a área G&E se divide em três ciclos nos últimos dez anos. O primeiro foi marcado por forte investimento em geração de energia elétrica. "Em 2003, mais de 90% dos recursos utilizados foram para a área de geração", disse.


O segundo ciclo focou basicamente na infraestrutura logíxtica e processamento de gás natural. "Isso se deu de 2005 até 2012. Hoje temos uma malha de transporte robusta e flexível", afirmou.


O terceiro ciclo é caracterizado por investimentos na área de produção de fertilizantes. "Cerca de 42% dos investimentos irão para os fertilizantes".


Ao falar sobre os projetos mais importantes da carteira de gás e energia, Santoro citou os projetos em implantação - 96 ao todo - onde se destacam: o Terminal de Regás da Bahia, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, localizada em Três Lagoas, a ampliação da Unidade de Processamento de Gás Natural, em Cabiúnas, e a Unidade Termoelétrica Baixada Fluminense.


Sobre a geração de energia elétrica, o executivo afirmou que a estatal tem capacidade instalada de 5.848 MW de geração termoelétrica, "estão excluídos aí a eólica, PCH e térmicas alugadas".


"Com a implantação da UTE Baixada Fluminense teremos mais 530 MW, e no final do nosso plano chegaremos a quase 8 mil MW, o que significa 18% da geração termelétrica no Brasil", afirmou.



Capacidade de regaseificação


Atualmente a Petrobras possui dois terminais de regaseificação: o Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara, que já está pronto para 20 milhões de m3 por dia, e o Terminal de Pecém, com sete milhões de m3 por dia.


"Com o terminal da Bahía, acrescentaremos mais 14 milhões a esses 27 atuais. E com a entrada em operação do Terminal de Barra do Riacho, atingiremos o volume de até 55 milhões de m3 por dia de regaseificação, o que significa quase dois Bolívia-Brasil [gasoduto de 3 mil quilômetros que abastece todo o sul do país, fornecendo cerca de 30 milhões de metros cúbicos diários (MMCD) de gás natural]".


Santoro, afirmou que a companhia terá oferta de 139 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural em 2016. O executivo prevê ainda que a demanda pelo insumo, incluindo consumo próprio da petroleira, será de 124 milhões de metros cúbicos por dia.


“Temos espaço para crescimento de consumo de gás natural, para atender novos empreendimentos”.


Sobre o preço do gás, o executivo disse que ficará em torno de 80% do valor do óleo combustível até 2020.


“Ele [o preço do gás natural] sempre segue essa lógica. Nunca vai ser maior, para não perder competitividade, nem muito baixo, senão provoca uma demanda desordenada”.


O diretor disse não acreditar na possibilidade de praticar preços semelhantes ao do mercado americano. Lá, os preços são mais baixos, devido à produção de gás natural de xisto. “Provavelmente não está se vislumbrando dentro do plano de negócios algo como o que é feito nos Estados Unidos”.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Expansão
Objective contrata André Gutierrez como novo Head de Par...
14/09/26
KPMG
Fusões e aquisições no setor de Óleo e Gás recuam 48.6% ...
14/09/26
ROG.e 2026
Morken leva à Rio Oil & Gas 2026 tecnologia de inspeção ...
14/09/26
Combustível
Etanol encerra a semana mantendo o movimento de alta nos...
14/09/26
Biometano
Produção de biometano cresce 75% no Brasil e amplia desa...
12/09/26
ANP
RenovaBio: ANP prorroga prazo para recebimento de contri...
12/09/26
ROG.e 2026
PPSA realiza 12 palestras na ROG.e sobre seus próximos l...
11/09/26
Gás Natural
PPSA firma acordo para contratar Petrobras como agente c...
11/09/26
Gás Natural
TBG lança consulta ao mercado para fornecimento de gás d...
10/09/26
Tecnologia e Inovação
Vallourec inicia obras de linha de produção no Brasil pa...
10/09/26
ExpoPostos & Conveniência
Segundo dia da ExpoPostos & Conveniência 2026 debate des...
10/09/26
PD&I
Projeto Heavy Oil Emulsions, liderado pela Unicamp, busc...
10/09/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preços seguem em alta com clima chuvoso
10/09/26
Águas Profundas
Firjan promove Agrega+Indústria Especial SEAP II e SEAP I
09/09/26
Expopostos & Conveniência
Vibra integra tecnologia, qualidade e serviços para ampl...
09/09/26
Comunicado
ANP implementará o Gov.BR Nível Ouro para acesso aos sis...
09/09/26
ABPIP
STJ julga fracking amanhã e ABPIP defende análise técnic...
08/09/26
Investimento
Naturgy lança segunda Chamada Pública para aquisição de ...
08/09/26
ANP
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica: live amanhã (9/9) es...
08/09/26
ROG.e 2026
PRINER exibe na Rio Oil & Gas Energy o serviço de pintur...
05/09/26
ANP
Aprovada resolução que revisa norma sobre tratamento dif...
04/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25